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Evitou entrar na briga

Cronograma de votação quem define é o parlamento, diz Marinho, sobre reforma

Secretário disse que o fato de 13 partidos terem se posicionado contra alguns pontos da proposta, como BPC e aposentadoria rural, não significa que essas legendas se recusarão a dialogar e a votar a reforma

Previdência Social,Reforma da Previdência

Após o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), marcar a votação da admissibilidade da reforma da Previdência no colegiado para o dia 17 de abril, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, evitou responder se está mantida a previsão do governo da votação da proposta nas duas casas legislativas ainda neste primeiro semestre. "Cronograma de votação quem define é o Parlamento", limitou-se a dizer.

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O secretário disse que o fato de 13 partidos terem se posicionado contra alguns pontos da proposta, como BPC e aposentadoria rural, não significa que essas legendas se recusarão a dialogar e a votar a reforma.

Para Marinho, esse é um indicativo de que esse grupo de parlamentares fará emendas na comissão especial para alterar a proposta do governo. "Não acreditamos que o projeto sairá incólume, será aperfeiçoado", disse.

A ideia do governo é continuar o trabalho de conversas com as bancadas e os parlamentares sobre a reforma. Na comissão especial, os técnicos abrirão números detalhados do impacto que cada uma das medidas representam dentro da proposta. Marinho ressaltou que o Congresso tem a prerrogativa de mudar a proposta. "Nossa missão é continuar defendendo o projeto do governo", afirmou.

Em caso de eventuais mudanças, Marinho defende que o debate seja transparente. Ele faz um alerta que se a economia for menor que R$ 1 trilhão em dez anos haverá menos espaço no Orçamento para retomar investimentos.

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O secretário destacou ainda que a pauta da Previdência "está acima de questões menores".

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Sobre a posição dos 13 partidos contra a desconstitucionalização das regras previdenciárias, Marinho voltou a dizer que qualquer eventual mudança cabe ao Congresso.

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