Menu
2019-02-18T15:54:07-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Bancos

Longe das ruas mas perto das empresas, Citi quer atingir receita de US$ 1,5 bilhão no país

Depois de vender as operações de varejo no Brasil, banco americano mantém foco no atacado e vê oportunidade de atuar como assessor financeiro nos processos de privatização que serão conduzidos no governo de Jair Bolsonaro

18 de fevereiro de 2019
15:54
Marcelo Marangon, presidente do Citi (Citibank) no Brasil
Marcelo Marangon, presidente do Citi no Brasil - Imagem: Divulgação

Depois de vender as operações de varejo no Brasil para o Itaú Unibanco, a marca do Citi deixou as ruas das principais cidades brasileiras. Mas isso não significa que o banco americano não esteja ativo no país. Pelo contrário.

Com foco no atendimento a empresas, a unidade local do Citi espera atingir uma receita de US$ 1,5 bilhão (R$ 5,6 bilhões, ao câmbio de hoje). O banco não informou quando espera alcançar a meta, mas no ano passado as receitas no Brasil foram de US$ 1,1 bilhão (R$ 4,1 bilhões).

Os números foram apresentados pelo presidente do Citi no Brasil, Marcelo Marangon. Junto com os principais executivos, ele reuniu a imprensa hoje pela manhã na sede do banco, na Avenida Paulista, para detalhar os planos para o país.

Marangon ressaltou que a venda dos negócios de varejo no país fez parte da estratégia global do banco de deixar de atuar nos mercados onde possuía pouca escala. Dos 98 países onde o Citi tem operações, a instituição manteve a operação com agências em apenas 19. O atendimento a pessoas físicas no Brasil ficou restrito aos clientes e famílias multimilionários (private banking).

Mais foco

Para o presidente do Citi, a saída do varejo deu ao banco uma maior agilidade e um maior foco no negócio de atacado. E, como resultado, proporcionou uma maior rentabilidade.

A expectativa da instituição é alcançar um retorno sobre o patrimônio de 15% em 2018, contra um patamar inferior a 10% quando ainda operava com agências no país.

"O atacado representava 50% das receitas, mas 2/3 do lucro do banco", afirmou.

Para mostrar que o Brasil continua um mercado importante para o Citi, Marangon destacou que a operação brasileira é a quinta maior e mais rentável do banco no mundo.

De olho nas privatizações

Entre as oportunidades que o Citi enxerga no mercado brasileiro, Marangon citou as privatizações que devem ser conduzidas pelo governo de Jair Bolsonaro.

A expectativa do banco é atuar como assessor financeiro nos processos de venda dos ativos, que podem acontecer tanto diretamente ou por meio de ofertas públicas de ações na bolsa.

"Tem muitas discussões acontecendo e os negócios devem acelerar a partir do segundo semestre", afirmou.

Gringos de volta?

O presidente do Citi pintou um quadro "otimista, mas com cautela" em relação ao novo governo. A grande variável entre o otimismo e a cautela é o ritmo de aprovação das reformas.

"Existe um otimismo maior de investidor local, enquanto o estrangeiro está mais cético e quer ver primeiro a reforma da Previdência ser aprovada", afirmou.

A execução da agenda do novo deve representar um fluxo adicional de recursos para o país. Nas contas de Marcelo Millen, responsável pela área de ofertas de ações do banco americano, a entrada de dinheiro na bolsa pode superar os US$ 10 bilhões dos primeiros quatro meses do ano passado.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Exile on Wall Street

Fusões e aquisições: Invista enquanto essas ações estão solteiras

Durmo muito mal. Cada hora é uma coisa. Quando não é a preocupação com a Covid, é o medo da inflação. Primeiro é a incerteza sobre o deal, depois o autoquestionamento sobre a capacidade de entregar o que me foi confiado. Como é duro conviver consigo mesmo. Nas últimas semanas, vivo uma mistura de empolgação […]

Dinheiro na conta

Construtora Even pagará R$ 40 milhões em dividendos aos acionistas

Incorporadora distribuirá proventos com base no resultado do primeiro trimestre de 2021 com base na posição acionária de 18 de junho

Mercados HOJE

Ibovespa fica instável e próximo do zero a zero antes das decisões de juros da Super Quarta

Os investidores adotam uma postura mais cautelosa enquanto ficam de olho no Fed e no Copom,

O melhor do seu dinheiro

De volta para o futuro com a Embraer, a expectativa para a Super Quarta, Eletrobras e outras notícias que mexem com seus investimentos

Diz a lenda que os produtores do filme De Volta para o Futuro recusaram uma oferta milionária da Ford para transformar a máquina do tempo em um Mustang. Mesmo sem receber um centavo, eles preferiram usar um DeLorean DMC-12, carro que teve menos de 10 mil unidades fabricadas e se tornou artigo de colecionador. Afinal, se você […]

Novo passo

Ultra fecha exclusividade com tailandesa Indorama para negociação de Oxiteno

Com isso saíram da lista de potenciais compradores o fundo de private equity (que compra participação de empresas) Advent e a fabricante norte-americana de produtos químicos Stepan

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies