Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ex-diretor do BC diz que só o corte de juro não destrava economia do país

José Júlio Senna, economista do Ibre-FGV, diz que empresários já têm à disposição dinheiro mais barato. “E nem por essa razão há fila de empresários querendo tomar crédito.”

24 de junho de 2019
5:56 - atualizado às 11:31
José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IRB-FGV)
José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Ibre-FGV - Imagem: Divulgação

Às 20h46 da quarta-feira, 31 de agosto de 2011, jornalistas dedicados à cobertura do Copom levaram um susto e economistas dedicados à repercussão das decisões do comitê perderam a fala. Uma nova Selic entraria em vigor no dia seguinte, 1º de setembro, 0,50 ponto percentual mais baixa que a anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O juro havia tombado de 12,50% para 12%. O comunicado divulgado com a Selic transferia a responsabilidade pela mudança inesperada à piora do cenário externo. Recompostos, profissionais do mercado descreveram o fato: “O Copom deu um ‘cavalo de pau’ na taxa de juro.”

O colegiado não só havia cortado fortemente a Selic, mas também invertido sua direção sem aviso ou sinalização prévia e iniciara um ciclo de alívio monetário em meio a questionamentos e protestos tão elevados quanto à correção da curva de juro na BM&F.

Interpretar o ocorrido ninguém conseguiu. Porém, rapidamente, surgiu o culpado. Com nome e endereço: presidente Dilma Rousseff, Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, DF-Brasília. O Banco Central havia sucumbido à pressão do Executivo para derrubar a Selic.

Dilma havia dito no início do mandato, em janeiro, que pretendia reduzir o juro real a 2%. O sonho estava a caminho, assim como pressões inflacionárias e um imenso descrédito da autoridade monetária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao final daquele ciclo de baixa, a Selic caiu a 7,25% ao ano, um recorde de baixa. E, em dezembro de 2012, o juro real cravou a marca de 1,39%. Antes do ‘cavalo de pau’, o juro real era 5,5%.

Leia Também

O juro real nanico para os padrões brasileiros durou, mas não contribuiu para turbinar a atividade e desorganizou a economia. Os estímulos à aceleração foram bloqueados pela desconfiança com os rumos da política econômica,da política monetária, do próprio governo e por uma brutal desancoragem de expectativas inflacionárias.

Hoje, o juro real projetado para o fim do ano está ligeiramente abaixo de 2%, mas poderá bater o recorde de 2012 daqui a um ano. Contudo, a descompressão do juro, iniciada há um bom tempo, vai favorecer projeções para o Produto Interno Bruto (PIB)?

Parece improvável na opinião do economista José Júlio Senna, chefe do Centro de Estudos Monetários do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), se não ocorrerem reformas para além da Previdência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A atividade depende de confiança no futuro, identificação com o rumo da política econômica e expectativas favoráveis. O juro é importante? Evidente que sim. Contudo, em alguns momentos do tempo, o juro não serve para nada.”

Atividade depende de confiança

Para esse especialista em política monetária e bancos centrais, o problema do Brasil não é mais de desaceleração cíclica, normalmente neutralizada ou compensada com políticas cíclicas fiscais ou monetárias.

Ele lembra que a política fiscal não tem mais espaço e a monetária, se tiver, é pouco. Mas esse não é mais o problema do Brasil. “O problema do Brasil tornou-se estrutural.”

Senna, ex-diretor de política monetária do BC, afirma que o mercado já promoveu o afrouxamento monetário. Estamos com juro para 2021 abaixo da Selic (5,90% na sexta, ante Selic de 6,50%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso quer dizer que os empresários já têm à disposição dinheiro mais barato e há bastante tempo. "E, nem por essa razão, há fila de empresários querendo tomar crédito."

Isso acontece, segundo Senna, porque nosso problema é a atividade. “Entraves conspiram contra a economia brasileira há 40 anos. O Brasil não cresce há quatro décadas.” Nesse longo período, o PIB per capita avançou 0,9 por cento [em média] e a produtividade cresceu 0,5 por cento.

“Estamos estagnados e isso quer dizer que a solução para o Brasil não é de curto prazo.”

José Júlio Senna indica que o Brasil não avançará por atalhos. “O Brasil tem que resolver direto o problema de longo prazo. Agir sobre o lado da oferta na economia.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele diz que é preciso reduzir custos para que os empresários mobilizem recursos para fins produtivos. O Brasil precisa destravar o processo produtivo, cortar custos de produção, simplificar a estrutura de impostos, reduzir os impostos, melhorar o ambiente de negócios, transferir a infraestrutura – via privatizações e concessões – para o setor privado. “Só a mudança de mãos traz um imediato ganho de produtividade.”

Reforma da Previdência não é tudo

O governo está na linha certa, mas há muita demora para que as coisas aconteçam na direção de uma economia mais eficiente. Senna entende que essa demora acende alertas, traz dúvidas e levanta resistências às mudanças. A reforma da Previdência vai sair e é fundamental. Mas não é tudo.

