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Anbima vê avanço no ambiente político, mas diz que há dúvidas se é duradouro

Uma vez aprovada a reforma, Comitê Macroeconômico da Associação diz ter dúvidas sobre a intensidade de aceleração do Produto Interno Bruto

Bandeira do Brasil em meio a tempestade
Brasil - Imagem: Shutterstock

O Comitê Macroeconômico da Anbima se reuniu nesta sexta-feira, 14, e a avaliação dos economistas é que houve avanço no ambiente político em Brasília nas últimas semanas, mas a dúvida é se esta melhora é persistente ou transitória.

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O diretor do Comitê, Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central e sócio da Mauá Capital, ressalta que houve discussão se o avanço é somente para aprovar a reforma da Previdência ou se mais permanente, para a agenda do governo de Jair Bolsonaro.

Aprovada a reforma, Figueiredo destaca que há dúvidas no Comitê sobre a intensidade de aceleração do Produto Interno Bruto (PIB).

Há algum tempo, havia mais consenso de que a atividade fosse se recuperar com a reforma, mas agora a discussão é qual será o ritmo dessa melhora.

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Não se sabe, por exemplo, se o governo vai conseguir avançar com outras agendas da pauta econômica após a Previdência.

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"A reforma da Previdência vai produzir impacto na economia, a dúvida é o tamanho", disse Figueiredo.

Para o Comitê, é preciso sucesso do governo em novas medidas econômicas após aprovar a reforma para fazer o PIB avançar mais rapidamente. Para 2020, a previsão é que o PIB avance 2,2%.

A previsão da Anbima é que o PIB, após contrair no primeiro trimestre, deve crescer apenas 0,3% no segundo período de 2019. "A impressão é que a economia não está indo para lugar nenhum, talvez um pouco para trás", disse o ex-diretor do BC.

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Juros

O Comitê Macroeconômico da Anbima se reuniu nesta sexta-feira e o consenso entre 25 economistas que fazem parte é que é muito difícil o Banco Central não sinalizar na reunião de política monetária da semana que vem mudança no balanço de riscos para a inflação, que melhorou, avalia o presidente do Comitê, Fernando Honorato Barbosa, e economista-chefe do Bradesco.

A Anbima espera agora corte de juros este ano pelo BC. Até a reunião anterior do Comitê, a expectativa era de manutenção das taxas. Mudanças do cenário internacional, a fraca atividade econômica e redução das estimativas para a inflação estão entre os fatores que apoiam um corte de juros.

A mediana das previsões do Comitê prevê que o corte comece em setembro ou seja ainda antes previsão de aprovação final da reforma da previdência no Congresso, esperada para ocorrer mais para o fim do ano.

Um dos membros da Anbima que acredita que o corte deve começar antes é o diretor do Comitê, Luiz Fernando Figueiredo. Ele afirma que se o corte vier neste mês, ou seja, sem os documentos da autoridade monetária sinalizarem uma redução, esse movimento não arranharia a credibilidade da instituição.

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"Credibilidade não é ter juro alto, ou mais alto do que deveria", disse ele, destacando que mudaram muito rapidamente os fatores que amparavam a manutenção da Selic.

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