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2019-04-25T17:28:09-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Aprovação no 1º semestre

Onyx sobre Previdência: Na final vamos ganhar, é o que importa

Ministro da Casa Civil fala em humildade e pede paciência na articulação política pois não há fórmula no Google para acabar com o “toma lá, dá cá”

11 de abril de 2019
11:12 - atualizado às 17:28
onyx-lorenzoni
Onyx Lorenzoni - Imagem: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, usou metáforas futebolistas para tratar de erros e acertos do governo nos seus 100 primeiros dias. Sobre uma estimativa de votos para aprovação da reforma da Previdência, o ministro não disse que se entra em campo preocupado em ganhar ou empatar os primeiros jogos, pois “na final vamos ganhar, é o que importa”.

Além disso, Onyx acredita que conquista essa “taça”, “seguramente”, no primeiro semestre do ano, fazendo o Brasil entrar em um “portal de prosperidade”.

Em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, perguntei ao ministro, mantendo sua linha futebolística, se ele tinha combinado essa final com os russos (Congresso).

Anteriormente, Onyx já tinha falado em humildade para reconhecer erros e paciência, pois não há fórmula no “Google” para governar sem o “toma lá, dá cá”. Perguntei também o que entra no lugar do presidencialismo de coalizão e como o governo vai construir maiorias.

Segundo Onyx, essa fórmula não existe e o que está sendo feito, baseado na experiência internacional, com honestidade e decência é a construção de um novo caminho. “Estamos aprendendo a construir”, disse.

Ainda de acordo com Onyx, Executivo e Legislativo precisam se reinventar, pois a sociedade mandou um sinal claro de que não quer mais o “toma lá, dá cá” ao eleger “o mais improvável dos candidatos”, o que “mais compreendeu o recado das ruas”.

“Sabemos que devemos a essas pessoas a vitória nessa eleição e tentamos aqui cumprir com o que eles nos sinalizaram”, disse Onyx.

Para Onyx, há uma adaptação a um novo momento, há uma transição que tem que ser “do bem e está sendo do bem”, pois, segundo o ministro, os líderes partidários que estiveram com Bolsonaro “foram unânimes em dizer que não queriam cargos”.

“Vamos nos adaptar ao novo modelo, o Brasil precisava mudar. Temos um novo momento e todos nós estamos tentando, com a maior paciência encontrar os caminhos para que os parlamentares se sintam respeitados, valorizados e partícipes desse momento de transformação do Brasil”, afirmou.

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