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2018-10-10T13:00:21-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Câmbio

Outubro começou com sobra de US$ 3 bilhões no câmbio à vista

Entrada de dólares ficou concentrada na conta financeira, que registra investimentos e operações de mercado

10 de outubro de 2018
13:00
Chuva de dólares
Imagem: Shutterstock

A primeira semana de outubro foi de sobra de dólares no mercado brasileiro, mas isso não tem relação com a formação de preço da moeda americana, que refletiu às expectativas dos agentes sobre o primeiro turno da eleição.

Como acontece toda a quarta-feira, o Banco Central (BC) atualizou os dados sobre o fluxo cambial no país, que capta a entrada e saída física de moeda nos canais de comercio exterior e na conta financeira, que computa investimentos e operações de mercado.

Na abertura do mês, os ingressos superaram as saídas em US$ 3,083 bilhões, revertendo boa parte da saída de US$ 6,138 bilhões vistas ao longo do mês de setembro.

Esse resultado foi construído pelos ingressos na conta financeira, mais especificamente refletem o movimento de um único dia, o dia 3 de outubro, que teve entrada de US$ 2,970 bilhões.

No acumulado do ano até o dia 5 de outubro, o fluxo cambial é positivo em US$ 21,123 bilhões, reflexo de um ingresso comercial de US$ 36,629 bilhões e uma saída financeira de US$ 15,506 bilhões. Em igual período do ano passado, essa sobra era de US$ 7,7 bilhões.

Na semana passada, a cotação do dólar caiu 4,6%, indo consistentemente abaixo da linha dos R$ 4 pela primeira vez desde o fim de agosto. Tal comportamento do preço refletiu mais as expectativas e pesquisas eleitorais do que o fluxo físico de moeda. Além disso, a semana foi de firme movimentação no mercado futuro, que é quem dita a formação de preço. Naquela semana, os investidores estrangeiros chegaram a vender US$ 8 bilhões em contratos de dólar e cupom cambial em dois dias. Mas já refizeram grande parte dessa posição, o que reflete uma maior cautela com o cenário atual.

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