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Presidente do Senado diz esperar votação da PEC Paralela em dois turnos na quarta-feira

Alcolumbre disse que vai apelar aos líderes e demais senadores para que se quebre o interstício, permitindo a votação da PEC na quarta mesmo no Plenário

5 de novembro de 2019
14:26 - atualizado às 16:53
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária - Imagem: Moreira Mariz/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse nesta terça-feira (5) que espera que a PEC Paralela, que inclui Estados e municípios na reforma da Previdência, seja aprovada na quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa.

A partir disso, ele afirmou, em entrevista à Globo News, que vai apelar aos líderes e demais senadores para que se quebre o interstício, permitindo a votação da PEC na quarta mesmo no Plenário. "Se votarmos em primeiro turno, será uma vitória, mas vamos tentar em dois turnos", comentou Alcolumbre.

Questionado sobre a receptividade da medida na Câmara, uma vez que foram os deputados que tiraram Estados e municípios da reforma da Previdência, Alcolumbre afirmou que o cenário é outro. "Acho que o ambiente é mais propício para a PEC Paralela na Câmara. Vamos construir com líderes do Senad, da Câmara, para que possam aprovar a reforma da Previdência para Estados e municípios", destacou.

Bolsonaro no Congresso

Alcolumbre disse também nesta terça que que o presidente da República, Jair Bolsonaro, ao ir até a Casa para entregar medidas de reformulação do Estado, mostra respeito à política.

"Não conseguimos fazer o que Brasil precisa sem a interlocução e sem a conciliação. Esse gesto aqui no Senado (de presença de Bolsonaro) é de aproximação com a política, com os políticos, porque estes foram eleitos, assim como Vossa Excelência, para fazer o que precisa ser feito por um País melhor", disse a Bolsonaro na cerimônia em que recebeu as medidas.E afirmou: "A proposta sendo recebida pelas mãos do presidente da República tem um peso ainda maior."

Na sequência, Alcolumbre mencionou o envolvimento de muitos atores, incluindo o Parlamento, na elaboração das propostas. "Este Parlamento será considerado o mais reformista da história do Brasil", disse, acrescentando que Executivo e Legislativo não precisam "concordar em tudo, mas buscar conciliação".

Segundo o presidente do Senado, muitas das propostas do executivo se "conciliam com o que o Parlamento quer de um país mais justo". "Vou ter a obrigação de fazer as adequações (nas medidas), o aprimoramento dessa redação. Porque só o debate democrático e republicano, verdadeiro e franco, pode construir uma sociedade mais justa", afirmou.

*Com Estadão Conteúdo

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