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Em cerimônia com integrantes da bancada, presidente defendeu importância da agenda reformista e a necessidade de aprovação da reforma da Previdência
Em busca de apoio para aprovar a reforma da Previdência no Congresso, o presidente Jair Bolsonaro fez afagos à bancada ruralista na cerimônia de posse da nova diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), na noite dessa terça-feira, 19, no Clube Naval, em Brasília.
No evento, o presidente defendeu a importância da agenda reformista e disse que o ministro da Economia, Paulo Guedes, é “amigo” dos ruralistas.
Também se colocou como um “soldado” à disposição dos agricultores e disse que o setor pode contar com “alguém que dará a devida segurança jurídica para plantar e produzir”.
“O Guedes é amigo de vocês. Um homem que tem desafios, mas cuja responsabilidade está dividida entre todos nós”, discursou o presidente. “A reforma não é minha, não é do Guedes, ela é do Brasil”, disse Bolsonaro.
O discurso do presidente ocorreu na véspera da visita que fará ao Congresso para levar o texto da reforma da Previdência. No discurso, Bolsonaro deixou claro que precisa aprovar as mudanças no sistema de aposentadoria. “Nós precisamos das reformas. O Brasil só poderá andar se fizermos as reformas”, declarou.
Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão, que também compareceu ao evento, disse que o governo estima ter o apoio de 250 dos 513 parlamentares. Pelos cálculos de Mourão, ainda é preciso “buscar” entre 60 e 70 votos para a aprovação da proposta, que depende de pelo menos 308 deputados.
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Na noite desta terça, o presidente também afirmou que o governo “não vai mais atrapalhar” o agronegócio, em referência ao discurso da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que o antecedeu. A ministra mencionou que o agronegócio é “progressista” e busca modernização, mas muitas vezes foi atrapalhado por governos anteriores. “Contem com alguém que não vai mais atrapalhar”, disse o presidente.
Tereza Cristina ainda chamou a atenção do ministro da Economia, Paulo Guedes, para o agronegócio. “Professor Paulo Guedes, vamos olhar juntos com muita atenção para esse setor, que é sobrevivente”, afirmou a ministra.
Nos bastidores, Cristina tem demonstrado resistência às políticas liberais de Guedes. No início do mês, a ministra disse que o “desmame” de subsídios não pode ser tão radical.
Após conversar com Cristina e pressionado pelos produtores de leite, Bolsonaro mandou a equipe econômica voltar atrás e anunciou o aumento do Imposto de Importação para compensar o fim da sobretaxa ao leite em pó defendido por Guedes.
Por fim, no discurso de hoje, Cristina deu o recado: “Sabemos do significado e do peso dessa frente sobre o agronegócio”.
O presidente Jair Bolsonaro decidiu comparecer ao evento em cima da hora para tentar melhorar a relação com o Congresso em meio à crise no governo. “Se estou aqui, é porque acredito em vocês”, afirmou.
Ele saiu sem falar com a imprensa e não comentou os áudios vazados pelo ex-ministro Gustavo Bebianno ao longo do dia.
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