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2019-03-11T15:58:10-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Companhias aéreas

Azul faz proposta de compra da Avianca #eujásabia

Azul quer empresa, 70 slots e 30 aviões por US$ 105 milhões. Proposta ainda precisa ser aprovada por credores e autoridades e repete fórmula da venda da Varig para viabilizar compra sem transmissão de passivo.

11 de março de 2019
8:34 - atualizado às 15:58
Avianca – Azul
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock / Estadão Conteúdo

A Azul fez uma proposta de compra da Avianca nesta segunda-feira (11). A intenção da Azul é ficar com o registro de companhia área da Avianca, 30 aviões Aibus A320 e 70 pares de slots (horários para pouso ou decolagem). Tudo isso pela bagatela de US$ 105 milhões.

A tentativa da Azul é comprar a companhia por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), um recurso que foi usado pela Gol na aquisição da Varig. É uma forma de ficar com a "parte boa" de uma empresa quebrada, sem ter que assumir os passivos financeiros e trabalhistas.

Em nota, a empresa disse que a expectativa é que esse processo dure até três meses. Ele ainda precisa da aprovação dos credores da Avianca, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

A notícia da intenção de compra da Avianca caiu bem no mercado. As ações da Azul sobem mais de 7% por volta das 15h40. Os investidores estão cientes de que, se concretizada a compra, a Azul ganha um fôlego para enfrentar a concorrência e espaço nos aeroportos mais rentáveis do país, como Congonhas e Santos Dumont. O Seu Dinheiro apurou que a transferência dos espaços nesses aeroportos é crucial para a concretização do negócio.

Bola cantada!

Se aprovada, a aquisição só confirma um dos negócios mais esperados do setor aéreo brasileiro. A Azul e Avianca têm muitos motivos para unir seus negócios e nada como uma crise para convencer vendedores relutantes.

Logo que a Avianca entrou em recuperação judicial, eu logo pensei: agora vai! E escrevi um texto sobre por que a Azul deveria comprar a Avianca em 17 de dezembro do ano passado. #eujásabia.

Mesmo afetada pela crise e pela pressão de credores, a Avianca fechou o mês de janeiro com 11% de participação de mercado no setor aéreo brasileiro, de acordo com dados da Anac. Ainda não se sabe quanto desse tráfego seguirá para a Azul, já que a empresa não propôs a compra da totalidade da companhia. A Azul tem 20% de participação nos voos nacionais.

Hoje a líder isolada do mercado é a Gol, dona de 39% de market share, seguida da Latam, que detém 29,8%. Uma eventual compra da Avianca pela Azul fortalece a empresa na disputa com a Gol pela liderança no setor.

 

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