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após vazamentos...

Para Moro, é falso dizer que combate à corrupção prejudica a economia

O ministro da Justiça, Sergio Moro, defendeu nesta sexta-feira, 5, a atuação da Lava Jato no combate à corrupção; ele participou de um evento em São Paulo com agentes do mercado financeiro

O ex-juiz Sergio Moro
O ex-juiz Sergio Moro - Imagem: Shutterstock

O ministro da Justiça, Sergio Moro, defendeu nesta sexta-feira, 5, a atuação da Lava Jato no combate à corrupção. Ele contestou a argumentação de que a operação foi negativa para a economia, por ter prejudicado empresas investigadas.

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"Isso é uma falácia. O combate à corrupção é sempre positivo, sempre vai levar no curto, no médio e no longo prazo para benefícios para a economia", disse o ministro. O ex-juiz também rejeitou a tese de que a Lava Jato quebrou empresas, pois os investigados eram pessoas físicas.

"Os acordos feitos foram feitos com propósito de manter as empresas", disse. Ele ainda sugeriu que os dirigentes de empresas que estejam envolvidos em atos de corrupção busquem preservar as empresas.

O ministro ainda disse que acredita que houve diminuição no uso do caixa 2 para campanhas eleitorais entre de 2014 e 2018, embora tenha reconhecido que é uma "zona cinzenta, difícil de dimensionar". "A percepção geral no mundo político, e na imprensa, é de que houve diminuição de recursos financeiros empregados em campanhas, seja no oficial ou no caixa 2".

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O ministro falou durante um evento, em São Paulo, da XP Investimentos - onde foi muito aplaudido pela plateia, formada majoritariamente por agentes do mercado financeiro.

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Vazamentos

Na manhã desta sexta-feira, 5, a revista Veja divulgou mais uma leva de vazamentos de mensagens, sugerindo que, quando ainda atuava como juiz federal em Curitiba, Moro teria orientado procuradores da Operação Lava Jato a anexar provas para fortalecer a parte acusatória num processo.

O ministro disse hoje que não tem medo sobre o que eventualmente o site The Intercept Brasil poderá divulgar. Ele disse para que o site apresente todas as mensagens - o que ainda assim "ser eticamente reprovável".

Moro ainda reiterou que, se as mensagens não tiverem adulterações, tem convicção que agiu dentro da legalidade, e voltou a afirmar que não se lembra de mensagens trocadas há dois ou três anos e que um diálogo tirado do contexto ou a inserção de uma palavra pode alterar teor das mensagens.

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O ex-juiz também disse que houve um erro de procedimento da revista em não ouvi-lo antes da publicação do texto. "A matéria não dá direito de resposta", afirmou.

Moro 2022?

Moro deixou em aberto a possibilidade de se candidatar a presidente da República, após ser questionado sobre o tema. Mas enfatizou o trabalho feito na Operação Lava Jato. "Percebem que queremos fazer a coisa certa dentro do governo, que queremos avançar", disse.

O ministro disse que faz parte do governo atual e que o candidato do governo para 2022 é Bolsonaro. A jornalista que o questionou inicialmente no evento rebateu que não se referiu em nenhum momento a 2022 na sua pergunta. Moro, então, começou a sua reposta contando que o trabalho como juiz na Operação Lava Jato representou um "engrandecimento institucional".

Com Estadão Conteúdo

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