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Cotado como futuro ministro da Casa Civil, Lorenzoni defendeu que a reforma da Previdência fosse realizada apenas no ano que vem
O economista Paulo Guedes (PSL), assessor econômico do presidente eleito Jair Bolsonaro, não gostou das recentes opiniões de Onyx Lorenzoni sobre suas opiniões sobre política cambial e reforma da Previdência do futuro governo.
"Estão assustados por quê? É um político falando de economia. É a mesma coisa do que eu sair falando de política. Não dá certo, né?", disse Guedes a jornalistas.
Cotado como futuro ministro da Casa Civil, Lorenzoni defendeu à rádio "CBN" que a reforma da Previdência fosse realizada apenas no ano que vem.
Ontem à noite, Bolsonaro disse, em entrevista ao Jornal Nacional, da Tv Globo, que estará em Brasília junto a sua equipe na próxima semana " buscando aprovar alguma coisa da reforma da Previdência”.
Guedes, Lorenzoni e Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL e um dos coordenadores da campanha eleitoral, estão reunidos neste momento com Bolsonaro na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio.
O economista ainda disseque "houve gente do próprio [futuro] governo falando que não tem pressa de fazer reforma da Previdência. Ele [jornalista que fez a pergunta] está dizendo que o Onyx, que é coordenador político, falou de banda cambial. Ao mesmo tempo, está dizendo que o Onyx falou que não tem pressa na Previdência. Aí o mercado cai".
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Mais cedo, Guedes explicou sua visão sobre a possibilidade de venda de reservas internacionais, conforme noticiado hoje pelo jornal “Valor Econômico”. Segundo ele, uma eventual venda de reservas aconteceria apenas em momento de especulação, com a cotação batendo na casa dos R$ 5,0.
Se isso acontecer, o governo vendeira US$ 100 bilhões das reservas internacionais e usaria os reais obtidos para abater dívida pública. No momento atual, com dólar mirando a linha de R$ 3,60, tal estratégia está descartada.
*Com Estadão Conteúdo
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