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Endividamento de lares paulistanos cresce mais de 4 pontos porcentuais em julho

Estudo da FecomercioSP mostra que a alta foi maior entre os que ganham menos de dez salários mínimos, que representam 59,6% dos endividados

Homem endividado - Imagem: Shutterstock

A proporção de lares paulistanos endividados aumentou 4,5 pontos porcentuais em julho de 2019, em comparação com o mesmo mês do ano anterior. No total, 2,2 milhões de famílias permanecem com algum tipo de dívida, o que significa que houve aumento de 190 mil famílias no período de um ano. A inadimplência, por sua vez, aumentou 0,7 ponto porcentual no comparativo mensal e 0,6 no comparativo anual, significando que 792,6 mil paulistanos estão com contas em atraso.

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A alta foi maior entre os que ganham menos de dez salários mínimos, que representam 59,6% dos endividados e 26,3% dos inadimplentes, de acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O cartão de crédito mantém o posto de principal tipo de dívida das famílias desde o início da série histórica, em 2010. Em julho, 71,2% das famílias que ganham menos de dez salários mínimos e estão endividadas tinham esse tipo de débito. Na sequência, vem os carnês, ocupando 15,8%, e o financiamento de carros, com 12,5%.

Na segmentação por renda, as famílias com rendimentos abaixo de dez salários mínimos impulsionaram o endividamento, indo para 59,6% em julho, ante os 58,8% de junho, maior patamar desde dezembro de 2017 (59,9%).

As contas em atraso também aumentaram - de 24,9% para 26,3% em julho, a maior da série histórica. Já entre o grupo que ganha mais de dez salários mínimos, o endividamento registrou queda, ao passar de 46,8% em junho para 44,3% em julho. O porcentual de inadimplência também foi reduzido, de 6,3% para 5,9% nesse mesmo período.

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De acordo com a FecomercioSP, a alta do endividamento dos que ganham menos de dez salários mínimos fica como alerta para os pequenos e médios empresários repensarem a precificação, ainda que seja preciso diminuir a margem de lucro.

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Outras opções seriam oferecer marcas mais acessíveis; criar cartões de fidelidade, com descontos progressivos conforme a frequência; e facilitar a forma de pagamento, aumentando o número de prestações para que o valor mensal seja menor.

*Com Estadão Conteúdo.

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