Menu
2019-04-04T14:42:32-03:00
Investimentos no radar

Caixa analisa operações que somam R$ 100 bilhões e que serão levadas ao mercado

Estratégia deve envolver o braço de banco de investimento da Caixa, que atualmente passa por um processo de reformulação

29 de março de 2019
14:55 - atualizado às 14:42
Caixa Econômica Federal
Agência da Caixa Econômica Federal em São Paulo - Imagem: Itaci Batista/Estadão Conteúdo

O vice-presidente da Caixa, André Laloni, afirmou que o banco tem em análise cerca de 38 operações que somam R$ 100 bilhões em posições que a instituição possui, entre as quais em fundos e acionárias, que fazem parte do processo de monetização e que serão levadas ao mercado por meio de estruturas de mercado de capitais de ações, dívida e fusões e aquisições.

A estratégia deve envolver o braço de banco de investimento da Caixa, que está sendo reformulado e, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, poderá ser comandada por Luciane Ribeiro, vice-presidente de produtos de terceiros da instituição.

"São mais ou menos R$ 100 bilhões, envolvendo estratégias de mercado de capitais de dívida e ações, de subsidiárias das Caixa e em fundos de governo administrados pela Caixa, no mesmo racional do IRB, de venda de participação", comentou Laloni.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Luciane Ribeiro acrescentou que a Caixa pretende utilizar a rede de distribuição para levar, por exemplo, fundos imobiliários ao varejo e ao público de mais alta renda, com perfil mais longo.

"Temos 13 mil lotéricas e outros mecanismos de distribuição para levar fundos imobiliários, por exemplo, para ser distribuído na rede. Temos os ativos, podemos montar carteira de prazo mais longo e sofisticado e colocar ao público de alta renda", disse.

Os executivos da Caixa disseram que estão avaliando imóveis de agências e prédios próprios para a venda e ganho de eficiência financeira. Guimarães citou que em Brasília, por exemplo, existem quatro prédios, de 15 dos quais a Caixa aluga, que são para serviços terceirizados, e que, portanto, não faz sentido a instituição arcar com esse custo. "São terceirizados para reduzir custo, há uma contradição", notou ele.

Ainda sob o ponto de vista de gestão de ativos e de eficiência de custo do banco, os executivos comentaram que em 2018 foram retomados 30 mil imóveis e incorporados à carteira do BNDU (bens não de uso), a qual está sob análise para verificação correta do valor dessa carteira. "Estamos revisando todo o estoque de ativos imobiliários, desde as carteiras de crédito até os BNDUs e os imóveis em uso", disse Guimarães.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

DE OLHO NOS EMPRÉSTIMOS

BNDES aprova empréstimos a exportações de Embraer, Marcopolo, Mercedes e Scania

A maior das operações foi para a fabricante de aviões Embraer, que tomou empréstimo de US$ 285 milhões para financiar a exportação de 11 aeronaves modelo E175 para a American Airlines, nos Estados Unidos

FUNDOS DE PENSÃO

Assessores de Guedes e mais 28 viram réus por rombo em fundos de pensão

“O Ministério Público Federal produziu e apresentou a este Juízo peça acusatória formalmente apta, acompanhada de vasto material probatório, contendo a descrição pormenorizada contra todos os denunciados”, anotou Vallisney.

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

De volta para o futuro

Quando escrevi aqui na newsletter que não é possível prever o futuro, um leitor me corrigiu. Em alguns casos podemos sim antecipar com razoável grau de precisão o que vai acontecer: que o diga a previsão do tempo. Ele tem razão, mas a mesma premissa válida para a meteorologia não se aplica ao mercado financeiro. […]

Bolsa forte

Otimismo externo se sobrepõe à hesitação local e Ibovespa sobe 2,58% na semana

Apesar do viés “misto” dos mais recentes dados da atividade doméstica, o otimismo em relação ao acordo EUA-China e a força mostrada pela economia chinesa sustentaram o bom desempenho do Ibovespa

É HORA DE TER CALMA

Estágio atual recomenda cautela na política monetária, repete presidente do BC

Esta avaliação já constou nos documentos mais recentes do BC, inclusive na comunicação de dezembro do colegiado, quando a Selic (a taxa básica de juros) recuou de 5,00% para 4,50% ao ano

O QUE BOMBOU NA SEMANA

Podcast Touros e Ursos: A economia brasileira no centro das atenções

A equipe do Seu Dinheiro comenta as principais notícias da semana

Eleições

Lula já descarta candidatura de Haddad em SP

A escolha do candidato está marcada para o dia 15 de março. O ex-presidente quer uma definição antes desse prazo

Gestora estrelada

SPX espera alta da Selic ainda neste ano e segue comprada em dólar

Para a gestora fundada por Rogério Xavier, que possui R$ 40 bilhões sob gestão, o país saiu da beira do abismo com aprovação da reforma da Previdência e deve crescer 2,5% neste ano

o que acontece em um ano

Expectativa positiva do governo Bolsonaro recua, aponta pesquisa

Levantamento mostra que a expectativa positiva para o restante do mandato caiu 23 pontos porcentuais em um ano

população cresce

Bancos brasileiros ampliam participação em Portugal para atender maior demanda

Itaú Unibanco vai inaugurar um novo escritório no país neste mês, enquanto o BTG Pactual recebeu o aval do regulador local; XP Investimentos e o Bradesco também rondam o mercado

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements