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O resultado representa uma alta de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou pouco acima da projeção média do mercado. Mas banco sente maior competição na parte de serviços e tem aumento forte nas despesas
Em meio à maior competição pelo mercado de serviços financeiros, o Bradesco decidiu apostar no crédito para manter os lucros bilionários em alta. E a estratégia deu certo. O banco registrou lucro líquido de R$ 6,542 bilhões no terceiro trimestre.
O resultado representa uma alta de 19,6% em relação ao mesmo período do ano passado e ficou pouco acima da projeção média de R$ 6,456 bilhões dos analistas, de acordo com a Bloomberg.
Apesar do lucro maior, o Bradesco segue atrás do Santander em rentabilidade. O retorno do banco alcançou 20,2% no terceiro trimestre, contra 21,1% do rival.
O saldo da carteira de crédito do Bradesco encerrou setembro em R$ 578,3 bilhões. Trata-se de um avanço de 3,2% no trimestre e de 10,5% em 12 meses. O desempenho mantém o banco dentro da projeção de crescimento para o ano como um todo, que varia de 9% a 13%.
Esse avanço foi puxado pelas linhas de financiamento a pessoas físicas, que aumentaram impressionantes 19% em relação ao terceiro trimestre do ano passado. Mas o crédito para empresas também já começa a dar sinais de retomada, com uma alta de 5,8%.
O crescimento do crédito ajudou a margem financeira a aumentar mesmo em um cenário de queda da taxa básica de juros (Selic) e pressão sobre os spreads.
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A linha do resultado que contabiliza as receitas com a concessão de financiamentos menos os custos de captação, aumentou 5,9% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e atingiu R$ 14,773 bilhões.
O índice de inadimplência acima de 90 dias na carteira do Bradesco subiu de 3,2% para 3,6% entre junho e setembro. Em 12 meses o indicador permaneceu estável.
O aumento nos calotes no trimestre não está relacionado com o avanço recente no crédito, como pode parecer, e sim por casos de atrasos em financiamentos concedidos a pessoas jurídicas.
A maior inadimplência também não se traduziu em maiores despesas de provisão para calotes. Na verdade, houve até uma redução de 4,3% no trimestre e de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano passado da chamada PDD, que somou R$ 3,336 bilhões.
As receitas com prestação de serviços e cobrança de tarifas do Bradesco cresceram 3,7% no terceiro trimestre, para R$ 8,423 bilhões. É justamente aqui onde a concorrência com as novas empresas de tecnologia financeira (fintechs) se faz mais presente.
Em linhas como cartões e administração de fundos, as receitas do banco inclusive registraram queda na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. O resultado acabou compensado em outros produtos, como conta corrente e corretagem.
As receitas com serviços registram expansão de apenas 2,5% no acumulado de janeiro a setembro, abaixo do piso da projeção do banco para este ano, que varia de 3% a 7%.
Em um momento de inflação baixa, também chama a atenção o forte crescimento de 10,1% das despesas administrativas e de pessoal do Bradesco, que atingiram R$ 11,120 bilhões no terceiro trimestre.
Os gastos com funcionários avançaram 12,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O banco atribuiu o avanço aos maiores gastos com proventos e encargos sociais e ao aumento do quadro de funcionários em áreas como as novas agências digitais e o banco digital Next. O que podemos concluir como mais um efeito colateral da maior concorrência com as fintechs.
De janeiro a setembro, as despesas registram um crescimento 7,5% em relação aos nove meses de 2018, bem acima da projeção feita pelo banco, que era de um avanço entre 0% e 4%. Ou seja, se quiser se manter na meta o Bradesco terá de apertar os cintos nos últimos três meses do ano.
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