🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Entrevista exclusiva

Agora vai? 2020 será o ano dos IPOs na bolsa, diz executivo do Credit Suisse

O número de IPOs pode saltar de 5 para até 40 e volume de ofertas de ações pode mais que dobrar no ano que vem, me disse Bruno Fontana, responsável pela área de banco de investimentos da instituição

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
19 de dezembro de 2019
5:36 - atualizado às 9:32
Bruno Fontana, responsável pela área de banco de investimento do Credit Suisse
Bruno Fontana, responsável pela área de banco de investimento do Credit Suisse - Imagem: Divulgação Credit Suisse

Depois de mais um ano frustrante, 2020 deve enfim marcar a retomada das ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) de empresas brasileiras. O número de aberturas de capital pode saltar de apenas cinco (ou sete se contarmos as duas operações realizadas na Nasdaq) para até 40 no ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A afirmação é de Bruno Fontana, responsável pela área de banco de investimentos do Credit Suisse. Com um sorriso largo no rosto, o executivo me recebeu para uma entrevista no escritório do banco em São Paulo na semana passada.

Para além da simpatia e do otimismo, ele tem vários motivos para estar satisfeito. Afinal, o ano foi bem generoso para as operações realizadas no mercado de capitais brasileiro.

Até novembro, o volume de captações de empresas com a emissão de títulos como ações e debêntures já superava em mais de 50% todo o ano passado. E mais negócios significam mais comissões para os bancos de investimentos que coordenam essas operações.

As ofertas de ações na B3 também bateram recorde em 2019 (se excluirmos o ano da megacapitalização de Petrobras), com um volume da ordem de R$ 85 bilhões. Mas a maioria esmagadora das emissões foi realizada por empresas que já estão listadas na bolsa – os chamados “follow ons”, no jargão do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apenas cinco companhias abriram o capital na bolsa brasileira em 2019: Centauro, Neoenergia, Vivara, Banco BMG e C&A. E a oferta da XP Investimentos, de longe a mais aguardada do ano, acabou acontecendo na bolsa norte-americana Nasdaq, assim como a da empresa de educação Afya. Essa equação, contudo, deve começar a mudar no próximo ano.

Leia Também

“2019 foi o ano dos follow ons e 2020 com certeza vai ser o ano dos IPOs”, afirmou Fontana.

Por que agora vai decolar?

Atualmente, cinco companhias estão com pedidos de registro de IPO na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Iguá e Cagece, de saneamento, a provedora de serviços de internet Locaweb e as incorporadoras Mitre e Moura Debeux.

A expectativa do executivo do Credit Suisse é de 30 a 40 ofertas de novas empresas na bolsa no ano que vem. Incluindo os IPOs e follow ons, o volume de emissões de ações pode mais que dobrar em relação a 2019. Estamos falando de um mercado que pode movimentar algo como R$ 170 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O otimismo se sustenta na perspectiva de retomada da economia e na queda dos juros. A Selic nas mínimas históricas estimula os investidores a migrarem os recursos que hoje estão na renda fixa para a bolsa.

Esse processo já começou. Apenas neste ano, a participação de ações na carteira dos fundos de investimento aumentou de 7,5% para 9%, o que representou um fluxo de R$ 70 bilhões para a B3, segundo Fontana. "Esse percentual não tem por que parar por aí e pode chegar a até 15%."

Para absorver todo esse dinheiro que vai entrar, a bolsa vai precisar de novos nomes. Pelas contas dele, a B3 conta hoje com apenas 273 empresas com ações que negociam pelo menos US$ 5 milhões por dia – patamar mínimo de liquidez considerado adequado para um grande investidor.

O juro baixo, agora de forma sustentável, também viabiliza uma série de negócios que antes não paravam de pé em razão das taxas altas praticadas no Brasil, segundo Fontana. Essas companhias agora podem ir à mercado em busca de sócios na bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que ainda não decolou?

Se as condições para a retomada dos IPOs estão dadas, por que o ano foi tão fraco para as aberturas de capital, em contraste com o recorde nas ofertas das empresas que já têm ações na bolsa (follow ons)?

Para o chefe do banco de investimento do Credit Suisse, dois fatores prejudicaram os planos das empresas que pretendiam abrir o capital: o primeiro foi a expectativa em torno da aprovação da reforma da Previdência.

