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2019-04-20T16:57:47-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Oferta de ações

Warren Buffett quer investir até US$ 315 milhões na brasileira Stone

Abertura de capital da empresa de maquininhas de cartão em Nova York pode movimentar até US$ 1,3 bilhão

16 de outubro de 2018
11:30 - atualizado às 16:57
Warren_Buffett
Imagem: Wikimedia commons

Tem uma Stone no caminho de Warren Buffett. O megainvestidor quer virar sócio da empresa de pagamentos brasileira, que se prepara para abrir o capital na bolsa Nasdaq, em Nova York.

A Berkshire Hathaway, holding que concentra os investimentos do bilionário americano, pode investir até US$ 315 milhões (R$ 1,165 bilhão) na oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da empresa de maquininhas de cartão.

Somado ao compromisso de outros investidores, a Stone já tem demanda garantida para mais de metade da oferta de ações, que pode chegar a quase US$ 1,3 bilhão (R$ 4,7 bilhões), dependendo do preço por ação que for definido na oferta. Os bancos coordenadores da operação estipularam uma faixa entre US$ 21 e US$ 23 por ação.

Fase de crescimento

Mas, afinal, o que o Warren Buffett viu na empresa brasileira? Criada há seis anos por André Street e Eduardo Pontes, a Stone conquistou 5,5% de participação de mercado na captura de transações com débito ou crédito no cartão, com pouco mais de 230 mil clientes. A receita da empresa deve chegar a R$ 1,050 bilhão entre janeiro e setembro deste ano, mais que o dobro do mesmo período do ano passado.

O crescimento chamou a atenção de grandes investidores. Entre os sócios da companhia estão as gestoras Actis e Gávea, do ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga.

A Stone e outras concorrentes vêm ganhando mercado até pouco tempo dominado por duas empresas: a Cielo, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, e Rede, do Itaú. Com as sucessivas perdas de participação, as ações da Cielo vêm sendo castigadas na bolsa e acumulam uma queda de 44% só neste ano na B3.

A oferta da Stone é coordenada pelos bancos Goldman Sachs, J.P. Morgan, Citigroup, Itaú BBA, Credit Suisse, Morgan Stanley, BofA Merrill Lynch e BTG Pactual. Ao listar suas ações no exterior, a empresa segue os passos da concorrente PagSeguro, do grupo UOL, que levantou US$ 2,3 bilhões em sua abertura de capital em Nova York, em janeiro deste ano.

Mercado quente

Ao contrário do esperado para um período de incerteza pré-eleitoral, o mercado de IPOs de empresas brasileiras está bastante aquecido. No mês passado, a Arco Educação captou US$ 195 milhões também em uma operação realizada na Nasdaq. Se você quiser saber mais sobre ofertas de ações vale a pena conferir esta matéria que eu escrevi.

Para quem quiser saber mais sobre como desbravar e investir diretamente nas bolsas americanas, recomendo também este guia que o Seu Dinheiro criou.

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