“Veja a situação. A Previdência é aprovada e os empresários vão dizer: legal, aquele risco de default está bem amenizado. Bola para frente. Vamos rediscutir isso daqui a 15 anos. Aqui, ok! Então vamos aumentar a produção e escoá-la pelas estradas... Aqui, não mudou nada. Não tem estrada. Vamos, então, ganhar eficiência com o pagamento de impostos, mas ainda é necessário um ‘exército’ para preencher formulários. Se não ocorrer melhora visível nessas condições, a economia não se recupera.”

Para Senna, é equivocado o argumento de que os bancos centrais podem cortar a taxa de juro e aumentar se for necessário. “Alterar a taxa de juro não é como trocar de camisa. Quando o juro começa a subir, não se tem ideia de onde vai parar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2018, lembra, essa dúvida ficou gigantesca. Estimava-se que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) poderia promover quatro aumentos. Agora espera-se corte.

“Eu nunca comprei essa ideia dos aumentos. Argumento, há anos, que os países desenvolvidos experimentam um ‘mundo novo’, em que a desigualdade aumentou, as famílias perderam o ímpeto para consumir porque a renda ficou mais concentrada, a produtividade passou a evoluir em ritmo lento.”

Assim, o empresário entende que o PIB potencial também será fraco, que os lucros serão menores e retraem os investimentos. Soma-se a isso a expansão populacional baixa, que exige construção de menos usinas hidrelétricas e casas, a tecnologia que não é intensiva em capital, a substituição de trabalhadores por máquinas e o resultado será mais retração, segundo Senna.

O mundo vai continuar querendo o dólar

Do outro lado da economia há menor pressão por salários e, por tabela, menor pressão inflacionária. Desde 2010, as taxas de crescimento vêm puxando para baixo a média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Agora, com as disputas comerciais deflagradas por Donald Trump, o crescimento do comércio internacional é contraído. Os indicadores econômicos vão todos na mesma direção do desaquecimento e assim chegamos a uma nova onda de estímulos à atividade.”

Senna lembra que o Japão promete estimular a atividade, embora jamais tenha interrompido a compra de ativos em mercado. O Banco Central Europeu (BCE) já avisou que vai retomar essas compras e os EUA, avalia, seguem em sua posição privilegiada em relação a seus pares. Exatamente por isso ele vê um espaço modesto para o dólar enfraquecer ante as demais moedas.

“O mundo vai continuar querendo dólar. Não vejo uma paulada para cima, mas também não vejo o dólar enfraquecendo com consistência e isso tem implicações para o Brasil...”

O chefe do Centro de Estudos Monetários da FGV lembra que no fim de maio, quando o presidente do Fed, Jerome Powell, deu a primeira sinalização de corte de juro, o dólar caiu no mundo e, no Brasil, passou de 4,10 reais para cerca de 3,83 reais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O dólar um pouco mais baixo pode alimentar a expectativa de que o Copom será incentivado a cortar a Selic. “Eu não contaria com isso”, diz o economista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
META ALCANÇADA

Corredor que fez a Maratona de Londres com geladeira nas costas alcança meta de 1 milhão de libras em apenas 10 dias

6 de maio de 2026 - 15:42

Jordan Adams não está correndo apenas cerca de 42,2 km todos os dias por mais de um mês, ele também disputa contra o tempo

BOLADA DIVIDIDA

Da selva real à selva da pedra, Lotofácil 3677 faz os primeiros milionários da semana; Mega-Sena 3004 acumula e prêmio em jogo dispara

6 de maio de 2026 - 7:24

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 5 de maio. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar quase R$ 40 milhões hoje.

ÚLTIMA CHANCE

Hoje é o último dia para tirar e regularizar o título de eleitor para votar nas eleições de 2026; veja até que horas é possível correr

6 de maio de 2026 - 5:27

O alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para brasileiros com mais de 18 anos; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial

SEM RECLAMAR

Uma Darf de R$ 40 bilhões: família dona da Samsung paga ‘com gosto’ imposto recorde sobre herança

5 de maio de 2026 - 16:06

O valor cobrado é considerado o maior imposto sobre herança já pago na história da Coreia do Sul; herdeiros da Samsung consideram que “pagar impostos é um dever natural dos cidadãos”

BLACK FRIDAY EM MAIO?

Está valendo! Desenrola Fies oferece até 99% de desconto de dívidas estudantis através do Novo Desenrola Brasil; veja como funciona

5 de maio de 2026 - 15:40

Iniciativa do Desenrola Fies é reduzir a inadimplência e ajudar na regularização financeira dos participantes

ONDE INVESTIR

Selic em queda, dólar abaixo dos R$ 5 e petróleo em alta: o que fazer com o seu dinheiro em maio para receber dividendos

5 de maio de 2026 - 15:09

Entre tensão no Oriente Médio e expectativa de cortes de juros, especialistas indicam como equilibrar risco e proteção; confira a última edição do programa Onde Investir

ATENÇÃO

O carro que você dirige talvez precise de reparos: veja quais modelos estão no recall da Volkswagen no Brasil

5 de maio de 2026 - 13:24

Falha pode apagar informações essenciais ao dirigir; confira os modelos da Volkswagen afetados e como resolver o problema gratuitamente

TÍTULO DE ELEITOR

Prazo para tirar, transferir ou regularizar o título de eleitor a tempo das eleições de 2026 está se esgotando; cartórios expandem horário de atendimento

5 de maio de 2026 - 10:44

Para brasileiros com mais de 18 anos, o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios; cartórios eleitorais funcionarão em horário especial

ATA DO COPOM

Quando a Selic deve parar de cair? Copom diz que pode ajustar ritmo de cortes com extensão da guerra no Oriente Médio

5 de maio de 2026 - 9:52

O Comitê de Política Monetária avaliou que o balanço de riscos para a inflação segue mais elevado do que o usual, refletindo principalmente as incertezas em torno dos conflitos no Oriente Médio

CHAPÉU DE ALUMÍNIO NÃO BASTA

123456 ainda é a senha mais usada no mundo — e os golpistas adoram; veja como ter uma senha tão secreta quanto a Área 51

5 de maio de 2026 - 9:25

Com o avanço dos crimes cibernéticos, é importante entender o efeito de uma senha segura para proteção de dados

NÃO TEVE PARA NINGUÉM

Lotofácil 3676, Quina 7016 e outras modalidades acumulam e apostadores das loterias da Caixa ficam a ver navios; Mega-Sena 3004 promete R$ 8 milhões, mas não oferece maior prêmio da rodada

5 de maio de 2026 - 6:55

Prêmio em jogo na Lotofácil quase triplica depois de acúmulo, mas Mega-Sena, Quina e Timemania pagam valores bem maiores nesta terça-feira (5).

SUCESSO IMPRESSIONANTE

“O Diabo Veste Prada 2” arrecada quase R$ 1,17 bilhão em fim de semana de estreia — e só perde para um filme em 2026

4 de maio de 2026 - 18:35

A comédia fashion por pouco não desempenhou o melhor lançamento cinematográfico de 2026, se não fosse por “Super Mário Galaxy”

NÚMEROS IMPRESSIONANTES

Uma mordida de R$ 21,9 milhões: como Justin Bieber perdeu mais de 40% de cachê recorde do Coachella

4 de maio de 2026 - 18:17

O canadense Justin Bieber, contratado como atração principal do Coachella, foi o artista mais bem pago da história do festival, mas não escapou da mordida do Leão

SURTO DE HANTAVÍRUS?

O que é o hantavírus? Veja o que se sabe sobre o vírus que causou a morte de três pessoas em cruzeiro de luxo

4 de maio de 2026 - 15:10

Segundo a OMS, risco para o público geral permanece baixo; até o momento, um caso de hantavírus foi confirmado e outros três são suspeitos

ACABOU A MAMATA

Corpus Christi pode (ou não) ser a próxima folga de 2026: confira o calendário de maio e quando é o próximo feriado nacional

4 de maio de 2026 - 11:22

Maio conta com apenas um feriado (que já passou), mas tem data comemorativa do Dia das Mães neste domingo (10)

DANÇA DAS CADEIRAS

+Milionária retoma liderança entre as loterias com prêmios mais altos da semana, mas os R$ 150 milhões da Mega-Sena 30 Anos já estão no radar

4 de maio de 2026 - 7:23

Caixa Econômica Federal já está registrado apostas para o concurso especial da Mega-Sena 30 Anos, que segue regras parecidas com as da Mega da Virada, mas sorteio está programado para o fim do mês

BOMBOU NO SD

O fundo imobiliário que perdeu inquilino ‘sagrado’ e a nova casa do Mercado Livre: as mais lidas do Seu Dinheiro na Semana

3 de maio de 2026 - 17:00

Entre mudanças relevantes em FIIs, expansão do Mercado Livre e disputa entre bancos pela alta renda, leitores acompanharam os principais movimentos do mercado na semana

VEJA OS RESULTADOS

Ninguém crava os 6 números e Mega-Sena acumula e prêmio acumula; Lotofácil paga mais de R$ 1 milhão e Quina passa em branco

3 de maio de 2026 - 9:41

Os principais concursos do sábado (2) terminaram com prêmios acumulados na Mega-Sena e na Quina, enquanto a Lotofácil teve apostas contempladas com mais de R$ 1 milhão

ATENÇÃO BENEFICIÁRIOS

Não perca! Pagamentos do INSS e BPC/LOAS maio de 2026 começam na segunda-feira (4); veja o calendário e como consultar

3 de maio de 2026 - 7:30

Veja a data de pagamento oficial dos benefícios do INSS; dia exato depende do valor recebido e o do número final do benefício

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Calendário do PIS/Pasep em maio de 2026: veja quando o abono fica disponível

3 de maio de 2026 - 6:58

Abono salarial do PIS/Pasep 2026 é pago até agosto; dia exato da transferência segue nascimento ou número de inscrição

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia