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Presidente dos Estados Unidos ressaltou, no entanto, que o acordo fica mais difícil a medida que o tempo passa
Referindo-se a um possível acordo com a China para encerrar a atual guerra comercial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o seu país vai "chegar lá".
"Acho que vamos fazer um acordo com a China e acho que faremos um acordo com o Irã, também", disse, acrescentando a possibilidade de um novo pacto sobre a produção de armas nucleares no país persa.
Em entrevista coletiva na reunião de cúpula do G7, na cidade francesa de Biarritz, o americano enfrentou questionamentos sobre se o seu governo teria realmente sido procurado em telefonemas pelo vice-premiê chinês, Liu He, mas insistiu que houve "várias ligações" com Pequim. "A China quer muito fazer um acordo", repetiu.
Por outro lado, Trump sustentou que, "quanto mais tempo a China esperar para fazer um acordo, mais difícil será" retirar as barreiras tarifárias atualmente em vigor e acertar um entendimento.
"Eu não sei se a China tem uma escolha sobre fazer um acordo ou não", comentou. Também insinuou que, "em breve", os EUA terão recolhido US$ 100 bilhões em receita com as tarifas sobre importações chinesas.
Com idas e vindas abrangendo uma miríade de temas geopolíticos, Trump reagiu positivamente à sugestão pelo presidente da França, Emmanuel Macron, de uma reunião com o presidente do Irã, Hassan Rouhani.
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"Se as circunstâncias estivessem certas, eu certamente me reuniria com ele", assentiu Trump.
A entrevista coletiva conjunta de Trump e Macron, anfitrião desta edição da cúpula do G7, foi permeada também sobre perguntas relativas a um convite pelo francês para que o ministro de Relações Exteriores iraniano, Javad Zarif, comparecesse ao evento em Biarritz. Macron respondeu ter informado Trump antes de fazer o convite.
De volta ao comércio, o presidente americano comentou que fará "um acordo muito justo" com a União Europeia e que, diante do acordo em princípio com o Japão, não está, "neste momento", considerando impor tarifas a importações deste país asiático.
Ainda sobre o tema comercial entre as duas maiores economias do mundo, o presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou ser o um "desejo profundo" que os Estados Unidos e a China cheguem a um acordo que encerre a atual guerra comercial. "Quanto mais rápido houver um acordo, mais rápido vai se dissipar a incerteza", disse o anfitrião do evento em entrevista coletiva conjunta com o presidente americano, Donald Trump.
Macron ressaltou como Trump "mostrou claramente a sua disposição" de firmar um acerto com Pequim e reconheceu que esse assunto rendeu "longas discussões" entre os líderes das sete maiores economias do mundo. Segundo o francês, essas conversas serviram para esclarecer "o que é legítimo e o que os EUA consideram injusto" no comércio global.
Com Trump ao seu lado, Macron teceu vários elogios ao americano, destacando conversas "produtivas" e "eficientes" que ele teria promovido desde que chegou a Biarritz. "Decidimos que queremos reformar as regras do comércio internacional", resumiu o francês.
*Com Estadão Conteúdo.
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