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Segundo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a mudança deve ser feita nos três primeiros anos da nova gestão

O governo do presidente-eleito Jair Bolsonaro (PSL) está planejando privatizar toda rede de aeroportos do país e acabar com a Infraero.
A afirmação foi dada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ao "Estado de. S. Paulo" nesta quinta-feira, 13.
A mudança, segundo Freitas, está sendo planejada para ocorrer nos três primeiros anos da gestão.
Ele confirmou que o brigadeiro Hélio Paes de Barros será presidente da estatal e negou que o nome tenha sido imposição do grupo militar no entorno do futuro presidente. "Foi escolha minha", disse. "Não teve pressão nenhuma."
O futuro ministro acrescentou que Paes de Barros, atual diretor da Agência Nacional de Aviação (Anac), foi escolhido justamente por estar afinado com os planos do governo para acelerar as concessões. "É um grande nome, que tem profundo conhecimento técnico na área e vai alinhar conosco o programa de concessões dos aeroportos."
Segundo Freitas, a ideia é realizar, em março, o leilão dos 12 aeroportos no Norte, Nordeste e Centro-oeste, cujo edital já foi elaborado no atual governo. Logo após o leilão, ele pretende anunciar uma nova rodada, com mais três blocos de aeroportos. E, quando o leilão desse bloco estiver concluído, anunciará o sétimo e supostamente último lote de aeroportos a ser concedido para a iniciativa privada.
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A Infraero enfrenta problemas de caixa desde que se iniciou o programa de concessões de aeroportos, no governo de Dilma Rousseff (2011-2016). Terminais de grande movimento, como o de Guarulhos (SP), Brasília e Galeão (RJ), deixaram de integrar a base de aeroportos administrados pela estatal. Ela entrou como sócia em diversas dessas concessões, o que serviu para aprofundar seus problemas de caixa num primeiro momento. Essas participações da Infraero também deverão ser vendidas.
Segundo Freitas, parte dos funcionários da estatal deve ser transferida para uma nova empresa de controle aéreo. Parte já vem sendo desligada num programa de demissão voluntária bancado com recursos obtidos com as concessões.
Na média, diz ele, perto de 1.000 funcionários têm sido desligados por ano. No início do processo, a Infraero tinha 12.000 empregados. Hoje tem 9.000.
*Com Estadão Conteúdo
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