Dona do Frango Assado, Pizza Hut e KFC, a IMC vai abrir 415 lojas no Brasil
A International Meal Company (IMC) pretende ampliar o número de lojas de suas principais redes a partir de 2020, com destaque para Frango Assado, KFC e Pizza Hut

A fusão com a MultiQSR, detentora dos diretos de master-franquia da Pizza Hut e KFC no Brasil, acelerou os planos de expansão da holding International Meal Company (IMC) — dona das redes Frango Assado e Viena. A empresa pretende investir R$ 450 milhões em cinco anos, abrir 415 lojas e gerar 9 mil empregos no País.
Os números, no entanto, não incluem investimentos em unidades do Frango Assado, que deverão ser construídas no conceito "conveniência", dentro de contêineres, a partir de 2020.
A conclusão da fusão com a empresa de Carlos Wizard Martins ocorreu no fim de outubro, com a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os planos de expansão já vinham sendo desenhados desde o anúncio da fusão, em julho, mas agora podem ser efetivados, diz o presidente da IMC, Newton Maia Alves. Segundo ele, o negócio resulta num grupo com receita de R$ 1,8 bilhão e quase 500 lojas, entre próprias e franqueadas.
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As primeiras iniciativas do pós-fusão devem ser conhecidas pelos consumidores até o fim do próximo mês. Das 25 lojas do Frango Assado, 10 terão uma Pizza Hut dentro do restaurante. O objetivo é adotar a mesma estratégia em todas as unidades, diz Alves.
Outra decisão é converter pontos do restaurante Viena que não estão tendo bom desempenho em Pizza Hut ou KFC — ou os dois juntos, dependendo do tamanho da área. Cerca de 20 lojas das 43 existentes passarão pela transformação nos próximos meses.
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O presidente da IMC explica que o objetivo é abrir 4 ou 5 lojas do Frango Assado por ano nos próximos cinco anos. Atualmente a empresa tem 24 unidades em São Paulo e uma em Minas Gerais. Com o plano de expansão, a marca deve aterrissar também nos Estados do Rio de Janeiro e Paraná.
"Nossa ideia é negociar áreas que já têm uma estrutura física, como uma churrascaria tradicional, e transformar em Frango Assado", diz Alves. Ele destaca que só em São Paulo foram mapeados 1.041 postos de estradas, sendo que 300 entraram na categoria considerada "ótima" para a estratégia da rede.
No caso do Pizza Hut e KFC, a expectativa é abrir 400 lojas em cinco anos, sendo 200 de cada marca. Metade será subfranqueada. Nesse caso, a expansão deve ocorrer em todos os Estados do País, proporcionalmente ao crescimento econômico de cada região.
"Esses números demonstram que acreditamos na economia, nos fundamentos do Paulo Guedes (ministro da Economia) e na redução dos juros, que vai fomentar os investimentos no País", diz Carlos Wizard, que ficou com 13% de participação na IMC.
A experiência do empresário com a expansão de negócios por meio de franquias deve ser bastante explorada no grupo. Uma das novidades que devem seguir esse caminho é a ideia de abrir Frango Assado no formato "conveniência", em contêineres.
As pequenas lojas poderiam ter só um funcionário por turno e não precisam ficar muito distantes uma da outra. Nas lojas maiores, a frequência nas estradas está entre 30 e 40 quilômetros. "Com essas pequenas unidades, a distância poderia ser menor, o que nos faz sonhar com umas 100 lojas só em São Paulo", diz Maia.
O modelo, no entanto, ainda está sendo arredondado para redução de custos. "De qualquer maneira, pensamos em ter as primeiras unidades no segundo semestre de 2020. Primeiro começaríamos com lojas próprias e depois com franquias, uma especialidade da família Martins", diz Alves.
Sinergias
Segundo o executivo, as sinergias possíveis com a fusão das duas empresas são enormes. A IMC compra, por exemplo, 1,1 mil toneladas de frango por ano e a MultiQSR, 2,5 mil; a quantidade de farinha é igual nas duas empresas; e as compras em cartão de crédito, R$ 600 milhões e R$ 400 milhões, respectivamente. Os números, segundo Alves, dão uma boa margem para negociação com os fornecedores.
Outro ponto importante é a cozinha central em construção em Louveira, no interior de São Paulo. Quando estiver pronta, as cozinhas do Viena, por exemplo, serão fechadas. "Hoje são produzidas 233 toneladas por mês de alimentos com 235 funcionários. Com a nova cozinha, serão produzidos 525 toneladas em um turno com 78 funcionários", diz o presidente do IMC. A mudança deve gerar economia de R$ 20 milhões por ano.
O famoso pão de semolina, vendido no Frango Assado, também será produzido em Louveira e enviado ultracongelado para as lojas. A medida deve economizar R$ 3 milhões apenas com padeiros, que hoje são 96 no total. "Nos últimos anos, fast- food de alimentação fora de casa cresceu 10% ao ano. Não é muita coisa que cresce nesse ritmo no Brasil."
Balanço
A IMC encerrou o terceiro trimestre de 2019 com um lucro líquido de R$ 19,7 milhões, cifra 49,2% maior que a reportada no mesmo intervalo do ano passado. A receita líquida, por outro lado, caiu 4,8% na mesma base de comparação, para R$ 424,8 milhões.
Ao fim do último pregão, as ações ON da IMC (MEAL3) estavam cotadas a R$ 6,96. Em novembro, os papéis têm baixa de 5,69%, mas, desde o início do ano, os ativos acumulam ganho de 7,92%.
*Com Estadão Conteúdo
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