A tramitação do projeto, que só foi aprovado em outubro, trouxe volatilidade ao mercado na maior parte do ano. "Precificar IPO em um cenário volátil é extremamente delicado", disse.

Já no caso dos follow ons, o investidor já conhece a performance do papel na bolsa e sabe que tem liquidez para comprar e vender se necessário, por isso o impacto das discussões da reforma foi bem menor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segundo fator que dificultou o cenário para os IPOs neste ano foi a incerteza sobre a economia brasileira, que deve registrar uma expansão da ordem de 1% em 2019. O desempenho ainda fraco afeta a demanda do investidor, em particular do estrangeiro.

"Agora, com um cenário de crescimento do PIB por volta de 2,5% para 2020, o investidor começa a acreditar que pode colocar suas fichas."

Um dos grandes temas da bolsa ao longo deste ano, aliás, foi justamente a baixa participação do investidor estrangeiro. Para o executivo do Credit Suisse, houve de fato uma frustração, mas isso não significa que os gringos ficaram de fora do mercado brasileiro.

Ele disse que em muitos casos o que houve foi uma "reciclagem do capital". Ou seja, o investidor de fora vendeu ações no mercado à vista na bolsa para montar uma posição mais representativa durante um follow on, o que não seria possível de fazer via compra direta sem mexer no preço dos papéis no pregão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com que bolsa eu vou?

A previsão do Credit Suisse de até 40 IPOs ao longo do ano que vem inclui tanto as ofertas realizadas na B3 como nas bolsas norte-americanas. Em 2019, foram cinco operações realizadas no país e duas lá fora.

Os IPOs fora do país são uma pedra no sapato da bolsa brasileira. O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, afirmou que "fica um gosto amargo" toda vez que vê uma empresa brasileira o abrir capital no exterior.

"Não vai haver uma fuga do mercado da B3, mas vamos ter que aprender a conviver com mais operações nas bolsas estrangeiras", afirmou Fontana.

E qual o perfil das empresas que se preparam para buscar sócios na bolsa? Ele não falou de casos específicos, mas disse que 2020 deve ser marcado por IPOs de companhias de tecnologia, tanto na B3 como no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a perspectiva de retomada da economia, as empresas de varejo, consumo e educação devem aproveitar o momento para abrir o capital. A retomada da construção civil também deve levar as incorporadoras de volta à bolsa, em particular as voltadas para o segmento de baixa renda.

Outra novidade para 2020 pode ser o IPO de companhias do setor industrial, que há algum tempo não acessam a bolsa, segundo o executivo do Credit Suisse.

Vai ser bom para o investidor?

Momentos de maior euforia da economia e do mercado de capitais costumam ser favoráveis para as empresas que estão em busca de recursos. Mas nem sempre é bom para quem compra as ações no IPO. Quem viveu o "boom" das ofertas no mercado brasileiro em 2007 sabe do que estou falando.

Quando perguntei se os IPOs serão uma boa oportunidade para o investidor, Fontana não titubeou ao responder: "tenho certeza que sim".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A convicção dele vem do atual ambiente econômico favorável e da perspectiva de crescimento dos mercados de atuação das companhias, que viabilizam uma série de histórias que devem chegar à bolsa.

As ameaças mais visíveis para o desempenho dos IPOs hoje estão no plano macro, segundo Fontana. Aqui no Brasil, o maior risco é o de uma eventual mudança na agenda liberal do governo. Lá fora, o desempenho da economia global em ano de eleições nos Estados Unidos pode prejudicar o calendário das ofertas.

Mas se o forte crescimento dos IPOs de fato se confirmar, em algum momento o mercado também deve se deparar com o que Fontana chamou de "estresse do sistema".

"Vamos lidar com um volume que nunca lidamos antes no mercado de capitais. Se tivermos 100 novas companhias na bolsa, teremos a necessidade de 100 áreas de RI, conselhos de administração e analistas para cobrir as empresas. Será que o mercado comporta?"

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E você, já investiu ou pretende investir nas empresas com planos de vender suas ações em IPOs na bolsa? Deixe seu comentário logo abaixo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção é de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento do ação

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa pega fogo com Trump e vai aos 190 mil pontos em novo recorde de fechamento; dólar bate mínima em quase 2 anos 

20 de fevereiro de 2026 - 19:09

O ouro, por sua vez, voltou para o nível dos US$ 5 mil a onça-troy, enquanto a prata encerrou a semana com ganho de 5,6%

LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar