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IBC-Br tem baixa de 0,73% em fevereiro ante janeiro; Relatório de Mercado Focus diminui projeção para 1,95%
Está cada vez mais difícil ficar otimista com o crescimento da economia brasileira. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do PIB, recuou 0,73% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, informou a instituição na manhã desta segunda-feira, 15.
O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,15 pontos para 137,14 pontos na série dessazonalizada no período. Este é o menor patamar para o IBC-Br com ajuste desde maio do ano passado (133,15 pontos).
Pouco otimismo também para o Relatório de Mercado Focus. O documento diminuiu as expectativas sobre o PIB: de 1,97% para 1,95%. Há quatro semanas, a estimativa de crescimento era de 2,01%. Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de expansão do produto de 2,70% para 2,58%. Quatro semanas atrás estava em 2,80%.
O relatório Focus também mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 3,70 — igual ao mês anterior.
Para o próximo ano, a projeção para o câmbio no fim do período passou de R$ 3,75 para R$ 3,78, ante R$ 3,75 de quatro pesquisas atrás.
As projeções para a taxa básica de juros no fim de 2019 e 2020 também se mantiveram. O relatório Focus diz que a Selic fica em 6,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 7,50% ao ano, ante 7,75% de quatro semanas atrás.
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No caso de 2021, a projeção seguiu em 8,00% — igual ao verificado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 também permaneceu em 8,00%, mesmo patamar de um mês antes.
Em março, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela oitava vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. Ao mesmo tempo, o BC indicou que, em seu cenário básico, o balanço de riscos para a inflação tornou-se simétrico.
Ou seja, o risco de uma inflação mais baixa - em função da ociosidade na economia - tem o mesmo peso do risco de uma inflação mais alta - por conta do andamento das reformas e do cenário externo. A instituição reiterou, porém, que manterá a "cautela, serenidade e perseverança" em suas próximas decisões, "inclusive diante de cenários voláteis".
No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, seguiu em 7,50%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.
A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 8,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 também seguiu em 8,00%, igual ao visto um mês antes.
A projeção mediana para o IPCA 2019 atualizada com base nos últimos cinco dias úteis passou de 3,93% para 4,03%, conforme o Relatório de Mercado Focus. Houve 46 respostas para esta projeção no período. Há um mês, o porcentual calculado estava em 3,88%.
No caso de 2020, a projeção do IPCA dos últimos cinco dias úteis permaneceu em 4,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. A atualização no Focus foi feita por 41 instituições.
As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,9% em 2019, 3,8% em 2020 e 3,9% em 2021. Elas constaram no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de março.
*Com Estadão Conteúdo
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