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Falta de acordo sobre as sanções impostas por Washington antecipou o fim da segunda cúpula entre os países

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump e o líder da Coreia do Norte, Kim Jung-un, anteciparam o fim da segunda reunião de cúpula entre os países. Trump disse nesta quinta-feira, 28, que a decisão surgiu após a falta de acordo sobre as sanções que Washington impôs ao regime de Pyongyang.
"Não seria uma boa coisa assinar qualquer coisa", disse Trump, durante coletiva de imprensa que se seguiu à cúpula em Hanói, capital do Vietnã. "Nós tínhamos algumas opções e, neste momento, decidimos não seguir nenhuma das opções."
Segundo o presidente, as conversas dos dois últimos dias foram muito produtivas e num clima bastante amigável, e os EUA querem manter o relacionamento com Kim, mas, diante das divergências ainda existentes, não seria apropriado assinar um acordo no momento.
A primeira cúpula entre Trump e Kim ocorreu em junho do ano passado, em Cingapura. Trump não se comprometeu com um terceiro encontro.
"Basicamente, eles (os norte-coreanos) queriam que as sanções fossem totalmente suspensas e não podíamos fazer isso", disse Trump. "Eles estavam dispostos a desnuclearizar grandes porções de áreas que queríamos, mas não podíamos abrir mão de todas as sanções por isso. Então, vamos continuar a trabalhar e veremos, mas tínhamos que rejeitar essa sugestão em particular."
Trump disse ainda que Kim ofereceu desmantelar o complexo nuclear de Yongbyon em troca do fim das sanções, o que não foi aceito pelos negociadores americanos. Segundo o presidente, todas as sanções atuais contra Pyongyang continuam em vigor. "Kim tem uma certa visão, mas não a que queremos", disse, destacando, porém, que o líder norte-coreano se comprometeu a não realizar mais testes nucleares ou de mísseis.
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Durante a coletiva, Trump também falou sobre o depoimento de seu ex-advogado Michael Cohen, durante audiência ontem no Congresso americano. De acordo com Trump, Cohen "mentiu muito" em seu depoimento, mas, por outro lado, enfatizou que não houve conluio entre a equipe de campanha eleitoral do republicano e a Rússia em 2016.
Durante a audiência, Cohen acusou Trump de conduta criminosa durante exercício do mandato, classificando-o de "vigarista" e "trapaceiro".
*Com Estadão Conteúdo.
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