Menu
2019-04-11T11:02:57-03:00
boa safra

Produção de grãos em 2019 deverá ser a 2ª maior da história, diz Conab

Dados são da safra 2018/19; soja, milho, arroz e algodão apresentam-se como as principais culturas produzidas no País, representando 94,5% da safra

11 de abril de 2019
11:02
soja agro
Plantação de soja no Brasil - Imagem: Shutterstock

A produção de grãos no Brasil na safra 2018/2019 deve alcançar 235,34 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 3,4% (mais 7,7 milhões de t) em comparação com o período anterior (227,67 milhões de t).

O resultado representa a segunda maior safra da série histórica, e aumento de 2 milhões de t ante a previsão de fevereiro (233,29 milhões de t). Os números fazem parte da 7ª pesquisa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quinta-feira, 11.

Conforme a Conab, soja, milho, arroz e algodão apresentam-se como as principais culturas produzidas no País, representando 94,5% da safra. A produção de soja é estimada em 113,8 milhões de toneladas (queda de 4,6% ante o recorde de 2017/18, que foi de 119,28 milhões de t), podendo alcançar o título de terceira maior safra da série histórica.

A melhora da produção de milho na segunda safra também contribui para puxar os números da safra 2018/19. A colheita prevista do milho total em 94 milhões de toneladas representa aumento de 16,5% comparado à safra anterior (80,71 milhões de t). A segunda safra do cereal deve atingir 68,14 milhões de toneladas ante 53,90 milhões de t em 2017/18 (aumento de 26,4%). A primeira safra de milho, de verão, já colhida, está projetada em 25,87 milhões de t (queda de 3,5% ante a anterior, de 26,81 milhões de t).

A safra de algodão em pluma pode alcançar 2,65 milhões de toneladas, com uma elevação de cerca de 32% frente à safra 2017/18 (2 milhões de t). A área plantada deve crescer 35%, alcançando 1,17 milhão de hectares.

Já a produção de arroz deve registrar 10,7 milhões de toneladas, queda de 11,7% ante 2017/18 (12,06 milhões de t).

As três safras de feijão devem apresentar leve aumento de 0,5%, de 3,12 milhões de t em 2017/18 para 3,13 milhões de t em 2018/19. A primeira safra da leguminosa deve cair 24,5%, de 1,29 milhão de t para 971,7 mil t. A segunda safra pode crescer 18,6%, de 1,22 milhão de t para 1,44 milhão de t. A terceira safra de feijão está prevista em 716,7 mil t ante 613,8 mil t.

A Conab estima que, entre as culturas de inverno, a safra de trigo deve atingir 5,63 milhões de t, aumento de 3,7% em comparação com 2018 (5,43 milhões de t).

Conforme a Conab, a área plantada total em 2018/19 deve crescer 2,1%, de 61,72 milhões de hectares em 2017/18 para 63,03 milhões de hectares em 2018/19. A área plantada da soja, principal cultura, cresceu 1,8%, correspondendo ao plantio de 35 milhões de hectares. Os maiores aumentos de área são de soja (626 mil hectares), milho segunda safra (702,8 mil hectares) e algodão (410,8 mil hectares).

Para o superintendente de Informações do Agronegócios da Conab, Cleverton Santana, o resultado da safra 2018/19 tem como aliado o aumento de área.

"Enquanto o milho primeira safra perdeu espaço para feijão, cana-de-açúcar e pastagens, o outro foi favorecido pela antecipação da colheita da soja e pela possibilidade do aproveitamento integral da janela climática, criando a expectativa de bons rendimentos na lavoura", disse ele, em comunicado. "A área do primeira safra sofreu uma redução de 1,3%, mas o da segunda cresceu 6,1% referente ao período anterior", completou.

A Conab informa, ainda, que, nessa temporada, a semeadura da segunda safra praticamente foi encerrada nos principais Estados produtores, especialmente naquelas áreas colhidas com as variedades precoces da soja, e o plantio neste exercício ocorrerá, de forma geral, mais rápido que o verificado na safra passada.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Quem é a Pi

Uma plataforma de investimentos feita para ajudar a atingir seus objetivos por meio de uma experiência #simples, #segura, #acessível e #transparente.

Crédito à vista

Bancos privados também preparam crédito prefixado

Diferentemente da modalidade com lastro no IPCA, no prefixado bancos privados mostram apetite: veem mais segurança para emprestar sem o risco da inflação

Deu mais

CCR vence leilão da BR-101 no Sul com deságio de 62%

Valor ficou bem abaixo das duas outras propostas; fontes afirmaram ter sido lance arriscado e que a empresa terá de injetar cerca de R$ 1 bilhão de capital social por causa deságio elevado

um risco no radar

Por coronavírus, Arábia Saudita avalia romper aliança com a Rússia no setor de petróleo

Os dois lados têm colaborado desde dezembro de 2016 para tentar equilibrar a oferta global, em meio a um salto na oferta do xisto vinda dos EUA

presidente vai aos EUA

Bolsonaro diz ter intenção de trazer a Tesla, de Elon Musk, para o Brasil

Filho do presidente já havia declarado a intenção; Ele disse ter participado de teleconferência com o ministro da Ciência e Tecnologia para tratar sobre o assunto

Exile on Wall Street

O tamanho certo da sua proteção para este Carnaval

*Por Bruno Mérola

de olho nas cifras

Rombo nas contas externas soma US$ 11,8 bilhões em janeiro

Resultado é o pior resultado para o mês desde 2015, quando houve déficit de US$ 12,011 bilhões

mercados agora

Dólar bate R$ 4,40 pela primeira vez na história; Ibovespa cai mais de 1%

O mercado local novamente é afetado pela cautela no exterior, fazendo a moeda norte-americana testar um novo recorde; no ano, a alta do dólar à vista já é de mais de 9%

Títulos públicos

Veja os preços e as taxas do Tesouro Direto nesta sexta-feira

Confira os preços e taxas de todos os títulos públicos disponíveis para compra e resgate

De olho no futuro

Montadoras investem em postos de recarga para fomentar híbridos

Volkswagen se une assim a empresas como BMW, Volvo e à própria parceria em que participa com Volkswagen e Porsche na instalação de pelo menos outros 680 pontos de abastecimento, vários deles com tecnologias de recarga rápida

Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

13 notícias para você começar o dia bem informado

2019 poderia ter sido um dos melhores anos da história da Vale, especialmente pela alta de mais de 30% no preço do minério de ferro. A tragédia de Brumadinho mudou severamente esse quadro e levou a empresa a um prejuízo de US$ 1,7 bilhão no ano todo, conforme números divulgados ontem à noite. A sexta-feira […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements