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A mamata do juro baixo acabou

1 de agosto de 2019
11:38 - atualizado às 14:37
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

No Brasil do juro alto, fazer o dinheiro render era uma mamata. Era só aplicar seu patrimônio na renda fixa e os rendimentos de dois dígitos estavam garantidos. Nem precisava escolher muito, quase tudo rendia bem. As aplicações conservadoras, como fundos DI ou títulos públicos, rendiam quase sempre mais do que tomar risco para investir em ações ou mesmo abrir um negócio.

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Para quem precisava de crédito, era uma sofrência. Mas quem tinha algum dinheiro sobrando, estava "de boa".


No meu primeiro investimento no Tesouro Direto, em 2008, comprei um prefixado que pagava cerca de 14% ao ano. Lembro de achar pouco e sentir uma pontinha de inveja de quem comprou alguns anos antes - em 2003, a Selic chegou a superar 26%. Quem carregava esses títulos antigos de longo prazo ganhou muito com a queda do juro da casa dos 20% para os 10% nos anos 2000.

Aconteceu de novo agora. Ontem o Banco Central oficializou um novo ciclo de queda dos juros, que o mercado já antevia. A Selic caiu 0,5 ponto, para 6% ao ano. Quem enxergou esse cenário no início do ano e comprou títulos de longo prazo com taxas acima 4% + IPCA ou um prefixado acima de 7% ganhou dinheiro com a queda de agora.

E quem não comprou, faz o que? A primeira atitude é: conforme-se, a mamata dos ganhos altos na renda fixa acabou e não volta tão cedo. Não adianta ficar de mimimi chorando de saudade pelos tempos em que o dinheiro se multiplicava no banco.

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A Julia Wiltgen listou quatro atitudes que você pode tomar agora para melhorar seus rendimentos na era do juro baixo. Ela também traz algumas alternativas de investimentos para quem não aguenta ver seu dinheiro render quase nada. Você pode acessar esse conteúdo aqui. Recomendo que você leia!

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Se você vai buscar investimentos melhores, como recomenda a Julia, e está disposto a entrar na bolsa de valores, mas não sabe que ação comprar, o nosso colunista Alexandre Mastrocinque tem uma sugestão.

Essa empresa foi uma das que mais se valorizou desde o Plano Real. Nos últimos dez anos rendeu mais de 500% enquanto o Ibovespa entregou cerca de 85%. Mas, como já vimos acima, quem vive de passado é museu…

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Olhando para frente, o Alê acha que essa empresa vai surfar na retomada da economia e está bem posicionada para continuar sendo líder no seu setor. Além disso, tem um bom histórico de governança e uma forte cultura organizacional. É um negócio redondinho, bom para ser sócio, sabe? Como diz o Alê, é uma ação para comprar e esquecer.

A indicação de um papel para comprar na bolsa todo mês é um dos benefícios do Seu Dinheiro Premium, um conteúdo extra que entregamos aos nossos leitores mais engajados. Você pode acessar esse conteúdo DE GRAÇA - basta fazer o cadastro aqui e indicar esta newsletter para cinco amigos. Assim que eles aceitarem, o seu acesso será liberado.

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A Bula do Mercado: decisão dos BCs ecoa

O mês de agosto começa com o mercado financeiro repercutindo as decisões dos bancos centrais dos Estados Unidos e do Brasil. A Bolsa brasileira deve se recuperar hoje da queda da última sessão, afastando-se do limiar dos 100 mil pontos, e os juros futuros tendem a calibrar as apostas quanto ao ciclo total de cortes. Já o dólar pode sofrer pressão para cima.

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Ontem os principais índices de ações das bolsas norte-americanas fecharam em queda de mais de 1%, o que penalizou a sessão na Ásia. Hong Kong e Xangai lideraram as perdas, enquanto Tóquio teve leve alta. Por aqui, o Ibovespa terminou o dia em queda de 1,09%, aos 101.812,13 pontos. O dólar fechou em alta de 0,75%, a R$ 3,8199.

A agenda segue forte. Mais um banco central decide hoje sobre os juros, desta vez, o BC inglês (BoE). Passada a decisão os BCs, as atenções dos investidores seguem nas negociações comerciais entre EUA e China. Consulte a Bula do Mercado para saber o que esperar de bolsa e dólar hoje.

Modo intenso

A quinta-feira promete ser intensa também por conta da temporada de balanços das empresas, que segue firme. O mercado por aqui digere os resultados divulgados entre ontem à noite e hoje pela manhã. Aqui está o compilado dos balanços, com destaque para:

Vale: a mineradora continua lidando com os impactos do rompimento da barragem em Brumadinho (MG). A Vale provisionou US$ 1,374 bilhão para dar conta do passivo ambiental e social e terminou o trimestre com prejuízo líquido de US$ 133 milhões — no mesmo período do ano passado, a companhia teve lucro de US$ 76 milhões. É o segundo trimestre consecutivo de perdas financeiras para a companhia.

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BR Distribuidora: a empresa divulgou um lucro líquido de R$ 302 milhões no segundo trimestre. O crescimento foi de 14,8% na comparação com os R$ 263 milhões em igual período do ano passado. A receita da empresa ficou em R$ 24,045 bilhões, crescimento de 1,9% na comparação com o segundo trimestre de 2018.

Quem levou a parte da Avianca?

Chegou ao fim a intensa disputa entre as companhias aéreas pelo espaço que a Avianca ocupava em Congonhas. A Anac definiu que a Azul deve ficar com 15 horários de pousos e decolagens que eram da empresa em recuperação judicial. A Passaredo ficou com 14 e a amazonense MAP com outros 12 slots. Na semana passada, a Anac havia decidido que só poderiam requisitar os slots as aéreas consideradas entrantes. Saiba mais.

Um grande abraço e ótima quinta-feira!

Agenda

Índices
- IBGE divulga resultados da indústria brasileira em junho
- Ministério da Economia divulga balança comercial de julho
- Fenabrave anuncia resultado das vendas de veículos em julho
- Estados Unidos publicam dados semanais de emprego
- IHS/Markit divulga PMI de Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e zona do euro referente ao mês de julho

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Balanços 2º trimestre
- No Brasil: Gol, Petrobras e Localiza
- No exterior: Royal Dutch Shell, Barclays, Rio Tinto, Telecom Itália, BMW, Société Générale, GM, Verizon, Enel e ArcelorMittal
- Teleconferências: Vale, BR Distribuidora e Gol

Bancos Centrais
- Banco da Inglaterra divulga sua decisão de política monetária
- Japão divulga ata de sua reunião de política monetária de julho

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