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Presidente do BB: Privatização é inevitável no futuro

Rubem Novaes ressaltou que essa é sua opinião pessoal. De concreto, reforçou que a estratégia é privatizar todas subsidiárias que não tenham sinergia

Rubem Novaes
O presidente do Banco do Brasil (BB), Rubem Novaes. - Imagem: Jose Cruz/Agência Brasil

A revolução tecnológica no setor bancário, puxada por "fintechs" e pelo "open banking", que permite o compartilhamento de informações de clientes entre bancos, tornará a privatização do Banco do Brasil (BB) inevitável no futuro, disse nesta sexta-feira o presidente da instituição financeira, Rubem Novaes.

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"Do jeito que a modernização do sistema bancário se acelera, nesse mundo de inovações constantes, é óbvio que uma instituição publica não vai ter a mesma velocidade de adaptação", afirmou Novaes, após dar palestra durante almoço promovido pela Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ).

O presidente do BB ressaltou que expressava sua "opinião pessoal", mas que tinha a expectativa de que esse posicionamento passasse a ser defendido pelo governo e pela "classe política" como um todo. Novaes evitou responder se achava possível avançar na privatização ainda no mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Não é de hoje que Novaes defende a privatização do BB. Em outras ocasiões já reafirmou sua convicção de que não só banco deveria ser privatizado, mas também a Petrobras e Caixa. “Nós, liberais, devemos começar a bater nessa tecla”, disse em evento.

Durante a palestra na ACRJ, Novaes disse que as instituições financeiras terão que se adaptar ao mundo "de open banking e fintechs" em "dois, três, quatro anos".  "Por enquanto, o banco ainda é extremamente eficiente e vai permanecer eficiente por algum tempo, mas, em algum momento, a perspectiva da privatização vai ter que ser enfrentada", completou.

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De concreto, o presidente do BB reforçou que a estratégia de sua administração é privatizar todas as subsidiárias ou empresas nas quais o BB tenha participação que não tenham "sinergia" com sua atividade principal.

Segundo Novaes, o BB busca um parceiro para reduzir sua participação em "asset management", na qual atua a BBDTVM, assim como fez com seu banco de investimentos.

Em setembro, BB e UBS assinaram um memorando de entendimento e estão debruçados para concluir as conversas em torno da parceria na área de investimentos ainda este ano. Após a palestra, Novaes disse que o modelo da parceria não seria igual, pois "setores diferentes requerem parcerias diferentes". Questionado, o presidente do BB evitou citar nomes de possíveis parceiros, mas disse que será estrangeiro.

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*Com Estadão Conteúdo

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