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Ibovespa fica no zero a zero, dividido entre PIB e exterior negativo; dólar cai a R$ 4,20

Duas forças opostas influenciam os mercados brasileiros nesta terça-feira (3): por um lado, o resultado do PIB do país no trimestre é bem recebido pelos agentes financeiros, mas, por outro, o tom negativo dos ativos globais traz cautela aos investidores. E essa dualidade dá um certo viés de neutralidade ao Ibovespa. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE […]

Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Duas forças opostas influenciam os mercados brasileiros nesta terça-feira (3): por um lado, o resultado do PIB do país no trimestre é bem recebido pelos agentes financeiros, mas, por outro, o tom negativo dos ativos globais traz cautela aos investidores. E essa dualidade dá um certo viés de neutralidade ao Ibovespa.

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Por volta de 17h25, o principal índice da bolsa brasileira operava em leve alta de 0,04%, aos 108.974,83 pontos — desde o início do dia, o Ibovespa oscilou entre os 108.190,46 pontos (-0,68%) e os 109.197,77 pontos (+0,25%).

O dólar à vista, por outro lado, teve um dia bastante tranquilo: a moeda americana passou a maior parte da sessão em baixa, encerrando em queda de 0,15%, a R$ 4,2056 — lá fora, o mercado de câmbio não apresentou uma tendência única.

O grande tema de influência para os mercados globais nesta terça-feira é o reaquecimento da guerra comercial: o presidente dos EUA, Donald Trump, tem assumido uma postura mais agressiva nos últimos dias e sinalizado que um acerto com a China pode demorar mais que o esperado.

Mais cedo, Trump disse em entrevista que não há previsão para o término da guerra comercial com os chineses, afirmando ainda que talvez seja melhor esperar até as eleições de 2020 para chegar a um consenso. A declaração não foi bem recebida pelos investidores, embora essa retórica de "aproximação e afastamento" seja característica do republicano.

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Além disso, o presidente dos EUA fez ameaças à França, sinalizando com a possibilidade de sobretaxas todas às importações do país – uma quantia de cerca de US$ 2,4 bilhões em produtos. Vale lembrar que, ontem, Trump anuncia a taxação das importações de aço e alumínio da Argentina e Brasil.

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Esse acirramento nos ânimos faz as bolsas americanas operarem em queda firme nesta manhã: o Dow Jones cai 1,20%, o S&P 500 recua 0,86% e o Nasdaq tem perda de 0,85%. Na Europa, o tom das principais praças acionárias também foi negativo.

Notícias positivas por aqui

Os mercados domésticos repercutem o crescimento de 0,6% do PIB brasileiro no terceiro trimestre, resultado ligeiramente superior às expectativas dos analistas, de expansão de 0,5%. O dado reforça a crença de que a economia local começa a dar sinais de recuperação, ainda que tímidos – fator que já é suficiente para animar os investidores.

Os dados do PIB, assim, servem para amortecer a cautela vinda do exterior. Por mais que o Ibovespa não tenha conseguido se manter em terreno positivo, o índice brasileiro apresenta um desempenho bem menos negativo que as bolsas americanas.

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Calmaria nos juros

Por mais que os sinais de fortalecimento econômico emitidos pelo resultado do PIB no terceiro trimestre impliquem, teoricamente, numa menor necessidade de cortes na Selic para estimular a atividade doméstica, as curvas de juros fecharam em baixa nesta terça-feira.

Os DIs aproveitaram o tom negativo do dólar à vista e passaram por um movimento de correção das altas recentes. Veja abaixo como se comportaram as principais curvas:

  • Janeiro/2021: de 4,74% para 4,71%;
  • Janeiro/2023: de 5,96% para 5,90%;
  • Janeiro/2025: de 6,56% para 6,49%;
  • Janeiro/2027: de 6,88% para 6,81%.
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