O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Resultado chegou a quase R$ 100 bilhões no ano passado, alta de 17,4%. Achou muito? Veja como a reforma da Previdência pode obrigar o setor a ir atrás de outras fontes de renda
Se o leitor, como eu, tem acompanhado as discussões sobre a reforma da Previdência, atente para esse fato. Os bancos brasileiros fecharam 2018 com um lucro recorde de R$ 100 bilhões, ou R$ 98,5 bilhões para ser mais exato, alta de 17,4% sobre 2017.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Aparentemente nada, ainda mais que problema é banco com prejuízo e não com lucro. Mas temos implicações políticas e uma pouco perceptível implicação prática que vermos mais abaixo.
No lado político, o número portentoso acompanhado do termo “recorde” vai servir de munição para aquelas infindáveis discussões e shows da oposição que temos visto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e que vai se repetir ao longo de toda a tramitação da reforma da Comissão Especial. Para parte dos nossos parlamentares não existe déficit e se existe, que os bancos e os ricos paguem por ele.
Para parte da oposição, os bancos “lucram demais” e sempre tirando vantagem dos pobres. No entanto, a questão não é tão simples assim. Correndo risco de ser taxado de “rentista” ou “vendido ao capital financeiro internacional”, vou tentar explicar (e não defender) como funciona esse lucro dos bancos.
Uma boa medida para saber se os bancos ou qualquer outro setor “lucra demais” (o que é uma incoerência em si, pois lucro é lucro) é olhar para o retorno sobre o patrimônio.
De forma simplificada, o banco “lucra milhões”, pois tem outros tantos milhões em patrimônio, dinheiro aportado para exercer essa função, coisa de R$ 800 bilhões.
Leia Também
Sob essa ótica, o retorno do setor, segundo o próprio Banco Central (BC), não se distância muito do observado em outros países emergentes. Essa métrica (RoE) fechou o ano em 15%, depois de marcar 13,6% em 2017 e 11,6% em 2016.
Outro ponto interessante é que essa melhora do lucro e do retorno tem pouca relação com as taxas de juros cobradas dos pobres, ricos ou remediados (que sim são elevadas). Mas com a melhora geral de ambiente econômico depois da forte recessão dos últimos anos.
O aumento do lucro e do retorno sobre o patrimônio, segundo explicou o diretor de Fiscalização do BC, Paulo Souza, vem de uma queda nas provisões, dinheiro separado pelos bancos para enfrentar possíveis e reais perdas com inadimplência.
Essas despesas chegaram a R$ 120 bilhões em meados de 2016 e passaram a recuar até chegar à casa de R$ 85 bilhões no fim do ano passado, em linha com a média histórica de 2012 a meados de 2015. Todos os dados estão no Relatório de Estabilidade Financeira (REF), divulgado hoje.
Então, a melhora no lucro dos bancos tem a ver com a queda nos calotes, o que é bom para a "sociedade".
Emprestar dinheiro para o público geral envolve risco, custos e “pouco lucro”. O resultado mesmo, o dinheiro grosso e fácil vem da monstruosa necessidade de financiamento do próprio governo, que gasta mais do que arrecada e tem de tomar emprestado no mercado.
Não por acaso, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem falado que: "o mercado precisa se libertar da necessidade de financiar o governo e se voltar para o financiamento ao empreendedorismo".
Do estoque de cerca de R$ 5 trilhões em crédito, cerca de 44%, ou mais de R$ 2,3 trilhões, estão em títulos públicos, compulsórios e outras aplicações que rendem juros (aqui também estão títulos privados, mas eles não são relevantes). Olhando a dívida em mercado do governo, os bancos respondem por 22% dos R$ 3,7 trilhões, e as instituições de previdência (muitas delas ligadas a bancos), por 24,5%.
A segunda maior fatia do bolo de crédito, cerca de 32%, está com o crédito às pessoas físicas e aqui as principais modalidades são habitação, consignado e crédito para veículos, onde as margens não são as melhores.
Depois aprece o crédito para as empresas, com cerca de 24%. Fatia que já foi maior, mas vem caindo com a redução do BNDES, depois do fim da política de campeões nacionais, e de uma crescente participação do mercado de capitais, que se desenvolve com a queda da Selic e com fim da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que era arbitrada pelo governo, e a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP), que segue parâmetros de mercado.
