Bolsonaro anuncia aprovação de joint venture entre Boeing e Embraer
Presidente utilizou sua conta no Twitter para informar sobre a decisão e afirmou que negócio "não afeta a soberania da Nação"

Tá liberada! O governo anunciou na noite desta quinta-feira, 10, a aprovação da parceria estratégica entre a Embraer a Boeing. Pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a União não se opõe ao andamento do acordo e que "ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados". A expectativa agora é de que a negociação seja concluída até o final de 2019.
Reunião com representantes do Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Rel. Ext. e Economia sobre as tratativas entre Embraer (privatizada em 1994) e Boeing. Ficou claro que a soberania e os interesses da Nação estão preservados. A União não se opõe ao andamento do processo. pic.twitter.com/gv7JglmWu5
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) January 10, 2019
Bolsonaro publicou uma foto de uma grande reunião que ocorreu no Palácio do Planalto para tratar do assunto, no final da tarde de hoje. Participaram do encontro representantes dos Ministérios da Defesa, Ciência e Tecnologia, Relações Exteriores, Economia e também das Forças Armadas. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que o encontro serviu para que fossem apresentados os termos das tratativas, iniciadas no governo Michel Temer.
As duas empresas firmaram, no mês passado, os termos da joint venture contemplando a aviação comercial da Embraer e serviços associados. A Boeing terá participação de 80% na nova empresa e a Embraer, os 20% restantes.
A brasileira e a americana também chegaram a um acordo sobre os termos de uma segunda joint venture para promover e desenvolver novos mercados para o avião multimissão KC-390. De acordo com a parceria proposta, a Embraer deterá 51% de participação na joint venture e a Boeing, os 49% Restantes.
Em nota divulgada ao mercado, a Embraer informou que, "como próximo passo do processo, o Conselho de Administração da Embraer deverá ratificar a aprovação prévia dos termos do acordo e autorizar a assinatura dos documentos da operação. Em seguida, a parceria será submetida à aprovação dos acionistas, das autoridades regulatórias, bem como a outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a negociação seja concluída até o final de 2019".
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Segundo a Embraer, a parceria estratégica com a Boeing irá possibilitar a ambas as empresas acelerar o crescimento em mercados aeroespaciais globais.
Idas e vindas
Na semana passada, Bolsonaro levantou a possibilidade de revisão no acordo, que depende de aval do presidente. Depois das declarações, as ações da Embraer lideraram as quedas da B3, a bolsa paulista, com retração de 5,1%.
Na ocasião, Bolsonaro havia afirmado em entrevista que, segundo a última versão do contrato, informações tecnológicas podem ser repassadas à empresa de aviação americana. O presidente não detalhou, no entanto, que tipo de dados poderiam ser acessados, mas falou em proteção do patrimônio nacional.
*Com Estadão Conteúdo.
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