🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Rali de fim de ano?

Só há uma resposta honesta possível para essa pergunta: eu não sei. Ninguém sabe. Aqui, somos investidores em essência. E o ato de investir, segundo definição de Aswath Damodaran, representa comprar algo por menos do que vale

1 de outubro de 2019
10:46
investimentos
Imagem: Shutterstock

Em pouco tempo, estaremos ouvindo aquele clássico da Simone. Isso é terrível. Bom, mas tudo tem um lado bom. Vamos a ele.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As estrelas da NBA brilham no quarto quarto. O atleta verdadeiramente craque, aquele sujeito diferente dos demais, sabe a importância de ser decisivo, destacar-se ao final do embate e escrever a história em caráter definitivo. Michael Jordan sabia quem era e, por isso mesmo, reconhecia a necessidade de dar títulos ao Chicago Bulls.

Hoje começa o quarto quarto do ano. “Nossa, mas como passou rápido. Ontem mesmo estávamos vestidos de branco em Trancoso.” Logo, logo, estaremos ouvindo frases como essas contidas entre aspas. No meu caso, seria na paradisíaca Long Beach. Aqui em Santos, sabe? Então, vamos nos antecipar ao que chegará aos nossos ouvidos nas próximas semanas. Isso porque se antecipar a uma tendência significa ganhar dinheiro. Entre os craques do mercado financeiro, só há espaço para os “early adopters”, aqueles que enxergam à frente.

Como diz John Tuld, o personagem de Jeremy Irons em “Margin Call”, na minha (péssima) tradução livre: “Há três maneiras de ganhar a vida neste nosso negócio: seja o primeiro, seja mais esperto ou trapaceie. Bem, eu não trapaceio. E embora eu goste de pensar que temos uma porção de pessoas inteligentes nesta sala, é certo que ser o primeiro é a forma muito mais fácil de conseguir”.

Sejamos, portanto, os primeiros a nos debruçar sobre a pergunta que logo será colocada pelo consenso: “Vai ter rali de fim de ano?”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Só há uma resposta honesta possível para essa pergunta: eu não sei. Ninguém sabe. Aqui, somos investidores em essência. E o ato de investir, segundo definição de Aswath Damodaran, representa comprar algo por menos do que vale. Não há qualquer referência temporal no investimento. Portanto, para um investidor (não um especulador) a expressão “rali de fim de ano” carece de sentido.

Leia Também

Até poderia lembrar os quatro leitores desta newsletter que não acredito em bruxas, apesar de saber que elas existem. Mas deixemos as crenças e as superstições de lado. O ponto central é que poucas vezes estive tão convicto no prognóstico positivo para os ativos de risco brasileiros, mais notadamente Bolsa e juro longo. Os momentos de grande convicção são bastante raros. Quando se está diante deles, você precisa ir na jugular. E é justamente isso que eu proponho para este momento.

Comecemos do mais quente e imediato: a votação da reforma da Previdência no Senado. É evidente que boa parte do efeito disso já está embutido no apreçamento dos ativos, posto que a expectativa de consenso aponta, amplamente, para uma aprovação sem grande desidratação no texto original.

Contudo, a real materialização da questão implica, sim, um driver importante para nossos ativos de risco. Primeiramente, porque existem investidores institucionais de peso esperando a concretização do fato para aumentarem sua posição em Bolsa brasileira — não é uma opinião ou uma especulação; eu falei pessoalmente com alguns deles (grandes, inclusive). Funciona mais ou menos assim: ainda que o risco de não aprovação seja muito, muito baixo, seu efeito seria tão destruidor que poderíamos esperar passar para entrar depois. Do tipo: “Já que esperamos até aqui, deixa rolar primeiro; entramos depois, perdendo um pequeno potencial de valorização inicial, mas entrando num nível de risco substancialmente inferior”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Poderia apresentar o caso quase como um exemplo de livro-texto do chamado “efeito certeza”, típico das Finanças Comportamentais. Leva-se ao preço dos ativos um impacto importante quando se tem a real concretude do fato. Em termos psicológicos, passar de 96 para 98 por cento de chance não é a mesma coisa que passar de 98 para 100 por cento de chance. O impacto da segunda transição é muito maior, ainda que matematicamente, ou de acordo com a definição da racionalidade econômica estrita e perfeita, pudesse ser.

