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Investimentos

Itaú mantém inalterada carteira recomendada de Fundos Imobiliários

Expectativa é de que os ativos se beneficiem de um cenário de retomada da atividade e aquecimento do setor

vista aérea de imóveis em São Paulo
Imagem: Divulgação

O Itaú BBA apresentou sua carteira recomenda de Fundos Imobiliários (FII) para o mês de outubro. Os ativos listados não sofreram alteração com relação às recomendações feitas em setembro.

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“Em 2018, os fundos imobiliários passam por uma correção de preços. A nosso ver, os FIIs estão sendo impactados mais pela abertura na curva longa de juros do que por mudanças nas teses de investimento específicas dos fundos. Nossa expectativa é que os fundos imobiliários se beneficiem em um cenário de retomada de atividade econômica e eventual aquecimento do setor imobiliário”, diz a instituição em relatório.

Recentemente apresentamos os FIIs como uma alternativa de investimento e diversificação mesmo em um cenário no qual a taxa básica de juros venha a subir.

Segundo o banco, a alocação sugerida é de igual percentual entre os cinco fundos sugeridos. A estratégia para a carteira é de renda, visando fundos com retorno (dividend yield) preferencialmente acima da média de mercado e previsibilidade no fluxo de rendimentos.

Carteira

HGBS11 - CSHG Brasil Shopping - Fundo detém investimentos em oito shopping centers, distribuídos em quatro Estados, que juntos totalizam 370 mil metros de Área Bruta Locável (ABL). A tese de investimento tem por base a exposição à retomada da atividade econômica e do consumo. Portfólio maduro, diversificado geograficamente e com diferentes operadores. Potenciais reduções da inadimplência (4%) e da vacância (6,9%).

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HGLG11 - CSHG Logística - Fundo detém 12 galpões logístico-industriais distribuídos entre São Paulo (45%), Minas Gerais (26%), Santa Catarina (21%) e Rio de Janeiro (8%). Instituição acredita em um ambiente favorável para novas aquisições e o potencial de redução de vacância no segmento logístico.

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HGRE11 - CSHG Real Estate - Fundo possui participação em 199 unidades locáveis, localizadas em 20 empreendimentos diferentes concentrados no estado de SP (84%). O banco gosta da gestão ativa do fundo com relação à compra e venda de ativos. O fundo possui elevada exposição ao estado de SP, para o qual se antecipa uma redução de vacância mais rápida e aumento no valor do aluguel médio.

KNRI11 - Kinea Renda Imobiliária - Fundo conta com 15 ativos imobiliários, sendo sete edifícios comerciais e oito centros logísticos. 45% dos contratos são atípicos. Tese parte da avaliação de risco/retorno favorável. Gestão ativa e proximidade com os inquilinos são fatores positivos para a redução da vacância e renovação de contratos.

KNIP11 - Kinea Índice de Preços - Fundo possui carteira com 24 Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), todos indexados à índices de inflação. O papel exerce função defensiva na carteira, considerando a previsibilidade na geração de caixa e rentabilidade elevada. Nos próximos meses, o fundo deverá alocar os recursos captados na 3ª oferta (R$ 760 milhões).

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Desde o lançamento, em abril de 2018, a carteira recomendada apresenta retorno total negativo de 8,3%, contra uma queda de 9,2% do índice amplo IFIX, índice que capta o desempenho médio do segmento.

Em 2018 o IFIX apresenta desvalorização 3,8%, com um dividend yield corrente de 7,2%, em termos anualizados. Na atual composição, o dividend yield  corrente da carteira recomendada é de 7,6%, um prêmio de 200 pontos base sobre a Nota do Tesouro Nacional – 2024, dada aqui como parâmetro.

 

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