Menu
2019-08-06T17:15:21-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Esquenta dos mercados

Em semana de eleição, pesquisas dão a tônica dos mercados

Semana será cheia de pesquisas de intenção de voto, a começar pelo Ibope nesta segunda; últimos levantamentos já mostram vitória de Haddad no segundo turno

1 de outubro de 2018
8:04 - atualizado às 17:15
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, candidatos às eleições presidenciais de 2018
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, candidatos às eleições presidenciais de 2018 - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil e Sérgio Silva/Wikimedia Commons

Bom dia, investidor! A semana promete: estamos na reta final para o primeiro turno das eleições, que será marcada por uma penca de pesquisas de intenção de voto que devem mexer com os mercados. Na sexta-feira (28), o Datafolha mostrou o avanço de Haddad no primeiro turno, o aumento da rejeição de Bolsonaro e uma inédita tendência da vitória do petista sobre o capitão reformado no segundo turno.

O mercado operou apreensivo durante toda a sexta com a expectativa em torno desse levantamento, que só saiu à noite. Somou-se a isso o impacto negativo da crise fiscal italiana no cenário externo. Como resultado, o Ibovespa fechou o dia em leve queda de 0,82%, aos 79.342 pontos, e o dólar à vista subiu 1,34%, para R$ 4,051.

Veja, a seguir, os eventos que podem impactar os preços das ações e a cotação do dólar nesta segundona:

Hoje tem pesquisa Ibope no Jornal Nacional, que promete mostrar os impactos das manifestações contra e a favor de Bolsonaro no fim de semana, além dos efeitos do debate de ontem à noite na TV Record, em que Haddad apanhou bastante dos demais candidatos. Na última pesquisa CNI/Ibope, Bolsonaro tinha 27%, contra 21% de Haddad, 12% de Ciro e 8% de Alckmin. No segundo turno, Bolsonaro perdia de Haddad, Alckmin e Ciro, e tinha índice de rejeição de 44%.

Ainda esta noite, a TV Record divulga a Real Time Big Data, que terá nova edição na quinta. Nesta semana, ainda teremos mais duas pesquisas Ibope (quarta e sábado), três do Datafolha (terça, quinta e sábado), uma do DataPoder360 (quinta), uma XP/Ipespe (sexta) e uma Paraná/Crusoé (sexta).

Hoje, às 8h, teremos a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) da FGV, que deve confirmar a tendência de alta dos preços, o que pode ensejar uma alta da Selic em outubro. A expectativa é de um índice de 0,40%, contra 0,07% em agosto, pela mediana da pesquisa do Broadcast, serviço de notícias do Estadão. Às 15h teremos divulgação da balança comercial de setembro.

Lá fora, temos a leitura final de setembro do PMI (Purchasing Managers' Index, índice que mede a atividade do setor industrial de diversos países) nos EUA, às 10h45 (pelo Instituto Markit) e às 11h (pelo ISM), e também na zona do euro (5h).

O que teve de bom no finde

No fim de semana, Estados Unidos e Canadá fecharam um acordo que substituirá o Nafta, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio, na sigla em inglês. O novo acordo se chamará Acordo dos EUA, México e Canadá (USMCA, na sigla em inglês).

O anúncio elimina o receio de que os canadenses pudessem ser excluídos do acordo selado no fim de agosto junto ao governo mexicano e reverte a ameaça de Washington de impor tarifas a carros do Canadá. A expectativa é que o novo tratado anime os mercados nesta segunda.

Tivemos ainda duas pesquisas eleitorais. A do BTG/FSB mostra empate técnico entre Bolsonaro (43%) e Haddad (42%) no segundo turno, além de um avanço significativo e fora da margem de erro de Geraldo Alckmin, que tenta se firmar como terceira via, de 8% para 11%.

Já a pesquisa CNT/MDA mostrou Bolsonaro (28,2%) e Haddad (25,2%) tecnicamente empatados já no primeiro turno, e uma vitória de Haddad sobre Bolsonaro no segundo turno por 42,7% a 37,3%.

No Twitter, Mauro Paulino, diretor do Datafolha lembrou que, em 2014, 23% dos eleitores decidiram seu voto na última semana antes das eleições e que ainda há 34% que podem mudar e 25% sem candidato.

Setembro feliz

O Ibovespa fechou setembro com alta de 3,48%, acumulando valorização de 3,85% no ano. Já o dólar PTAX acumulou queda de 3,18% no mês, mas ainda tem alta de 21,04% no ano.

Nos EUA, as bolsas fecharam o mês com alta de 1,9% para o índice Dow Jones (26.458,31 pontos), ganho de 0,42% para o S&P500 (2.913,98 pontos) e queda de 0,77% para a Nasdaq (8.046,35 pontos).

*Com informações do Bom Dia Mercado, de Rosa Riscala. Para ler o Bom Dia Mercado na íntegra, acesse www.bomdiamercado.com.br

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

objetivo mais ambicioso

CMN fixa meta de inflação em 3,00% para 2024, com margem de 1,5 pp

Objetivo fixado pelo governo é mais ambicioso do que nos anos anteriores e dá sequência ao processo de redução gradual da meta de inflação, iniciado em 2017

inovação

Duratex cria fundo de R$ 100 milhões para investir em startups

Fabricante de madeira, deca e revestimentos cerâmicos planeja realizar aportes em iniciativas em diferentes estágios de evolução, sendo a única cotista do fundo

FECHAMENTO

BC mais brando e novo ‘pacote Biden’ deram o que falar — com inflação em foco, dólar se firma em R$ 4,90 e Ibovespa volta aos 129 mil pontos

A moeda americana registrou o quarto dia consecutivo de queda, com a pressão do pacote de infraestrutura dos EUA e a melhora do cenário local. No mercado de juros, os investidores reduziram as apostas em uma alta agressiva da Selic na próxima reunião

Fome de propostas

Presidente da Câmara quer acelerar reformas e pautas econômicas no Congresso

Lira espera receber ainda hoje o projeto do governo para mudanças no Imposto de Renda e comprometeu-se a votar a privatização dos Correios no mês que vem

Meta ambiental

Vale triplica para até US$ 6 bi previsão de investimentos para reduzir emissões de carbono

O objetivo da empresa é reduzir 33% das emissões diretas e indiretas de carbono até 2030

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies