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Instituição avalia que ex-presidente prestou inestimáveis serviços ao Brasil. Na iniciativa privada, fundou o BBA, vendido em 2002 para o Itaú Unibanco por R$ 3,3 bilhões
O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, emitiu nota de pesar, em nome da instituição, lamentando o falecimento de Fernão Bracher, ex-presidente do banco. Bracher morreu nesta segunda-feira, aos 83 anos, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de complicações associadas a uma queda com trauma cranioencefálico.
O banqueiro foi presidente do BC entre agosto de 1985 e fevereiro de 1987 e foi diretor da área externa de março de 1974 a março de 1979.
Na iniciativa privada, fundou o BBA, vendido em 2002 para o Itaú por R$ 3,3 bilhões. Candido Bracher, atual presidente do maior banco privado do país, é filho de Fernão.
Em 11 de janeiro deste ano, Bracher foi um dos 14 ex-presidentes presentes no evento História Contada do BC, no qual relatou sua contribuição nas áreas de desregulamentação do mercado de câmbio, no combate à inflação e na renegociação da dívida externa.
Ainda de acordo com a nota do BC, Fernão Bracher prestou inestimáveis serviços ao Brasil, tanto no Banco Central, quanto nas suas várias atividades no setor privado.
A frase escolhida por ele para ilustrar sua participação na História Contada do BC é a seguinte: “O setor público tem uma grande vantagem: você sente que está trabalhando pelo país. Não está trabalhando para ficar mais rico (...) é um prazer enorme. Todas as suas lutas, tudo o que está fazendo, não é nada para você. Desabridamente, segue -se em frente. (...) Já no setor privado, constrói-se mais livremente, tem-se mais liberdade para fazer e acontecer. Em todas as atividades que desenvolvi, sempre tive razoável liberdade.”
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O Itaú Unibanco também emitiu uma nota de pesar sobre o falecimento de Bracher, que ajudou a fundar a instituição que hoje é o Itaú BBA.
Além do BBA, Bracher teve cargos no Banco da Bahia e Bradesco, onde ocupou a cadeira de vice-presidente.
O presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, também divulgou uma nota em que afirma que o banco está de luto pelo falecimento do banqueiro. "O Brasil perde um homem de negócios à frente do seu tempo. Seu exemplo de lucidez e coragem de enfrentar os problemas de frente deixa lacuna relevante, que não será preenchida. Nossa solidariedade e condolências à família e amigos. Estamos de luto", disse.
*Com Estadão Conteúdo
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