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Desde que Gol propôs o fechamento de capital do Smiles, o valor da ação caiu 27%. Valor da empresa depende da proposta final da Gol.
A palavra "recorde" aparece três vezes no primeiro slide da apresentação de resultados do terceiro trimestre do Smiles. De seis indicadores destacados, três foram recorde no período: faturamento, acúmulo e resgate de milhas. E nem estava lá ainda as diferentes margens que a empresa contabiliza, que já são altas e ficaram ainda maiores. É um resultado extraordinário, mas que pouco importa neste momento.
A situação do presidente do Smiles, Leonel Andrade, na teleconferência de resultados na manhã desta quarta-feira (31) foi similar à de um técnico de um time que venceu o campeonato brasileiro e, ao mesmo tempo que comemora com os torcedores, conta pra eles que o clube não vai disputar a Libertadores. No caso da Smiles, a saída eminente é da bolsa de valores e o torcedor é o acionista minoritário.
A Gol comunicou no fim de outubro que pretende incorporar as ações do Smiles, em uma reversão da estratégia adotada cinco anos antes, quando tornou seu programa de milhagem uma empresa independente e listada na bolsa de valores. A proposta da Gol será avaliada por um comitê independente, indicado pelos conselheiros do Smiles, e terá que ser aprovada em assembleia marcada para o dia 29 de novembro. Desde que a proposta foi feita, a ação do Smiles caiu 27%.
Enquanto isso não se decide, o Smiles segue sua vida e mantém a agenda de divulgação de resultados. As palavras "trimestre extraordinário" não impediram uma chuva de perguntas difíceis dos analistas para a diretoria do Smiles nesta quarta-feira:
Para responder esses questionamentos, estavam Andrade e o diretor financeiro da empresa, Marcos Pinheiro. Eles fizeram o máximo para passar a mensagem de que o processo será transparente e que seguirão buscando o melhor para a companhia - ou seja, resultados ainda mais incríveis. "É do interesse do nosso conselho e do acionista controlador que este processo seja tratado na maior transparência", disse Andrade. E completou: “não estamos sob nenhuma pressão do controlador ou do managment da companhia aérea. A nossa governança é clara e sempre foi respeitada". A diretoria da Smiles disse que foi informada dos planos da Gol para a companhia junto com o mercado no último dia 14.
O conselho da Smiles fechou um pacote de retenção para os executivos da empresa para evitar uma fuga em massa nesse período de transição. "O plano que foi aprovado pelo conselho hoje visa a manter e incentivar os principais executivos da companhia a trabalhar com foco e objetivo da operação até a decisão futura sobre essa transação", explicou Andrade. Ele reafirmou que fica na companhia, mas não quis dar detalhes sobre os termos do pacote de incentivo.
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Apesar do discurso conciliador, a teleconferência deixou clara que a diretoria do Smiles tem uma visão diferente da Gol sobre o potencial da empresa.
Para defender o fechamento de capital do Smiles, a Gol disse que a margem da companhia é insustentável no futuro e que o ambiente competitivo da indústria de fidelidade mudou, o que faria ser necessária a integração do programa de fidelidade com a Gol novamente.

Andrade não corroborou a tese de que a margem do Smiles vai cair: "Há cinco anos me perguntam quando a margem do Smiles vai cair. E até hoje não caiu. Olhando pra frente, 3 ou 4 trimestres, a empresa vai continuar performando e está muito estruturada para isso", afirmou. "Do ponto de vista de resultado da companhia, ela continua muito forte, com indicadores extremamente positivos e em evolução constante. O faturamento continua crescendo de forma acelerada. Se estivesse em queda, seria um sinal de extinção do negócio a médio e longo prazos. Eu não posso ver um cenário de deterioração. Não é o caso", afirmou.
Ele ponderou, no entanto, que do lado da Gol "há claramente uma mudança de ambiente competitivo. Há uma mudança da ótica do controlador, a companhia aérea". Ele admitiu que reincorporação dos programas de fidelidade é uma tendência global, já seguida por outras empresas.
Andrade disse que vê uma continuidade do resultado positivo para o Smiles no quarto trimestre do ano. Mas isso pouco importa. A Smiles está de saída da bolsa. É fato. O que pode mudar no caminho é a proposta da Gol para fechar o capital da empresa. A primeira proposta foi muito ruim para o minoritário - basicamente, ele troca um negócio altamente gerador de caixa por ações da Gol. Sai mais barato do que fazer uma OPA (oferta pública de aquisição de ações, na sigla em inglês), como propôs a Latam para fechar o capital da Multiplus.
Me parece que a proposta da Gol foi bem ao estilo "vai que cola". Em 2016, a empresa propôs aos donos de bonds a troca da dívida com um desconto de quase 70%. Conseguiu uma adesão de 20% dos credores. Parece pouco? Depende como você olha a avaliação. Imagine que bom se você tivesse 10 cartões de créditos estourados e dois bancos aceitassem trocar sua dívida por outra 70% menor. Me soa um ótimo negócio para um endividado como era a empresa naquela época.
Voltando ao Smiles, depois da queda abrupta das ações, o preço dela está muito barato para o seu resultado. De 11 bancos que acompanham a ação, 7 estão recomendando a compra da ação da empresa, dois mandam seus clientes segurarem os papéis e dois sugerem a venda da ação do Smiles, de acordo com a Bloomberg.
Nesse contexto, o desempenho da ação depende, basicamente, da proposta final que será feita pelos controladores e não mais dos fundamentos da empresa. Muita água vai rolar até a proposta final. A própria Gol admitiu uma possível OPA se o acionista minoritário não topar a conversão de ações do Smiles por papéis da Gol. De grande gerador de caixa e pagador de dividendos, a ação de Smiles virou um ativo de maior risco. Se você é cardíaco, fique longe.
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