CCJ da Câmara só anunciará relator da Previdência depois de audiência com Guedes
Audiência do ministro da Economia na comissão está marcada para a terça-feira, 26, às 14h

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), só vai anunciar o nome do relator da reforma da Previdência na comissão depois da ida do ministro da Economia, Paulo Guedes, ao colegiado semana que vem. A informação foi dada ao Estadão/Broadcast Político por fontes que acompanham as negociações em torno do nome.
A audiência de Guedes na comissão está marcada para a terça-feira, 26, às 14h. Os parlamentares esperam que o ministro de Bolsonaro faça uma apresentação detalhada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera o regime geral da Previdência e também do projeto de lei dos militares.
A participação de Guedes na CCJ é considerada atípica e, na prática, só precisa ocorrer por causa da desarticulação do governo, uma vez que a comissão não analisa o mérito da proposta, apenas sua admissibilidade. A audiência com o ministro costuma ser na comissão especial, mas a oposição vem apresentando uma série de requerimentos para a convocação do ministro, o que foi transformado em convite.
Na quinta-feira, 21, após cancelar o anúncio do relator da Nova Previdência no colegiado, Francischini afirmou que o início da discussão da proposta na Câmara depende de o governo se organizar para montar uma estratégia de atuação na Câmara.
Ele disse ainda que a ida do ministro Guedes à comissão deve ajudar a esclarecer dúvidas dos membros da CCJ. "Tenho ouvido de todos os membros e líderes que eles querem decantar os últimos acontecimentos políticos. A vinda da reforma dos militares... Isso gerou umas expectativas a mais e, agora, eles querem analisar o texto", disse na quinta-feira.
Em busca de uma estratégia
Na tentativa de melhorar a articulação da reforma, o deputado delegado Marcelo Freitas (MG) foi escolhido pelo PSL para ser o coordenador da bancada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
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A desarticulação do governo no Congresso tem minado as expectativas em relação ao andamento da proposta na Câmara. O péssimo ambiente político desta semana colocou em xeque a capacidade do governo de garantir a aprovação da matéria.
De acordo com integrantes da comissão, o próprio Francischini também vai atuar diretamente para fazer uma ponte entre o governo e os integrantes do colegiado para afinar o diálogo e convencer os deputados a partir das demandas individuais.
A avaliação é de que é preciso dar celeridade política no trato com a base aliada para que haja um realinhamento do governo com a Câmara.
*Com Estadão Conteúdo.
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