Petrobras não deve mudar o preço dos combustíveis. Foi o que disse Castello Branco a Bolsonaro
Presidente falou que tendência é seguir preço internacional, mas que como movimento é atípico, Petrobras manterá preços. CPMF saiu de vez dos planos

O presidente Jair Bolsonaro disse que conversou com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e que a estatal não deve mudar o preço dos combustíveis.
O preço do petróleo chegou a subir mais de 20% no mercado internacional após os ataques contra refinaria da Arábia Saudita.
Segundo o presidente, que deu entrevista à “Record TV”, a tendência é seguir o preço internacional, mas como o evento é atípico, a Petrobras não deve mudar o preço.
Ele também mandou um recado para os caminhoneiros, dizendo que foi lançado o cartão caminhoneiro, que permite “travar” o preço do diesel.
Antes da fala de Bolsonaro, já havia sido noticiado que a Petrobras iria continuar observando o comportamento dos preços no mercado internacional até decidir se vai revisar os preços dos derivados. A ideia é dar continuidade à política atual, que atrela os valores aos valores praticados no mercado internacional, com repasses à medida que há mudança de patamar de preços.
Para se resguardar de prejuízos financeiros enquanto não repassa altas no mercado externo para o consumidor, a companhia recorre ao artifício financeiro de hedge (proteção), no qual oscilações de curto prazo são compensadas.
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A reação da Petrobras e do governo sobre o eventual repasse de preços é observada de perto nos mercados, ainda mais com a estatal pretendo vender parte de seus ativos de refino. Dado seu tamanho, mesmo vendendo ativos, o uso da estatal para segurar preços poderia trazer insegurança e eventuais prejuízos para quem resolver competir no mercado.
CPMF
Questionado sobre as tentativas de retomar um imposto nos moldes da CPMF, Bolsonaro disse que essa não pode ser uma proposta do governo e que “não vamos insistir” no assunto.
Questionado sobre a queda do então secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, Bolsonaro disse que tinha bom relacionamento com ele e que Cintra foi uma indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes.
Segundo Bolsonaro, o combinado era não dar detalhes da proposta da reforma tributária do governo até a apresentação final, mas que em duas oportunidades foi “falado em CPMF”.
Ainda de acordo com Bolsonaro, a única interferência dele na Receita é que o órgão seja comandado por alguém da Receita, que não seja “estranho a ela”.
O presidente, que se recupera de uma cirurgia no abdômen, disse que embarca na próxima segunda-feira para fazer o discurso de abertura da assembleia-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele disse já ter começado a rascunhar o discurso, de cerca de 20 minutos, e pretende reforçar a soberania do país e o que o Brasil representa para o mundo.
*Com Estadão Conteúdo
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