Alíquota máxima só atingiria 0,08% dos servidores
Dados fornecidos pelo Ministério da Economia mostra que apenas 1.142 servidores ativos, aposentados e pensionistas pagarão a alíquota previdenciária máxima de 22% proposta na reforma da Previdência

Apenas 1.142 servidores ativos, aposentados e pensionistas pagarão a alíquota previdenciária máxima de 22% proposta pela equipe econômica caso a reforma da Previdência seja aprovada pelo Congresso Nacional, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Economia a pedido do 'Estadão/Broadcast'. O número representa apenas 0,08% do total de 1,4 milhão de pessoas que estão na folha de pagamento da União.
O maior número absoluto desses servidores está no Executivo (466), mas proporcionalmente o Legislativo é quem terá mais "alvos" da alíquota máxima (326, ou 1,42% do total). No Judiciário, 350 ativos, inativos e pensionistas ganham acima do teto do funcionalismo e pagarão mais por isso.
A criação de alíquotas progressivas para a contribuição previdenciária dos servidores é uma das medidas mais polêmicas da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) enviada pelo presidente Jair Bolsonaro e enfrenta forte resistência dos servidores públicos. As categorias chegaram a classificar a medida de "confisco" de salários.
O governo, por sua vez, argumenta que quem ganha mais precisa contribuir com mais e que as pessoas que recebem acima de R$ 39,2 mil mensais já estão numa situação excepcional, uma vez que ninguém deveria ganhar mais que um ministro do Supremo Tribunal Federal - remuneração que serve de referência para o teto salarial de todos os Poderes. A economia estimada com a mudança nas alíquotas do regime próprio de servidores é de R$ 29,3 bilhões em dez anos.
Número pequeno
"É um número pequeno de servidores que pagará 22% e nem deveria existir. São pessoas que têm alguma ação judicial permitindo que ganhem acima do teto", afirma o secretário adjunto de Previdência do Ministério da Economia, Narlon Nogueira. "A medida está dentro do princípio que está sendo estabelecido de que pessoas que ganham mais precisam contribuir mais. O governo vai trabalhar para convencer o Congresso disso", afirma o secretário.
Os dados do governo tomam como base as remunerações pagas em julho de 2018 e mostram que a maior parte dos servidores ficará sujeita a uma alíquota de 14% - três pontos porcentuais acima da cobrança atual de 11%. São principalmente integrantes do Poder Executivo que recebem entre R$ 3 mil e R$ 5.834,49 mensais.
Leia Também
No Legislativo, a maior parte dos servidores ganha entre R$ 20 mil e R$ 39,2 mil e vai ser alvo de uma cobrança maior, de 19%.
Já no Judiciário, mais da metade dos servidores recebe entre R$ 10 mil e R$ 20 mil mensais, faixa em que a alíquota fica em 16,5%.
Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na semana passada, alguns parlamentares manifestaram preocupação com a criação de alíquotas progressivas e com a possibilidade de essas faixas ficarem desatualizadas, punindo os servidores que passariam a pagar ainda mais à medida que seus salários crescessem.
Nogueira, porém, diz que a própria PEC estabelece um reajuste dessas faixas pela inflação para evitar qualquer prejuízo aos servidores por defasagem na tabela.
Sistema mais justo
Para o Ministério da Economia, a progressividade da alíquota é uma medida essencial para montar um sistema mais justo no qual "quem ganha mais, paga mais". A avaliação é que a proposta fortalece o discurso de combate aos privilégios e servirá de base para as mudanças que o governo quer fazer na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Fisica (IRPF).
Um integrante da equipe econômica disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a medida, mesmo com mudanças nos valores das alíquotas pelo Congresso Nacional, tem apoio da sociedade e de muitos parlamentares, sendo também essencial para abrir espaço para o aumento da cobrança nos Estados, previsto na proposta de emenda constitucional.
Para o diretor técnico da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Mauro Silva, independentemente do número de pessoas que a alíquota máxima atinge, qualquer valor acima de 11% é injusto. Silva apresenta nesta terça-feira, 26, em audiência pública sobre a reforma, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, números que indicam que a alíquota atual de 11% (paga pelo servidor) e de 22% (recolhida pelo governo) é suficiente para bancar as aposentadorias.
Segundo ele, erros do passado, como a transformação de 250 mil funcionários celetistas em estatuários na Constituição de 1998, sem terem contribuído e recebendo a integralidade do salário na aposentadoria, está penalizando as contas da Previdência.
Para ele, a conta financeira em que 600 mil servidores pagam a aposentadoria de 900 mil inativos e pensionistas não vai "fechar nunca".
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
QUASE LÁ!
Prazo para disputar os R$ 300 milhões da Lotofácil da Independência se aproxima do fim; veja até que horas é possível apostar e quando será o sorteio
14 de setembro de 2026 - 9:09Conteúdo Market Makers
Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro e Augusto Cury numericamente à frente de Lula no segundo turno; como investir neste cenário?
14 de setembro de 2026 - 9:00DESALECERAÇÃO DA IA
Dona do ChatGPT descarta IPO neste ano e executivos fazem alerta sobre IA: haverá um freio na tecnologia?
13 de setembro de 2026 - 18:03DEIXOU DE SER EXCLUSIVO
Venda de apartamentos de luxo despenca 53% em São Paulo. Quais os planos das incorporadoras para os super-ricos?
13 de setembro de 2026 - 14:35MAIS LIDAS DO SD
Palpites da IA para a Lotofácil da Independência, risco de calote no Tesouro Direto e loja de luxo da JHSF: o que bombou nesta semana
13 de setembro de 2026 - 11:32É BOM SABER
Todos os números da Lotofácil da Independência: veja os resultados e as dezenas que mais saíram na história
13 de setembro de 2026 - 10:29PERÍODO ÚMIDO
Chuva derruba preço da energia, mas El Niño acende alerta para dezembro; veja o que esperar até 2027
12 de setembro de 2026 - 10:30REGRA DE OURO
O que acontece com o prêmio de R$ 300 milhões se ninguém acertar os números da Lotofácil da Independência
12 de setembro de 2026 - 7:04TOUROS E URSOS #287
Até onde a taxa Selic pode cair? Economista do BV vê juros perto de 10% ao ano no longo prazo
11 de setembro de 2026 - 17:32MATEMÁTICA
Plano perfeito para ganhar na Lotofácil da Independência existe, mas tem uma pegadinha arriscada
11 de setembro de 2026 - 9:45Conteúdo Empiricus
Juros de 9% e dólar abaixo de R$ 4? A condição fiscal que poderia levar o Ibovespa aos 300 mil pontos, segundo analistas
11 de setembro de 2026 - 9:00EFEITO DO RECESSO
Mega-Sena acumula pelo 8º sorteio seguido e prêmio vai a R$ 85 milhões enquanto Lotofácil da Independência se aproxima
11 de setembro de 2026 - 6:2730 ANOS DA LEI
Inquilino inadimplente não quer sair? Arbitragem pode poupar R$ 3,2 bi aos donos de imóveis e aliviar preços dos aluguéis; veja quando vale usar
11 de setembro de 2026 - 6:04TOUROS E URSOS
O futuro da Selic: O que está impedindo a queda dos juros no Brasil? Uma entrevista com Roberto Padovani, do Banco BV
10 de setembro de 2026 - 18:09AGÊNCIAS FECHADAS
Greve na Caixa: como ficam o Bolsa Família, o Pé-de-Meia, o Gás do Povo e os benefícios do INSS durante a paralisação dos bancários
10 de setembro de 2026 - 13:57AJUDA PARA O BOLÃO DA FIRMA
Quem vai acertar os números da Lotofácil da Independência? Confira os palpites do ChatGPT, do Claude, do Gemini, do Copilot e da DeepSeek
10 de setembro de 2026 - 13:26PESSOAL OU COLETIVO
Em briga de morador e síndico não se mete a colher? Entenda quando o conflito pode sobrar para o condomínio
10 de setembro de 2026 - 12:35BENEFÍCIOS SOCIAIS
Gás do Povo libera hoje botijão grátis; veja quem recebe a recarga em setembro
10 de setembro de 2026 - 9:01BRILHOU SOZINHA
Apostador do interior do Brasil fatura R$ 4,6 milhões na Lotomania 2973 em noite de recesso da Lotofácil e repetição improvável na Dia de Sorte
10 de setembro de 2026 - 7:01CONTRA O PETRÓLEO CARO