Veja também que boa parte do investidor estrangeiro se alijou do Brasil há muito tempo e hoje acompanha nossas mazelas mais de longe, ainda sendo sensível a notícias como esta mais recente de que o país testa a paciência de Wall Street com a morosidade na aprovação final da reforma da Previdência. Precisamos limpar em definitivo esse ponto, passar para uma nova fase. Aí possivelmente começaremos a atrair o capital gringo. Não nos demos, por outro lado, a expectativas ingênuas. Não quero dizer com isso que, após a reforma da Previdência, seremos inundados por dólares e moedas de ouro feito o Tio Patinhas. Não é tudo ou nada, maniqueísmo do bem contra o mal, calça de veludo ou bumbum de fora. Trata-se de um movimento importante, em meio a vários outros, uma longa maratona com obstáculos superados no meio do caminho.

Outro ponto importante me parece ser as chances bastante razoáveis de que o mercado esteja subestimando o crescimento prospectivo da economia brasileira no curto prazo. Aqui nem falo em termos estruturais. Estou me restringindo à expansão cíclica. Até acho que temos sérias restrições para ganho de produtividade e um baixo PIB potencial. Mas esses são, a grosso modo, problemas do supply side (do lado da oferta agregada). Agora, temos folga de oferta e sempre conseguimos crescer nessas situações, conseguindo expansão cíclicas de demanda para preencher grandes hiatos do produto (folga de oferta).

Um primeiro ponto diz respeito ao fato de que, talvez, apenas talvez, a economia brasileira já esteja melhor do que as medições mais tradicionais conseguem capturar. Lembre-se de que o PIB é uma cesta fixa de bens e serviços produzidos num país num determinado período de tempo. Enquanto você não atualiza a metodologia de cálculo dessa cesta, ela não incorpora coisas ligadas à nova economia. Coisas parecidas acontecem com o emprego formal, num mundo em que a dinâmica do mercado de trabalho e as relações profissionais são cada vez mais fluídas, mais informais, mais temporárias e mais tênues. Fintechs, plataformas digitais em geral, Uber, Lyft e outras parecidas podem estar subdimensionadas — pense que talvez estejamos falando de 600 mil motoristas de Uber no Brasil; é muita coisa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outra questão se refere à retomada do crédito, tanto à pessoa física, que se acelera fortemente num momento em que o balanço das famílias está bastante saudável, quanto para empresas, sobretudo pequenas e médias, agora que os bancos grandes brasileiros têm conforto em voltar a emprestar. Essas movimentações não são lineares e graduais, como nada na vida real. Elas acontecem em saltos súbitos e pronunciados.

Com o mercado de trabalho mais aquecido, conforme mostrado recentemente pelo Caged, a retomada do crédito e a liberação de 40 bilhões de reais em contas do FGTS, podemos ter um salto importante no consumo já a partir do quarto trimestre. Num primeiro momento, teremos mais uma vez um crescimento puxado pelo consumo. E, depois, entra o investimento, tanto de um capex de manutenção (esquecido pela imperiosa necessidade de sobreviver à crise) quanto de um amplo programa de concessões e privatizações — não subestimem o que o brilhante Salim Mattar pode fazer por este país.

Lembro ainda dos efeitos tradicionalmente defasados da política monetária. Ninguém sabe o que é conviver com juros básicos inferiores a 5 por cento ao ano por bastante tempo. Nunca na história deste país (desta vez, é verdadeira a expressão) vimos juros civilizados. Quantos negócios e projetos que precisam de capital podem ser viabilizados com essa nova realidade? E a sensibilidade da construção civil a esses níveis de juro?

Muitos argumentam que os economistas têm sistematicamente superestimado, ex-ante, o crescimento do PIB brasileiro, o que é verdade. Foi uma decepção atrás da outra nos últimos anos. Mas mais do que ser um erro sistemático e um viés dos modelos, as frustrações podem apenas decorrer da impossibilidade de se prever o futuro mesmo. Se erramos para cima, é natural esperarmos que também podemos errar para baixo. E eu acho que as condições estão colocadas para isso. Há muito mais upside do que downside para as estimativas de crescimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que poderia, então, atrapalhar os mercados brasileiros? Alguma surpresa negativa lá de fora, onde ainda existem muitas incertezas. Mas daqui talvez também venham surpresas positivas. O grande risco à economia global hoje é a guerra comercial entre EUA e China. Conforme já dito aqui, há dois cavaleiros de Thanatos acelerando em direção ao precipício. Parece razoável supor que ambos vão parar antes. A China precisa de crescimento econômico forte para conter as pressões sociais. E Donald Trump sabe da importância de evitar uma recessão nos EUA e garantir a festa em Wall Street para assegurar sua reeleição.

Há um risco de que a racionalidade não prevaleça? Sim, sempre há. Mas, neste caso, ainda parece razoável apostar na vitória da razão. Por um simples motivo: porque ela se liga a uma estratégia de sobrevivência.

Então, se tivermos notícias positivas das trincheiras da guerra comercial, veremos o driver que faltava ao retorno do fluxo estrangeiro aos mercados emergentes, entre os quais o Brasil deve ser um dos grandes vencedores, justamente porque será um daqueles com maior aceleração do crescimento. Do jeito que o gringo gosta.

Eu posso não acreditar, mas que as bruxas existem, existem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mercados

Mercados iniciam a terça-feira sem direção única, com investidores migrando dos bonds para as ações, após leilão de títulos com fraca demanda no Japão. Yields subiram com algum vigor mundo afora em resposta às preocupações de diminuição da compra de títulos pelo BoJ. Futuros de Wall Street sobem com migração para ações e menor preocupação com eventual impeachment de Donald Trump e com guerra comercial. Indicadores de manufatura são grande destaque do dia — dados da Alemanha apontaram desaceleração significativa, mas vieram acima do esperado.

No Brasil, produção industrial subiu 0,8 por cento em agosto, contra estimativas de 0,2 por cento — olha aí o crescimento vindo. Destaque para votação da reforma da Previdência em primeiro turno no Senado.

Ibovespa Futuro abre em leve alta de 0,2 por cento. Dólar e juros futuros sobem.

 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SOBE E DESCE

IPCA sobe 3,81% em 12 meses: veja os alimentos que mais encareceram e os que ficaram mais baratos

12 de março de 2026 - 16:47

Chocolate, batata-doce e café solúvel lideraram as altas do IPCA no período, enquanto arroz, azeite de oliva e frutas registraram as maiores quedas de preço.

LIXO PREMIADO

De HD com Bitcoin a colchão com milhões: essas pessoas jogaram fortunas no lixo de maneiras inusitadas

12 de março de 2026 - 15:49

Estas pessoas jogaram coisas no lixo achando que não valiam nada — e depois descobriram que estavam diante de verdadeiras fortunas

TOUROS E URSOS #262

Guerra no Irã e choque do petróleo: medo da inflação dá fim ao cenário de ‘emoção zero’ para o Copom

12 de março de 2026 - 14:30

Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-Secretário do Tesouro Nacional, conta como o choque externo chega na inflação, nos juros e no seu bolso

SEGURANDO O REAJUSTE NA UNHA

Não vai sobrar para a Petrobras (PETR4) — por enquanto: governo zera PIS e Cofins do diesel para mitigar alta do petróleo

12 de março de 2026 - 13:46

O objetivo é conter os efeitos da alta da commodity no bolso do consumidor, em meio à escalada das tensões no Oriente Médio

MUDANÇAS NO CONDADO

Mais uma estação do Metrô de SP tem naming rights vendidos — veja quais estações têm seus nomes associados a empresas

12 de março de 2026 - 12:12

No total, já são 13 as estações de Metrô de São Paulo que adotaram o sobrenome de companhias

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Lotofácil 3633 e Quina 6973 fazem juntas 12 novos milionários; Mega-Sena promete R$ 65 milhões para hoje

12 de março de 2026 - 7:20

Lotofácil é dividida entre dois ganhadores. Quina desencanta e sai para bolão com dez participantes. Todas as demais loterias sorteadas pela Caixa Econômica Federal na noite de quarta-feira (11) acumularam.

