‘Prevaleceu o bom senso’, afirma presidente da Engie
No fim de maio, o ministro Edson Fachin havia concedido uma liminar suspendendo o negócio entre Petrobras e TAG sob o argumento de que teria de passar por um processo de licitação

A francesa Engie comemorou a decisão de ontem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de liberar a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras. "Prevaleceu o bom senso", declarou Maurício Bähr, presidente do grupo francês, minutos após descobrir que o negócio havia sido liberado. Com a decisão, diz o executivo, a compra do gasoduto poderá, de fato, ser concluída.
No fim de maio, o ministro havia concedido uma liminar suspendendo o negócio sob o argumento de que teria de passar por um processo de licitação. A venda do gasoduto ocorreu no início de abril para o consórcio formado pela Engie e pela canadense Caisse de Depot e Placement du Quebec (CDPQ). O grupo venceu a disputa com uma proposta de US$ 8,6 bilhões (R$ 33 bilhões) deixando para trás o fundo Mubadala e o consórcio formado por Itaúsa e CPPIB.
Segundo Bähr, com a liberação do negócio ontem pelo ministro Fachin, o processo será retomado para o pagamento do ativo. O contrato já foi assinado antes da liminar concedida em maio. A expectativa é que o pagamento ocorra dentro de uma semana.
De manhã, antes do início do julgamento no STF, ele informou que os bancos que participam da operação, com financiamento entre 60% a 70% do negócio, estavam aguardando o desfecho no STF. Ele afirmou que o plano da Engie para a TAG, depois da concretização do negócio, será o mesmo que a empresa teve para a energia elétrica há 21 anos, quando a Engie entrou no mercado brasileiro de geração de energia elétrica nos leilões de 1998.
"Tínhamos uma crença de abertura de mercado, de prospecção e de crescimento. Compramos 3 mil megawatts (MW) e hoje temos 10 mil MW. Somos o maior gerador de energia privada do Brasil. E é o que a gente quer fazer com a TAG", explicou. "Será uma plataforma para desenvolver o mercado de gás no Brasil", afirmou.
Leia Também
Vitória. A decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à venda de ativos das estatais, sem aval do Congresso, também trouxe alívio para o mercado, para as demais estatais e uma vitória do governo e da pauta de enxugamento da máquina pública. Além da Petrobras, que tem um amplo programa de desinvestimentos, outras estatais também aguardavam a decisão para dar andamento aos seus planos.
Na Eletrobrás, o presidente Wilson Ferreira Júnior, afirmou que a "decisão dá a necessária segurança jurídica para a venda das SPEs (Sociedades de Propósito Específico)". A expectativa é que, no segundo semestre, a empresa venda a participação em 44 SPEs nas áreas de geração eólica e transmissão de energia. No ano passado, a empresa vendeu 11 participações por R$ 1,3 bilhão. O plano de desinvestimento da empresa é uma das prioridades de Ferreira Júnior para melhorar a saúde financeira da Eletrobrás e devolver a competitividade da empresa.
DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
25 de setembro de 2026 - 18:58MIX DE SENTIMENTO
Ibovespa ainda pode subir quase 20%, mas investidores estão com pé atrás; Safra explica o motivo
25 de setembro de 2026 - 18:40EFEITOS VIRÃO NO 3T26
As vendas continuam, mas o dinheiro não chega: como a greve na Caixa afeta as incorporadoras, segundo BTG Pactual
25 de setembro de 2026 - 16:36CORRENDO CONTRA O TEMPO?
A 10 dias das eleições, ministro da Fazenda defende que governo Lula adotou ‘política fiscal correta’ em artigo na The Economist
25 de setembro de 2026 - 10:39TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026