Mourão diz que reforma da Previdência dos militares deve gerar economia de R$ 13 bilhões, mas volta atrás horas depois
Presidente em exercício disse que a proposta está pronta, mas ainda depende do aval de Jair Bolsonaro

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, causou movimentações no mercado nesta terça-feira, 19, ao afirmar que a reforma da Previdência dos militares deve gerar economia de R$ 13 bilhões aos cofres públicos em 10 anos.
Sem dar detalhes sobre os custos iniciais que serão gerados com a reestruturação da carreira, o general afirmou que o regime será superavitário depois desse período.
Mas as especulações não duraram muito tempo. Horas depois de falar, o presidente em exercício voltou atrás na estimativa, alegando estar errada. "Está errado meu número, está errado", limitou-se a dizer Mourão, ao voltar ao Palácio do Planalto, após participar da cerimônia de posse do novo presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro Marcus Vinicius Oliveira dos Santos. Ele não esclareceu o motivo do engano nem fez novas previsões.
Projeto pronto
Mais cedo, Mourão disse que a proposta dos militares está pronta, mas ainda depende do aval do presidente Jair Bolsonaro. O texto será apresentado ao presidente nesta quarta, pela manhã, no Palácio do Alvorada, após ele retornar de viagem aos Estados Unidos.
"Já está tudo ajustado, vai apresentar para o presidente amanhã para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada que tenha que definir por parte do Ministério da Defesa, só a decisão presidencial agora".
Para o presidente em exercício, a contribuição dos militares deve ter aumento progressivo para evitar a redução imediata de salários da categoria.
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Mourão destacou que, com a proposta dos militares, haverá aumento da alíquota de 7,5% para 10,5% ao longo dos próximos dois anos. Somando com os 3,5% do plano de saúde, valor que já é adotado, concluiu que a contribuição vai aumentar para 14% ao longo dos próximos dois anos.
Ainda não foi acertado se o presidente Bolsonaro levará pessoalmente o texto ao Congresso, nem se a proposta será apresentada ao Legislativo no período da tarde.
De acordo com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, não é possível garantir que a proposta será entregue ao Congresso no período da tarde. "Um passo de cada vez, estamos fazendo os ajustes finais. A proposta será apresentada ao presidente amanhã pela manhã", frisou.
*Com Estadão Conteúdo.
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