Relator reduz alcance da PEC emergencial
Texto prevê que Estados e municípios não serão obrigados a adotar as medidas de ajuste em caso de aperto fiscal

Parecer do senador Oriovisto Guimarães (Pode-PR), relator da chamada PEC emergencial, prevê que Estados e municípios não serão obrigados a adotar as medidas de ajuste em caso de aperto fiscal. Apresentado ontem, o parecer deverá ser lido na próxima quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A votação do texto, no entanto, deve ficar para 2020.
A proposta desenhada pela equipe econômica para a PEC emergencial estabelece gatilhos, como a redução de salários e jornada de trabalho em 25% de servidores, quando a União descumprir a regra de ouro - que proíbe o governo de contratar dívida para bancar despesas correntes, como salários e benefícios.
No caso de Estados e municípios, o texto original determina a aplicação de medidas de aperto quando as despesas ultrapassarem 95% da arrecadação. O relator alterou a redação desse ponto, deixando claro que os gatilhos serão opcionais, e não obrigatórios. Quando os gastos diminuírem para 85%, os gatilhos são suspensos, determina o parecer.
A PEC emergencial é uma das propostas do pacote econômica encaminhado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, para avaliação do Congresso. O texto prevê a criação de mecanismos emergenciais de controle de despesas públicas para União, Estados e municípios e abre R$ 50 bilhões no Orçamento do governo federal em uma década.
O argumento de que a redução de gastos não será obrigatória está sendo usado por defensores da PEC para convencer os parlamentares, que colocaram resistência ao texto original apresentado pela equipe econômica. Mesmo que as medidas sejam opcionais, a proposta determina que a União só dará garantia a empréstimos se os Estados e municípios embarcarem na medida.
O parecer permite que governadores e prefeitos adotem em parte ou todas as medidas quando a despesa ficar entre 85% e 95% da receita corrente líquida. Nesse caso, os ajustes precisarão ser confirmados pelos vereadores ou deputados estaduais em 180 dias - caso contrário, perdem efeito.
Leia Também
O parecer de Oriovisto exclui a possibilidade de quem não se enquadra nessas condições de adotar as medidas de aperto, diminuindo a quantidade de Estados e municípios alcançados. A PEC do governo prevê no texto original que os governadores e prefeitos poderiam acionar os gatilhos mesmo fora das condições de emergência, desde que aprovados pelo Legislativo em 180 dias.
Com a proposta, o governo espera reduzir em 20% as despesas com cargos comissionados, inclusive com exoneração. O parecer também flexibiliza esse item, ao fixar em até 50% o porcentual de servidores que poderão ser desligados.
Juízes e MP
O senador aproveitou o parecer para incluir as verbas indenizatórias, como auxílio-moradia e auxílio para a compra de equipamentos de uso pessoal, no teto do funcionalismo público - que é de R$ 39,2 mil. A medida impede que os chamados "penduricalhos" sejam pagos de modo que a remuneração dos servidores ultrapasse o teto constitucional.
Apenas adicional de férias, 13.º salário, ajuda de custo para transferência de local de trabalho, diárias e transporte a trabalho ficam fora do teto.
O relatório também limita o período de férias de magistrados e integrantes do Ministério Público a 30 dias, igualando-os ao mesmo tempo dos demais servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.
Além disso, o parecer do senador do Podemos inclui juízes e procuradores na suspensão de promoções e progressões na carreira prevista na proposta da equipe econômica. A exceção fica para vacância dos cargos. Ou seja, um juiz que assume a cadeira vaga de um tribunal superior poderá receber a promoção.
Bônus
Como o Estadão/Broadcast, plataforma de notícias em tempo real do Grupo Estado, antecipou ontem, o relatório da PEC emergencial permite que União, Estados e municípios distribuam até 5% do superávit primário (quando as contas fecham no azul) para os servidores públicos. A medida também foi incluída como estratégia para diminuir as resistências à proposta, a mais polêmica dentro do pacote da equipe econômica. Pelo parecer, a distribuição deverão ser definidos por lei complementar e não serão obrigatórios.
O relatório do senador também permite que os políticos tenham os salários reduzidos junto com os servidores públicos. A decisão, porém, caberá ao chefe de cada Poder - presidente, governador, prefeito e presidentes dos Tribunais de Justiça. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Conteúdo Empiricus
Eleições 2026: disputa pode abrir espaço para buscar ganhos de até 586%; entenda
13 de agosto de 2026 - 14:00ELEIÇÕES 2026
Visão sobre economia piora, Lula descola de Flávio, mas empate ainda ronda disputa eleitoral, mostra BTG Pactual/Nexus
10 de agosto de 2026 - 9:16ELEIÇÕES NO RADAR
Flávio Bolsonaro promete regra fiscal para cortar despesas e rebate críticas sobre tarifaço de Trump
3 de agosto de 2026 - 12:31ELEIÇÕES 2026
Lula vs. Flávio Bolsonaro: percepção sobre a economia melhora, mas a maior dor de cabeça para os candidatos é outra, mostra pesquisa BTG/Nexus
3 de agosto de 2026 - 9:58SEM ATRASO
‘Pix Pensão’ é sancionado por Lula e amplia cobrança automática de pensão alimentícia; veja como vai funcionar e quando começará a valer
30 de julho de 2026 - 11:13NOVA LEGISLAÇÃO
Spray de pimenta agora é legal para mulheres; saiba onde comprar e quanto custa
27 de julho de 2026 - 13:42ELEIÇÕES NO RADAR
Polarização no tarifaço: população divide culpa entre Lula e Flávio Bolsonaro; candidatos empatam no 2º turno, mostra BTG/Nexus
27 de julho de 2026 - 11:42DISPUTA PRESIDENCIAL
Eleições podem ser decididas no primeiro turno? Abstenções pesam, mas analista vê caminho para vitória antecipada
25 de julho de 2026 - 14:24ELEIÇÕES 2026
Gestores de R$ 180 bilhões dizem: mercado subestima chance de derrota de Lula
24 de julho de 2026 - 20:06ELEIÇÕES 2026
Lula contra Flávio Bolsonaro no 2° turno: petista aparece na frente com 48%, diz Datafolha
24 de julho de 2026 - 19:34ELEIÇÕES 2026
Empate técnico: Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro no 2º turno, aponta BTG/Nexus
13 de julho de 2026 - 9:08OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
De dossiê contra CEO do Itaú a influenciadores: os alvos de intimidação por Vorcaro e os pagamentos bilionários para promover o Banco Master
10 de julho de 2026 - 13:06ELEIÇÕES DE 2026
Datafolha: Lula e Flávio Bolsonaro empatam em SP, mas rejeição acende alerta para o petista
8 de julho de 2026 - 14:46Conteúdo Empiricus
Michelle Bolsonaro é o ‘gatilho’ que faltava na corrida eleitoral? Veja o que diz CEO da Empiricus
3 de julho de 2026 - 16:00VEJA DETALHES DA PESQUISA
Respingos do Master e crise com Michelle cobram preço nas candidaturas de Lula e Flávio, segundo AtlasIntel/Bloomberg
2 de julho de 2026 - 11:18ENTENDA
O que o Corinthians tem a ver com as novas sanções dos EUA contra empresas brasileiras supostamente ligadas ao PCC?
1 de julho de 2026 - 15:26SEM IMPOSTOS
Sede da Copa do Mundo Feminina de 2027, Brasil concede isenção de impostos a serviços relacionados ao torneio
30 de junho de 2026 - 12:37ELEIÇÕES 2026
Caso do Banco Master respinga em Lula e Flávio Bolsonaro, mas o eleitor decisivo ainda não acompanha a disputa presidencial, mostra pesquisa BTG/Nexus
29 de junho de 2026 - 11:56Conteúdo Empiricus
Eleições x investimentos: veja como preparar seu bolso para todos os cenários eleitorais com acesso gratuito às recomendações da Empiricus
26 de junho de 2026 - 14:00POLÍTICA