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Vice-presidente defendeu a pauta de reformas e disse saber das "angústias e dúvidas" sobre o projeto que está no Congresso

Em meio à crise do governo com o Congresso, o vice-presidente Hamilton Mourão defendeu, nesta terça-feira, 26, clareza, determinação e paciência para negociar a aprovação da reforma da Previdência.
Em uma rápida declaração à imprensa antes de participar de uma reunião da Fiesp na capital paulista, Mourão disse que é preciso conduzir reformas que interessam ao País e declarou saber das "angústias e dúvidas" que estão sendo levantadas sobre a proposta do governo para o sistema de aposentadoria.
"É preciso clareza em termos de convencer os nossos parlamentares e, mais do que eles, a nossa população, determinação de levar isso à frente e paciência para negociar tudo aquilo que tiver de ser negociado", afirmou o vice-presidente ao lado do presidente da Fiesp, Paulo Skaf.
Enquanto líderes no Congresso defendem retirar da reforma da Previdência as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC), Mourão afirmou que é impossível sustentar o benefício nas regras atuais.
"Temos que olhar isso, não há mais como sustentar isso aí", declarou Mourão, lembrando que o pagamento do BPC foi regulamentado para ser pago a idosos a partir de 70 anos e que a idade foi diminuindo para 67 e depois para 65. Para o vice-presidente, a atual regra incentiva pessoas a não contribuírem por saberem que vão receber um salário mínimo a partir desse período da vida.
Além de defender mudanças no BPC, o vice de Bolsonaro declarou que é necessário "lidar com aquilo que chamamos de vacas sagradas", fazendo uma crítica à regra de reajustar o salário mínimo pela inflação e o crescimento do PIB - legislação que precisará ser revista pelo governo. Para o vice, essas "vacas sagradas "são até hoje responsáveis por muitos dos nossos problemas" porque o salário não seria, na opinião dele, realmente "mínimo".
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*Com Estadão Conteúdo.
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