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Último pregão antes do segundo turno presidencial promete: Datafolha de ontem surpreende, crescimento americano deve se mostrar robusto e temporada de balanços continua

Bom dia, investidor! O último pregão antes das eleições promete. Os mercados verão a repercussão da pesquisa Datafolha de ontem, dos balanços corporativos no Brasil e no exterior e dos números do PIB dos Estados Unidos.
O Ibovespa fechou ontem em alta de 1,23%, aos 84.083 pontos, em dia de recuperação parcial dos tombos de quarta-feira, no Brasil e no exterior. Balanços positivos impactaram as bolsas em NY, influenciando os mercados por aqui.
O dólar fechou em queda de 0,88%, a R$ 3,7052, depois de operar boa parte do dia abaixo de R$ 3,70, patamar que vem sendo difícil de furar antes das eleições.
O resultado da pesquisa Datafolha e um PIB forte nos EUA, a ser conhecido hoje, podem levar a uma alta da moeda americana frente ao real.
A pesquisa Datafolha de intenções de voto para presidente no segundo turno, divulgada ontem à noite, pode causar algum mal estar nos mercados, ao menos no início do pregão.
O levantamento surpreendeu, mostrando uma redução de seis pontos percentuais nos votos válidos entre Bolsonaro e Haddad em relação à última pesquisa do instituto.
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O candidato do PSL tem 56% dos votos válidos (queda de três pontos percentuais), enquanto o petista tem 44% (alta de três pontos percentuais). Com isso, a diferença se reduziu de 18 para 12 pontos.
O resultado fez o EWZ, principal fundo de índice do Brasil negociado em Nova York, cair quase 3% no after hours, fechando em queda de 1,28%. Os ADRs, recibos de ações brasileiras negociados lá fora, também recuaram.
Esse desempenho dos ativos brasileiros no exterior ontem à noite sugerem que o Ibovespa abra em queda, mas é possível que o impacto negativo da pesquisa seja limitado.
Mesmo com a redução da diferença, ainda é muito improvável que o candidato favorito do mercado perca as eleições. Dificilmente os investidores vão se arriscar a começarem a próxima semana vendidos em ações.
O grande problema desse resultado para os mercados é que ele mostra um Brasil mais dividido, o que pode ser ruim para a governabilidade do próximo presidente.
O investidor poderá verificar essa tendência caso as próximas pesquisas confirmem o Datafolha. A última TV Record/Real Time mostrou o mesmo resultado. Às 9h sai a Crusoé/Paraná, com comentários dos jornalistas do "Antagonista". Às 10h tem XP/Ipespe. No sábado à noite serão divulgados as últimas Ibope e Datafolha.
Segundo o Datafolha, Bolsonaro perdeu votos sobretudo entre os mais ricos e escolarizados. A capital paulista mostrou-se bastante dividida, com 41% dos votos totais para Haddad e 40% para Bolsonaro, em empate técnico.
Em entrevista à "GloboNews", o presidente do Instituto Datafolha, Mauro Paulino, afirmou que foram os "arroubos autoritários" de Bolsonaro que fizeram o candidato perder votos.
Ele citou o discurso do capitão reformado na Paulista, onde prometeu banir "os vermelhos" e adversários políticos, e o vídeo de seu filho Eduardo falando em fechar o STF.
O favoritismo de Bolsonaro fez a bolsa disparar desde a reta final antes do primeiro turno. Para quem não entrou, ainda dá tempo, a gente te conta como aqui.
No pregão de hoje devemos ver os impactos dos balanços de Suzano, CCR, Lojas Renner e Pão de Açúcar, divulgados ontem à noite.
Os resultados da Suzano vieram muito abaixo do esperado pelos investidores. A companhia teve prejuízo de R$ 107,6 milhões no terceiro trimestre, enquanto o mercado esperava um lucro de de R$ 524 milhões.
No entanto, o Ebitda ajustado, termômetro do mercado para mensurar a capacidade operacional das empresas, bateu recorde ao crescer 78,6% no comparativo anual e atingir R$ 2,1 bilhões, acima das previsões de R$ 1,96 bilhões.
Nos Estados Unidos, devemos ver a reação do mercado aos resultados de grandes empresas de tecnologia. O Twitter disparou no pregão de ontem após a divulgação do seu balanço, puxando para cima o desempenho das ações do setor.
Contudo, no after hours, Amazon, Snap (Snapchat) e Alphabet (Google) tiveram quedas expressivas após a divulgação de balanços frustrantes. Só a Intel teve alta, com lucro e receita superando a previsão.
Não há nenhum resultado previsto para hoje nos EUA, só na Europa (RBS, Total e Glencore).
No Brasil, o calendário de resultados trimestrais ainda reserva para hoje Usiminas, antes da abertura dos negócios, com teleconferência prevista para o meio-dia; teleconferências de Suzano (10h), Pão de Açúcar (10h30), CCR (11h) e Lojas Renner (13h); e o balanço da Hypera Pharma (Hypermarcas) depois do fechamento.
Saiba o que esperar dos balanços de Usiminas e Hypera.
Finalmente, hoje saem os números do PIB dos Estados Unidos no terceiro trimestre, às 9h30. Analistas esperam alta anualizada de 3,4%, após o crescimento robusto de 4,2% no segundo trimestre, melhor cifra em quatro anos. Ainda assim, é um crescimento forte o suficiente para provar a supremacia americana.
Para o investidor, os dados devem nortear as expectativas quanto a um aumento de juros mais agressivo pelo Fed, o banco central americano, o que tende a impactar negativamente as bolsas.
Enquanto a Ásia sente os efeitos da guerra comercial e a zona do euro não deslancha, os cortes de impostos do governo Trump em janeiro bancam o desempenho dos EUA, recuperam os salários e limitam o desemprego. O consumo é a principal mola do crescimento.
Na agenda do dia, temos ainda o relatório da dívida pública federal (10h), a nota de operações de crédito do Banco Central (10h30) e a decisão da Aneel sobre a cor da bandeira tarifária a ser adotada nas contas de luz em novembro.
Às 14h30, saem as contas do Governo Central, que devem apresentar déficit de R$ 23,15 bilhões em setembro, segundo mediana de pesquisa do "Broadcast", serviço de notícias em tempo real do "Estadão".
Nos EUA, sai a leitura final de outubro do índice de sentimento do consumidor, às 11 horas.
*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br
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