Discurso de Bolsonaro em Davos defenderá reformas e pilares do liberalismo de Guedes
Apesar do rascunho do discurso já estar pronto, a versão final só deve sair após uma ajudinha de Paulo Guedes

Ao fazer sua estreia internacional, na semana que vem, no Fórum Econômico Mundial, o presidente Jair Bolsonaro defenderá a aprovação rápida da reforma da Previdência, o ajuste das contas públicas, a autonomia do Banco Central e a abertura da economia brasileira.
O rascunho do discurso, que deve ter meia hora, já está pronto, mas a versão final do texto será discutida nesta sexta, 18, e no fim de semana, com a ajuda do ministro da Economia, Paulo Guedes. O presidente deixará para seu "posto Ipiranga" detalhar as questões econômicas aos investidores internacionais e se limitará a ser mais genérico e político.
À elite financeira mundial, Bolsonaro afirmará que o Brasil quer fazer negócios com todos os países, mas voltará a defender que os parceiros sejam tratados sem "viés ideológico". Também vai dizer que não há tabus para acordos bilaterais, desde que tragam resultados concretos para o País.
Caberá a Paulo Guedes fazer uma apresentação global da reforma da Previdência e defendê-la como essencial para a "oxigenação" da economia brasileira nos próximos anos. Ele dirá que a proposta será voltada não somente para o enfrentamento do problema demográfico de envelhecimento dos brasileiros e equilíbrio das contas públicas, mas também para a modernização do sistema previdenciário e combate aos privilégios.
Guedes teria uma reunião com o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, mas ontem, por conta da paralisação do governo dos EUA, o presidente Donald Trump cancelou a participação da delegação do país.
Depois de fazer um histórico das razões que levaram o Brasil a cair na "armadilha do baixo crescimento", Guedes vai centrar seu discurso no que vem chamando de "terraplenagem" - uma agenda corretiva para colocar a economia no rumo de uma expansão mais rápida e sólida. Essa agenda, dirá o ministro, está sustentada em três pilares: reforma da Previdência, privatizações e concessões e enxugamento e maior eficiência da máquina pública.
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Também serão apresentadas metas para os próximos anos, como a de aumentar a corrente de comércio de 22% do PIB para 30% do PIB até 2020 e dobrar, em quatro anos, o porcentual que o País investe em ciência e tecnologia, hoje em 1% do PIB. A redução de impostos também está entre as metas.
Parte da mensagem de Guedes é explicar como está a economia brasileira e reforçar que o governo quer fazer a lição de casa e "igualar o jogo". "Davos será muito importante para a atualização da imagem do Brasil. Vamos deixar a visão de que não apenas estamos dispostos a fazer a lição de casa, mas também a construir uma economia moderna", afirmou uma fonte da equipe econômica que também participará do evento em Davos. "Os investidores vão ouvir a mensagem de que o governo quer tirar o Estado do cangote do brasileiro".
*Com o jornal O Estado de S. Paulo.
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