Aqui, nossa conversa volta a falar com a Previdência, mas no lado pouco perceptível. Com um déficit de R$ 309 bilhões previsto para esse ano, advinha quem vai financiar a Previdência? Os bancos!
No fim dia, parte do lucro dos “bancões” é justificado pelo próprio déficit da Previdência, pois o governo precisa pegar dinheiro emprestado para pagar aposentadorias e pensões.
No limite, podemos lançar até uma campanha: “Se você não gosta de ver lucro bilionário nos bancos, apoie a reforma da Previdência”. Será a oposição e os demais "progressistas" abraçariam a causa?
Para o leitor que tem ações de bancos em sua carteira, o resultado apresentado é boa notícia, mostra um setor em firme recuperação. Mas o diretor do BC deu um recado claro:
“A rentabilidade dos bancos [15% do PL] não tem muito espaço para ser alterada. O lucro nominal cresce pelo aumento da carteira. O ganho que ocorreu com menor custo de captação e redução da inadimplência já se estabilizou”, disse.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Segundo Souza, para que o setor mantenha essa rentabilidade de 15%, terá de migrar para mercado de crédito que não é governo ou ampliar a oferta de linhas onde o spread e o risco são maiores.
Pelo lado da inadimplência e provisões, o diretor também afirma que não há o que melhorar muito mais. Sem novas medidas estruturais que elevem a recuperação de crédito e a qualidade das garantias, as despesas com provisões não devem recuar.
Souza lembrou que o governo e o BC estão tomando medidas nessa linha, como a duplicada eletrônica e o registro de recebíveis, mas que essas medidas ainda devem levar alguns anos para surtir efeito de forma plena.
Para dar um parâmetro, o diretor lembrou que de cada R$ 1 não pago, a recuperação média é de R$ 0,13 no Brasil, enquanto em outros países essa média é de R$ 0,75. Essa é a realidade histórica que não muda sem alteração na estrutura jurídica do mercado.
Resultado do rateio da Dupla de Páscoa de 2026 será conhecido dentro de alguns minutos; acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro
A Dupla de Páscoa abre o calendário de sorteios especiais das loterias da Caixa, que conta também com a Quina de São João, a Lotofácil da Independência e a Mega da Virada.
A agência já emitiu autos de infração contra 85 postos e 19 distribuidoras de combustíveis, com multas que podem chegar a R$ 500 milhões
Mesmo com queda média de 5,73% nos preços da cesta de Páscoa, itens tradicionais como chocolate e bacalhau sobem bem acima da inflação e concentram a pressão no bolso do consumidor
Após renegociar R$ 1,7 bilhão em dívidas, o Banco do Brasil prorroga até 30 de abril as condições especiais para clientes regularizarem pendências; veja o passo a passo
A estatal nega a defasagem e afirma que a política de preços tem como objetivo evitar o repasse automático das oscilações do mercado internacional
Lotofácil, Quina, Timemania e Dia de Sorte acumulam enquanto feriado da Sexta-Feira Santa adia sorteios antes da Dupla de Páscoa, que corre amanhã (4)
Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda
Apesar do receio com os juros altos e custos de insumos, a maioria das incorporadoras tem planos para lançar imóveis neste ano; quais são as tendências?
Depois de o Wegovy ganhar versão oral nos Estados Unidos, agora a FDA aprovou a comercialização do Foundayo, medicamento similar ao Mounjaro sintetizado em comprimido; economia pode chegar a 90%
O tema é considerado estratégico para o governo Lula, já que o gás de cozinha está diretamente ligado a uma das promessas sociais da atual gestão
Dois fatores motivaram a decisão, segundo auxiliares de Lula: a percepção de demora na tramitação do tema e a possibilidade de veto presidencial
Depois de março terminar sem descanso, a Sexta-Feira Santa é o primeiro dos dois feriados nacionais previstos para abril no Brasil. O outro fica mais para o fim do mês.
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (1). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (2), com a Mega-Sena em recesso, destaque para a Timemania.
Pé-de-Meia funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 31 de março. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 33 milhões hoje.
Benefícios começam a ser pagos nesa quarta-feira (1), seguindo o calendário do INSS; valores já estão corrigidos pelo novo salário-mínimo
Pagamentos do Bolsa Família começam em 16 de abril e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600
Com seis meses restantes até as eleições presidenciais, chairman do BTG Pactual ainda não enxerga um nome forte para ganhar a disputa da presidência
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, avaliou o cenário da economia brasileira no evento Global Managers Conference 2026