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2019-07-22T17:14:04-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Medidas

Multa de 40% sobre o saldo do FGTS não será tratada agora, diz secretário de Fazenda

Waldery Rodrigues não apresentou detalhes, mas afirmou que a diretriz das medidas que serão apresentadas na semana é melhorar o acesso aos recursos do fundo

22 de julho de 2019
17:14
FGTS
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que mudanças ou mesmo o fim da multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) quando de demissão sem justa causa não será tratada agora.

Rodrigues afirmou que a diretriz das medidas que serão detalhadas ainda nesta semana é buscar uma melhoria no acesso dos trabalhadores aos recursos do fundo, que têm uma remuneração “aquém do devido”.

O secretário também afirmou que a capacidade de financiamento dos setores de construção civil, saneamento e infraestrutura, que têm acesso a parte dos recursos do FGTS, será preservado na íntegra, em função da importância para geração de empregos.

Ainda sobre o tema, Rodrigues disse que teremos medidas de curto prazo e alterações estruturais. “Não é uma reprise do que foi feito tempos atrás”, disse, em referência à liberação de contas inativas do FGTS feita no governo Michel Temer em 2017.

Segundo Rodrigues, o impacto será “substancial” e “considerável” na economia. Sem dar detalhares, ele falou que haverá liberação de recursos aos cotistas e medidas estruturais.

Voo de galinha?

Questionado se a liberação não resultaria em mais um voo de galinha da economia, Rodrigues disse que boa parte do problema fiscal no qual estamos envolvidos, exige transparência, prudência e olhar para medida que mudem a economia.

“Erros aconteceram por exagerar no lado da demanda. O que buscamos são medidas que deem crescimento sustentado do PIB”, afirmou.

Para Rodrigues, essa mudança estrutural acontecerá com alterações no lado da despesa. Como exemplo, ele citou a reforma da Previdência e controle nos gastos com pessoal. Também foram elencadas medidas para reduzir a rotatividade no mercado de trabalho. “Serão medias que trarão soluções não só no curto prazo, mas que permitam que o PIB potencial passe a ter um outro patamar”, explicou.

Rodrigues falou sobre o tema durante a coletiva para explicar o contingenciamento de R$ 1,4 bilhão do Orçamento para cumprir a meta de déficit primário de 2019.

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