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2018-12-13T16:11:29-02:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Mercados

Brasil é o emergente com menor posição de investidor estrangeiro

Levantamento do Instituto Internacional de Finanças (IIF) considera tanto a entrada e a saída de capitais como efeitos de variação cambial e outros vetores sobre o estoque de alocação

13 de dezembro de 2018
16:11
investimento brasil
Imagem: Shutterstock

A notícia é seguinte: a posição do investidor estrangeiro em ativos brasileiros é a menor entre os mercados emergentes. Já o maior posicionamento está na África do Sul. A constatação é do Instituto Internacional de Finanças (IIF), reúne mais de 450 bancos de 70 países.

O lado bom de tal notícia é que há espaço para recuperação, como mostraram as estimativas do BTG Pactual. O lado ruim, por assim dizer, é que não é só o fluxo que importa quando se trata do posicionamento dos investidores.

Quando falamos de posição de investidor estrangeiro o que se tem em mente é basicamente a entrada e saída efetiva de capital do não residente em bolsa de valores e títulos. No entanto, o IIF desenvolveu e vem aprimorando uma medida mais ampla.

Além de considerar o fluxo, as análises do órgão também levam em conta o “valuation” das posições, ou seja, como a valorização ou desvalorização de ações, títulos e da taxa de câmbio afetam essas posições.

Vamos a um exemplo, se o mercado de ações apresentar um firme movimento de alta, isso torna um investimento inicial (fluxo) relativamente pequeno em uma grande posição (estoque), algo que tem o potencial de se tornar uma grande saída de capital no futuro (fluxo novamente).

Da mesma forma, um aporte inicial grande (fluxo) pode se tornar relativamente pequeno (estoque) no caso de uma acentuada desvalorização cambial.

O que o IIF fez foi calcular essa variável mais ampla de posição estrangeira em mercados emergentes para concluir que o Brasil é o mais “under-positioned” entre os pares.

Como isso é feito?

O IIF combina as informações sobre fluxo de investimento em portfólio (ações e títulos), que estão no balanço de pagamentos, com dados sobre a posição internacional de investimento, que permite calcular esse “efeito preço e renda” sobre os fluxos.

O que os dados mostram é que os movimentos de fluxo (entrada e saída – barras vermelhas nos gráficos abaixo) são muito raros, tanto que a maior parte na mudança de posicionamento dos investidores em momentos de stress acontece pelas mudanças no “valuation” do estoque de posições já existentes nesses mercados. Essas variações refletem depreciações cambiais, momentos de baixa no mercado de ações e no mercado de títulos

No gráfico abaixo, retirado do estudo do IIF, "BRL" representa o Brasil. A barra vermelha é o fluxo em % do PIB de 2010 a 2018. A barra azul é a variação no “valutation” das posições. ZAR é a África do Sul.

O próximo gráfico faz a mesma avaliação considerando as posições desde o primeiro trimestre de 2008.

E esse último mostra o total agregado para todos os emergentes com e sem a China.

 

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