O CUSTO DO PROGRESSO

A nova corrida da IA: Brasil quer virar polo de data centers — mas há um problema ambiental no caminho

12 de março de 2026 - 6:01

Gigantes da tecnologia anunciam projetos bilionários de data centers no país, mas o consumo massivo de energia e água levanta alertas entre especialistas e ambientalistas

LEALDADE DE OURO

O que levou um dos maiores galãs do cinema a dar uma mala de dinheiro com US$ 1 milhão dentro para cada um de seus melhores amigos

11 de março de 2026 - 15:31

A surpreendente história de como George Clooney transformou gratidão em 14 malas com um milhão de dólares em cada para seus melhores amigos

NO CORAÇÃO DE SP

O que aconteceu com o seu, o meu, o nosso Pacaembu? Shows e ‘tapetinho’ afastam gigantes de São Paulo e concessionária sua a camisa para fechar as contas

11 de março de 2026 - 12:01

O Mercado Livre ganhou os naming rights do estádio com uma proposta de aproximadamente R$ 1 bilhão para explorar o espaço por 30 anos.

COLÍRIO PARA OS OLHOS?

Banqueiros mirins do Goldman Sachs posam para revista — e queimam o filme com a velha-guarda do bancão

11 de março de 2026 - 11:06

Velha guarda de Wall Street diz estar constrangida com o ensaio fotográfico dos jovens banqueiros do Goldman Sachs

TAXA DE GUERRA

Multa e taxa de guerra: conflito no Oriente Médio afeta frigoríficos brasileiros e até 40% das exportações de carne bovina

11 de março de 2026 - 10:05

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, as exportações de carne de frango e bovina brasileiras podem ser afetadas com multas por atraso, aumento no custo de combustível e até uma taxa extra para passar pela região

NA TRAAAAAVE!

Mega-Sena 2982, Lotofácil 3632 e outras modalidades encalham, mas nem tudo é má notícia entre as loterias da Caixa

11 de março de 2026 - 7:04

Mega-Sena saiu apenas duas vezes desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (11).

É HOJE!

MacBook Neo, voltado para estudantes, está disponível para compra na Apple Brasil quase pela metade do preço do Pro

11 de março de 2026 - 6:39

MacBook Neo no “precinho” poderá ser comprado no site oficial da Apple a partir desta quarta-feira (11)

ALERTA

Conta de luz pode ficar mais salgada? Aneel vê risco “severo” nas tarifas da Light (LIGT3)

10 de março de 2026 - 17:01

Para diretor, disputa tributária envolvendo créditos de ICMS pode pressionar tarifas nos próximos anos; entenda

OS RICAÇOS

Saverin, Esteves e Lemann: Veja a lista dos maiores bilionários do Brasil  

10 de março de 2026 - 16:50

Também fazem parte da lista de bilionários os irmãos Batista e membros da família Salles

WORLD' BILLIONAIRES 2026

Por que Elon Musk está mais perto do trilhão do que de perder a liderança entre bilionários; veja o top 10

10 de março de 2026 - 15:37

Outro ponto que chama atenção no top 10 dos bilionários é o domínio do setor de tecnologia entre os mais ricos do planeta.

DINHEIRO ESQUECIDO

Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões perdidos nos bancos; veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido

10 de março de 2026 - 13:53

Cerca de uma em cada quatro pessoas físicas e jurídicas brasileiras têm direto para resgatar dinheiro esquecido nos bancos

INFLAÇÃO DAS FIGURINHAS

Quase mil figurinhas, 48 seleções e pacote mais caro: o que se sabe até agora sobre o álbum da Copa de 2026, o maior e mais custoso da história

10 de março de 2026 - 12:09

Se as estimativas estiverem corretas, o custo do preenchimento do álbum da Copa de 2026 vai passar de R$ 1.000 — isso sem nenhuma figurinha repetida.

COELINHO NÃO VAI PASSAR FOME

Contrariando o que se poderia imaginar, usuários de canetas emagrecedoras estão consumindo mais chocolate, não menos

10 de março de 2026 - 11:41

Enquanto parte dos usuários das canetas emagrecedoras buscam perder peso, eles engordam as vendas da Lindt, afirma empresa

FULECO APOSENTADO

Monotrilho da Linha 17-Ouro vai finalmente chegar ao Aeroporto de Congonhas antes da Copa do Mundo (mas não para a que foi prometido)

10 de março de 2026 - 9:39

Com o Fuleco agora aposentado, mais de 95% da obra da Linha 17-Ouro já está concluída, segundo o Metrô

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar