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Esquenta dos mercados

Mercados locais devem abrir animados pelos balanços nos EUA

Bom desempenho das bolsas americanas no feriado devem levar Ibovespa a abrir em alta; hoje tem Ibope e balanços nos EUA

Mercado já não espera um Bolsonaro muito liberal, mas está de olho em propostas para privatizações e reformasImagem: Seu Dinheiro

Bom dia investidor! A bolsa brasileira deve abrir em alta nesta segunda-feira (15) depois de sessão bastante positiva em Nova York na sexta, feriado no Brasil.

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Os balanços de empresas como os bancos Wells Fargo e o Citigroup animaram os investidores e levaram as bolsas americanas a fechar em alta.

Com isso, os ADR brasileiros - recibos de ações negociados no exterior - tiveram alta, o que indica abertura positiva para os mercados neste início de semana.

Os juros dos títulos públicos americanos com prazo de dez anos continuam elevados, acima de 3%, e subiram no último pregão.

Permanece a preocupação com uma alta de juros pelo Fed mais rápida que o esperado, devido ao aquecimento da economia americana, o que eleva a aversão a risco.

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O petróleo também continuou subindo na sexta, com a previsão de aumento da produção por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de redução da demanda para o ano que vem pela Agência Internacional de Energia (AIE).

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Mesmo assim, a temporada de balanços prossegue nesta segunda e deve manter os mercados animados.

Na quinta-feira passada, as preocupações em relação ao ritmo do aperto monetário pelo Fed, a escalada dos preços do petróleo e a tensão comercial entre EUA e China contaminaram os mercados locais, levando o Ibovespa a fechar em queda de 0,91%, aos 82.921 pontos. Na semana, porém, o índice acumulou alta de 0,73%.

Liberal, mas nem tanto

No mercado, diz-se que a vitória de Bolsonaro nas eleições presidenciais já está precificada. Agora o foco são as declarações sobre seu plano de governo, especialmente reformas e privatizações.

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O mercado já sabe que não pode mais esperar um governo tão liberal quanto gostaria. No fim de semana, Bolsonaro voltou a fazer declarações nacionalistas.

Disse que acolhe 90% das ideias de Paulo Guedes (ministro da Fazenda em seu eventual governo), mas que o mercado vai gostar de seu plano de privatização. "A ideia é vender, primeiro, as quase 50 estatais criadas pelo PT", disse.

O candidato disse ainda que as estatais estratégicas, como BB, Caixa, Furnas e o setor elétrico, não serão privatizadas.

Tal viés do presidenciável já não é surpresa para o mercado. Declarações similares na semana passada levaram o mercado a corrigir a euforia anterior, notadamente em relação às estatais. Eletrobrás terminou a semana com perda de 9%, e Petrobras, de 4%.

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Já Paulo Guedes defendeu, no feriado, a venda de todas as distribuidoras da Eletrobrás e alguns casos de geração, como a eólica. O mercado espera que Guedes consiga convencer Bolsonaro ao máximo de privatização.

Em relação à reforma da Previdência, no entanto, o mercado se preocupa, pois o candidato já andou defendendo uma reforma mais branda e sinalizando que ela pode demorar a ocorrer.

A pesquisa de intenção de voto do BTG/FSB, divulgada nesta madrugada, mostra Bolsonaro com 59% dos votos válidos contra 41% de Haddad.

A pesquisa mostrou ainda um índice muito maior de rejeição para Haddad (53%) do que para Bolsonaro (38%).

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Dólar

Com a convicção de que Bolsonaro chegará ao Planalto já amplamente antecipada também no câmbio, o dólar trava no intervalo de R$ 3,70 a R$ 3,80, acomodando o entusiasmo recente.

A moeda caiu 2,07% na primeira semana depois da eleição, mas na quinta fechou em alta de 0,35%.

O Commerzbank projeta que o dólar pode terminar o primeiro trimestre de 2019 em R$ 3,90, mas pode cair a R$ 3,50 se Paulo Guedes conseguir aprovar a reforma da Previdência. Para 2018, o banco reduziu a previsão de R$ 4,30 para R$ 3,80.

Hoje tem Ibope e balanços nos EUA

Hoje à noite serão divulgadas as pesquisa do Ibope e da TV Record/Real Time, além das pesquisas estaduais do Instituto Paraná em São Paulo e no Rio de Janeiro, e do Correio Braziliense, no Distrito Federal.

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No Brasil, teremos o boletim Focus, do Banco Central, e os dados da balança comercial semanal.

Nos Estados Unidos, às 9h30, serão divulgados o índice Empire State e as vendas no varejo em setembro. A temporada de balanços prossegue com gigantes do setor financeiro, começando hoje pelo Bank of America.

Nesta segunda também termina o prazo para que a Itália e outros países da zona do euro apresentem seus planos orçamentários à Comissão Europeia.

Na China, serão divulgados os índices de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) em setembro.

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A balança comercial chinesa, divulgada no feriado, mostrou alta inesperada das exportações (14,5% em setembro, contra previsão de 8,8%), apesar da guerra comercial com os EUA.

Com isso, o superávit comercial cresceu para US$ 31,69 bilhões, bem acima do esperado de US$ 18 bilhões.

A escalada protecionista de Trump não impediu que o déficit americano com a China batesse novo recorde. O superávit chinês com os EUA cresceu de US$ 31,1 bilhões em agosto para US$ 34,1 bilhões em setembro.

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

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