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duras críticas

‘Não entendo o que ele está fazendo’, diz Rogério Xavier sobre a postura do BC

O sócio-fundador da SPX criticou a resistência de Campos Neto em reduzir a taxa de juros, mesmo diante de dados fracos da economia e uma visão do mercado de que a reforma da Previdência vai passar

Rogério Xavier SPX
Rogério Xavier, sócio da SPX - Imagem: Leo Martins

O sócio-fundador da SPX Capital, Rogério Xavier, diz que não consegue entender as reações recentes do Banco Central (BC). A instituição, presidida por Roberto Campos Neto, tem mantido sucessivamente a taxa básica de juros (Selic) a 6,5%.

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Segundo Xavier, a decisão de manter a Selic no mesmo patamar não faz sentido. Para ele, a aprovação da reforma da Previdência é dada como certa e, mesmo que o projeto não passe, não será a taxa em 6,5% que vai segurar o câmbio.

"Não consigo entender, a partir dos comunicados, a reação de política monetária", disse Xavier. "Quando vejo a economia, e olho pra ata do Copom, eu não entendo o que ele [BC] está fazendo".

O sócio-fundador da SPX disse que, passado um ano com a mesma taxa Selic, não parece que ela esteja tão estimulativa quanto o Banco Central tem pregado. "O fato é que parece que a economia está muito anêmica e precisa de estímulo", disse Xavier, que participou hoje de um evento promovido pelo BTG Pactual.

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Postura

Para Xavier, a postura do BC estaria relacionada ao fato do presidente da instituição, o Campos Neto, ter assumido a cadeira há pouco tempo. Ele disse ainda que Neto poder estar sofrendo da "síndrome de presidente novo do BC" e que quer ser "durão" para ganhar credibilidade do mercado.

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Sobre a Previdência, ele disse ainda que espera bom senso do presidente da República, para que outras reformas possam ser encaminhadas. No entanto, afirmou que o projeto não injetará investimentos nos País. "A Previdência vai nos manter solventes".

O presidente do BC e o diretor de Política Econômica, Carlos Viana, disseram hoje, em coletiva para divulgação do Relatório de Inflação, que não existe relação direta e mecânica entre aprovação da reforma da Previdência e a condução da política monetária.

Ao contrário do que o mercado aposta, de que a Selic cai quando a reforma passar na Comissão Especial, no plenário da Câmara ou do Senado, o Copom avalia como a aprovação da reforma afetará a trajetória futura da inflação.

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“Não tem relação mecânica. São vários fatores que consideramos. Por isso falamos em balanço de riscos. Não é a reforma em si. É como a reforma afeta a inflação”, disse Campos Neto.

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