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Banco diminui em 1,0 ponto porcentual taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE)
A Caixa Econômica Federal informou nesta terça-feira (8) a redução de até 1,0 ponto porcentual das taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).
A menor taxa de juros cobrada pela Caixa passará de 8,50% mais a Taxa Referencial (TR) para 7,50% mais a TR. Já a maior taxa irá de 9,75% mais a TR para 9,50% mais a TR.
De acordo com a Caixa, as novas taxas passam a valer na segunda-feira, dia 14 de outubro. O corte de juros valerá para créditos com saldo devedor atualizado pela TR no Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e no Sistema Financeiro Imobiliário (SFI).
A redução anunciada agora pela Caixa não abarca os contratos, lançados recentemente pelo banco, que são indexados ao IPCA - o índice oficial de inflação. Nestes contratos, as taxas de juros variam de 2,95% mais o IPCA a 4,95% mais o IPCA.
O Banco Inter também resolveu abraçar a estratégia e informou que sua taxa passará de 8,5% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) para 7,7% ao ano mais TR.
Em comunicado, o Inter ressalta que esta é a terceira redução nas taxas do crédito imobiliário desde o ano passado, passando de 12% mais Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para a taxa atual.
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Os cortes de juros surgem na esteira das reduções mais recentes da Selic (a taxa básica de juros da economia), atualmente em 5,50% ao ano. Com uma Selic mais baixa, várias instituições financeiras anunciaram recentemente cortes em suas taxas para o crédito imobiliário.
O anúncio do banco estatal está em linha com a ofensiva no mercado de crédito imobiliário que tem sido feita por instituições privadas. Itaú reduziu a taxa mínima de 8,30% ao ano mais taxa referencial (TR) para 7,45%. Já o Bradesco diminuiu de 8,10% para 7,30%. No Banco do Brasil, a menor taxa chegou a 7,99% ao ano.
Os dois maiores bancos privados disputam a vice-liderança do setor, dominado pela Caixa Econômica Federal, tanto em volume quanto em valor de concessões.
Dos grandes bancos de varejo no Brasil, falta apenas o Santander aderir à mais nova rodada de corte de juros nos financiamentos imobiliários, motivado pela queda da taxa básica, a Selic, para 5,5% ao ano.
O banco, que reúne nesta terça investidores e analistas para falar sobre perspectivas para a instituição no País, puxou essa fila no início de julho ao baixar sua taxa mínima para 7,99% ao ano mais TR.
A mais recente leva de corte de juros ocorre em meio ao cenário de redução de juros no País, com a Selic no patamar histórico de 5,5% ao ano. Além de elevar a concorrência entre os bancos, servindo de trampolim para a portabilidade no crédito imobiliário, as novas taxas tendem a empurrar os juros para o menor piso histórico do setor.
Ao fim de agosto, a taxa do segmento, considerando recursos direcionados, estava em 8,2% ao ano, acima de julho, com 7,7% ao ano, segundo dados divulgados do Banco Central. O piso no segmento foi visto em fevereiro de 2013, quando o juro do crédito imobiliário estava em 7,69%.
Outra discussão no setor é a disputa pela administração dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que hoje é monopólio da Caixa. O desejo dos bancos privados de dividir o bolo é antigo.
Conforme anteciparam na segunda-feira o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a Caixa vai apresentar ao ministro da Economia, Paulo Guedes, uma proposta de redução da sua taxa de administração para manter o monopólio.
Atualmente, o banco público cobra uma taxa de 1% para administrar os cerca de R$ 550 bilhões do fundo, cujos recursos são usados pelos mutuários para abater do crédito imobiliário, obter taxas mais atrativas.
Além disso, o veículo financia projetos de infraestrutura, saneamento e habitação como, por exemplo, o Minha Casa, Minha Vida. Uma das propostas em análise, conforme apuraram o Estadão e o Broadcast, seria cortar a taxa para 0,8%. No ano passado, a Caixa obteve R$ 5,1 bilhões do governo federal. Com a nova taxa, essa receita cairia para pouco mais de R$ 4 bilhões.
*Com Estadão Conteúdo.
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