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Resultado ficou abaixo do intervalo das estimativas do mercado, que iam de superávit de US$ 2,8 bilhões a US$ 5,7 bilhões
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,293 bilhões em julho, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Economia. Esse foi o menor saldo para o mês desde 2014.
O resultado ficou abaixo do intervalo das estimativas coletadas em pesquisa do Projeções Broadcast, que iam de superávit de US$ 2,8 bilhões a US$ 5,7 bilhões. A mediana das 24 projeções era positiva em US$ 3,408 bilhões.
O saldo foi 40,8% menor do que o registrado em julho do ano passado, quando a balança comercial teve saldo positivo de US$ 3,874 bilhões. Na quarta semana de julho (22 a 28), o saldo comercial foi de um superávit de US$ 222 milhões. Na quinta semana do mês (29 a 31), o saldo foi negativo em US$ 5 milhões.
No mês passado, as exportações somaram US$ 20,054 bilhões, uma queda de 14,8% ante julho de 2018, considerando a média diária de embarques. Já as importações chegaram a US$ 17,761 bilhões, uma baixa de 8,9% na mesma comparação.
Na comparação com julho do ano passado, houve redução nas vendas de produtos básicos (-16,7%), manufaturados (-12,3%) e semimanufaturados (-4,6%).
Pelo lado das importações, houve alta em combustíveis e lubrificantes (+22,0%), bens intermediários (+4,9%) e bens de consumo (+1,0%). Já as compras de bens de capital recuaram 53,0% na comparação com o mesmo mês de 2018.
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No acumulado do ano até julho, a balança comercial registra um superávit de US$ 28,369 bilhões, decorrente de US$ 129,896 bilhões em exportações e US$ 101,527 bilhões em importações. No mesmo período de 2018, o superávit comercial brasileiro havia sido US$ 33,891 bilhões.
O subsecretário de inteligência e estatísticas de comércio exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão, comentou que a redução do superávit comercial em julho se deve à base de comparação alta no mesmo mês do ano passado.
"Houve uma exportação de US$ 1,2 bilhão em uma plataforma de petróleo em junho do ano passado. Também houve redução expressiva nos embarques de soja (-24,6%) e petróleo (-61,2%) no mês passado, tanto em volume quanto em preço. No caso do petróleo, devido à desaceleração da economia mundial e, no caso da soja, devido aos problemas da China com a criação de suínos, o que reduz a demanda do grão", explicou.
Brandão também comentou que as exportações de produtos manufaturados brasileiros têm sofrido com a queda da renda externa. Segundo ele, esses produtos são mais sensíveis à desaceleração da economia global do que os bens básicos, como alimentos.
As vendas de aviões, por exemplo, caíram 16,3% no acumulado de janeiro a julho desde ano. Os embarques de automóveis de passageiros caíram 32,3% e as exportações de veículos de carga recuaram 42,4% ante o mesmo período do ano passado. "Temos o efeito da crise Argentina, com queda do PIB pelo segundo ano consecutivo, o que afeta as vendas brasileiras de automóveis", avaliou.
Dentre os produtos semimanufaturados, destaca-se a queda de 20,1% nas vendas de açúcar no acumulado do ano. "Nesse caso, a redução ocorre devido ao grande volume de estoques no mercado internacional", explicou.
*Com Estadão Conteúdo.
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