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Reunião com o presidente Temer

Primeira visita de Bolsonaro ao Planalto foi tão protocolar que chegou a dar sono na imprensa

Pronunciamento à imprensa entre o atual e o futuro mandatário do País foi marcada por afagos e declarações protocolares

Bolsonaro fez sua primeira visita ao Palácio do PlanaltoImagem: Wilson Dias/Agência Brasil

Nem parecia o mesmo Bolsonaro das visões polêmicas e das medidas de governo barulhentas. O pronunciamento à imprensa com o presidente eleito e o presidente Michel Temer foi tão protocolar que sobrou pouco (ou nenhum) espaço para os jornalistas buscarem pistas do que eles conversaram na primeira visita do capitão ao Planalto.

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Em sua declaração, Bolsonaro afirmou que vai contar com a ajuda de Temer para conduzir uma transição "no que for possível". Segundo ele, a reunião com o presidente teve caráter de visita e Temer demonstrou estar disposto a colaborar.

"Estou feliz porque pedi uma audiência ao presidente Temer e ele a concedeu, mas foi muito mais em forma de visita. Conversamos sobre vários assuntos, entre eles obviamente a governabilidade e o final de seu governo. Ele está disposto a colaborar conosco no que for possível", Jair Bolsonaro.

Bolsonaro afirmou que procurará Temer mais vezes durante o período da transição para que haja uma transição "de modo que os projetos de interesse do nosso Brasil continuem fluindo dentro da normalidade". O futuro presidente não descartou a possibilidade de continuar procurando Temer mesmo depois de tomar posse.

"Tem muita coisa que continuará. O Brasil não pode se furtar do conhecimento daqueles que passaram pela Presidência e será útil a todos nós", disse. Bolsonaro agradeceu pela acolhida que teve por parte de Temer.

Agradecimentos aqui, afagos acolá

Já a fala de Temer, por outro lado, foi mais interessante e de certa forma fez valer a pena o deslocamento dos jornalistas no Palácio. O presidente afirmou sua disposição de colaborar "intensamente", inclusive, com a tentativa de votar projetos de interesse de Bolsonaro no Congresso ainda neste ano. Bolsonaro tem dito que seria importante que o Congresso pudesse votar pelo menos uma parte da reforma da Previdência. Parlamentares, no entanto, acreditam que não há tempo hábil para que isso aconteça.

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Temer contou ainda que convidou o seu sucessor para acompanhá-lo em viagens internacionais que realizará até o fim do ano, como a que fará para participar do encontro do G-20. Bolsonaro, porém, passará por uma nova cirurgia em dezembro e seu estado de saúde pode inviabilizar uma viagem internacional neste momento.

Temer também ressaltou que, passada a eleição, o Brasil passa por um momento "político-administrativo" em que os brasileiros devem se unir em prol do País.

O presidente contou ainda que entregou, simbolicamente, as chaves de onde será o gabinete do futuro mandatário. "Em 1º de janeiro terei a honra de entregar simbolicamente as chaves do Palácio do Planalto", disse.

Além dos dois presidentes, acompanharam o encontro, que durou 45 minutos, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Carlos Marun, o coordenador da transição, o ministro extraordinário Onyx Lorenzoni, já indicado para assumir a Casa Civil, e o general Augusto Heleno, que assumirá o Gabinete de Segurança Institucional. O filho mais novo de Bolsonaro, Jair Renan, também estava presente.

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*Com Estadão Conteúdo.

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