Menu
2019-04-30T11:40:00-03:00
apagão

Por falta de recursos, ministérios podem paralisar serviços a partir de agosto

Bloqueio de quase R$ 30 bilhões nas despesas do Orçamento impõe uma espécie de “shutdown branco” aos ministérios por falta de recursos

30 de abril de 2019
11:37 - atualizado às 11:40
Onyx e Guedes no Ministérios da Economia
Os ministros Onyx Lorenzoni e Paulo GuedesImagem: Eduardo Campos/Seu Dinheiro

O bloqueio de quase R$ 30 bilhões nas despesas do Orçamento impõe uma espécie de "shutdown branco" aos ministérios por falta de recursos, uma paralisia da máquina pública que pode se agravar a partir de agosto. Algumas áreas sentem os efeitos do arrocho, como ciência e tecnologia, bolsas de estudos, repasses do Minha Casa, Minha Vida, tarifas bancárias, o Censo Demográfico e até mesmo os compromissos do governo brasileiro com organismos internacionais.


A situação tende a piorar e afetar áreas mais sensíveis para a população, porque, até agora, a área econômica não vê sinal de melhora na arrecadação ou alívio significativo nas despesas.

Técnicos do governo ouvidos pelo Estadão/Broadcast avaliam que julho vai ser o mês limite para algumas pastas. É quando se prevê que não será possível barrar os efeitos mais nocivos do shutdown, como em 2017. Durante o governo Michel Temer, a população ficou sem emissão de passaporte, houve suspensão das atividades de escolta e fiscalização da Polícia Rodoviária Federal e o atendimento das agências do INSS ficou prejudicado.

A equipe econômica corre para buscar receitas e reduzir despesas, como de subsídios, mas já precisa resolver problemas mais imediatos, como a liberação de R$ 2,8 bilhões para o Minha Casa Minha Vida, manutenção de estradas e atender a demandas dos caminhoneiros. Para isso, terá de fazer um aperto adicional em outros ministérios.

Diante da pressão do setor da construção, o Ministério da Economia precisou entrar em campo para evitar um estrangulamento financeiro das empresas, que estavam entregando as casas sem receber do governo. A equipe econômica arrumou um extra de R$ 800 milhões para o MCMV. Mas o ministro de Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, avisou que o dinheiro a mais acaba em junho.

Os recursos para a área científica são os mais afetados com o corte de 42%. O funcionamento de agências como CNPq, Finep e Capes está ameaçado. O presidente do CNPq, João Luiz Filgueiras de Azevedo, alertou que o dinheiro só garante o pagamento das bolsas de pesquisa até setembro.

Em outras frentes, o governo já começou a dar calote: tem uma dívida de cerca de R$ 400 milhões com a Caixa Econômica Federal em tarifas bancárias cobradas pelo banco para gerir os programas federais. Procurada, a Caixa não respondeu sobre os atrasos.

O Brasil também tem dívidas que chegam a R$ 4 bilhões com organismos internacionais, sendo cerca de R$ 2 bilhões com a Organização das Nações Unidas (ONU). O passivo pode chegar a R$ 6,2 bilhões até o fim deste ano, mas o Orçamento só prevê R$ 532,9 milhões para esses pagamentos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Reflexos da pandemia

Com coronavírus, lucro do Iguatemi cai 77,5% no 1º tri, para R$ 12,5 milhões

Operadora de shopping centers viu queda nas vendas, na receita líquida e no Ebitda com fechamento da maioria das lojas no fim de março por conta da pandemia

Atualização do Ministério da Saúde

Brasil tem 391.222 casos confirmados e 24.512 mortes pelo coronavírus

Segundo Ministério da Saúde, 158.593 pacientes foram recuperados

Projeto de ajuda a Estados

Bolsonaro diz não poder mais socorrer Estados e insiste na reabertura da economia

“Nós não podemos continuar socorrendo Estados e municípios que devem no meu entender de forma racional começar a abrir o mercado”, afirmou

seu dinheiro na sua noite

Magalu à prova de coronavírus

No último dia 18 de março, o Ibovespa amargou uma queda de 10,35%, depois de passar pela sexta vez no mês por um circuit breaker – a paralisação que acontece toda vez que o principal índice da bolsa cai mais de 10% durante um pregão. Nesse mesmo dia, as ações do Magazine Luiza registraram uma […]

Condição para socorro financeiro

MP que concede reajuste salarial a policiais e bombeiros no DF é publicada

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro disse que deve sancionar o projeto de socorro a Estados e municípios até amanhã; edição de medida provisória era uma das condições para a sanção

Energia elétrica

Aneel retira de pauta reajuste da Cemig e prorroga vigência de tarifas atuais

Com isso, as tarifas atuais serão prorrogadas até 30 de junho

Pessimismo aumenta

IIF passa a prever que PIB do Brasil terá contração de 6,9% em 2020

Em relatório divulgado nesta terça-feira, 26, a instituição explica que a crise terá efeitos duradouros para o País

Mais alívio no câmbio

R$ 5,35: com uma ajuda do exterior, o dólar zerou os ganhos no mês e virou para queda

O clima tranquilo visto nos mercados globais abriu espaço para mais uma queda no dólar à vista — a sexta nas últimas sete sessões. Com isso, a moeda americana voltou aos níveis do fim de abril, afastando-se cada vez mais do patamar dos R$ 6,00

Títulos públicos

Tesouro Direto tem emissão líquida recorde de R$ 1,57 bilhão em abril

Com a emissão recorde, o estoque do programa fechou abril em R$ 60,24 bilhões, um aumento de 3,1% em relação ao mês anterior (R$ 58,44 bilhões)

Em meio à pandemia

56,6 milhões de brasileiros já receberam auxílio emergencial, diz Caixa

Todos receberam o pagamento da primeira parcela do benefício, no valor total de R$ 39,9 bilhões, enquanto 44,2 milhões de brasileiros também já receberam a segunda parcela, em um total de R$ 30,9 bilhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements