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Pegou mal no Congresso

Governo errou ao dar tratamento diferenciado a militares, diz líder do PSL na Câmara

Delegado Waldir fez duras críticas sobre o projeto que reestrutura as carreiras das Forças Armadas

Delegado Waldir, PSL
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O líder do PSL na Câmara, Delegado Waldir (GO), voltou a criticar duramente o projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso que trata da reestruturação das carreiras das Forças Armadas e da aposentadoria dos militares. Para ele, o governo errou ao dar tratamento diferenciado a uma categoria e acabou enviando "um abacaxi" para os parlamentares "descascarem com o dente".

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O deputado, que é líder do partido do presidente Jair Bolsonaro e da maior bancada da Câmara (junto com o PT), criticou o fato de o governo ter prometido uma coisa para a Câmara e ter entregado outra em relação à reforma da previdência dos militares. A principal crítica é a inclusão da reestruturação da carreira.

Em sua avaliação, o ruído atrapalhou o andamento da tramitação da proposta que trata do Regime Geral da Previdência, apresentado ao Congresso há mais de um mês. "A Câmara quer votar, quer agir, mas precisamos que o governo explique as propostas. O projeto dos militares não atende ao que o governo se propôs a trazer para esta Casa", disse.

O deputado reclamou que a equipe econômica não procurou a Câmara em nenhum momento antes da apresentação da reforma, tendo deixado os parlamentares à mercê do que seria apresentado. Para ele, o diálogo do governo com o Congresso precisa melhorar para viabilizar a aprovação das reformas.

"Não tive nenhum diálogo com representantes do governo sobre o projeto dos militares. O Parlamento quer participar e não participamos da festa, da construção dessa proposta. Meu gabinete está de portas abertas para receber qualquer emissário a qualquer momento", disse. Ele chegou a fazer uma brincadeira sobre a falta de comunicação: "Vou ter que passar em uma delegacia para prestar queixa".

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O líder do PSL disse ainda que o partido poderá entregar seus 54 votos desde que a reforma da Previdência seja igualitária para todos. "Ou o governo faz as mudanças no texto dos militares como queremos, ou deixa a Câmara fazer. Mas, neste caso, ele tem que assumir que deu tratamento diferenciado a uma categoria", afirmou.

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